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Bolsonaro discursa para multidão em Copacabana

O ex-presidente Jair Bolsonaro liderou um grande ato pacífico realizado neste domingo (21/04), na orla da praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. Este foi o segundo ato público convocado por ele pelas redes sociais. O primeiro aconteceu em São Paulo, no final de fevereiro.

O ex-presidente falou para o público que se reuniu na Avenida Atlântica por volta das 11h. Ele evitou conflitos direto com Alexandre de Moraes ou o STF e não os citou, deixando os ataques diretos para aliados, como o pastor Silas Malafaia.

No entanto, Bolsonaro afirmou que “o sistema trabalha contra a liberdade de expressão”, e puxou uma salva de palmas para Elon Musk, dono do X e que tem atacado Moraes em sua rede social.

“Quando eu tive com Elon Musk em 2022, começaram a me chamar de ‘mito’. Eu falei ‘não, aqui sim temos um mito da liberdade’”, relembrou.

Inelegível até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral, por abuso de poder econômico, Bolsonaro manteve o mesmo tom de discurso e se disse vítima de “covardia” de um “sistema” que quer vê-lo “fora de combate em definitivo”.

Ele defendeu os manifestantes presos durante os atos de 8 de janeiro, quando centenas de pessoas invadiram e vandalizaram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal e também voltou a falar sobre o processo eleitoral, afirmando que deseja disputar eleições sem qualquer suspeição.

O ex-presidente usou a maior parte de seu tempo para comparar seus quatro anos de governo com a gestão Lula 3.

“Pela primeira vez no Brasil nós estamos vendo um presidente sem o povo ao seu lado”, disse. “Dá pra comparar os 38 ministro de Lula com os 23 de Bolsonaro?”, completou.


Leia mais:

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Ditador, censura, Globo e prevaricação: saiba detalhes do discurso de Silas Malafaia em manifestação neste domingo (21/4)


BR-319 

Em um trecho de sua fala, Bolsonaro destacou ter iniciado obras na rodovia BR-319, que liga Manaus a Porto Velho, e que o trabalho estaria sendo prejudicado pela atual ministra do meio-ambiente, Marina Silva.

“O que a atual ministra do meio ambiente fez agora? Aquela senhora dita das selvas, mas ela gosta de andar em território rico fora do Brasil. Inviabilizou a BR-319”, criticou.

Ainda se referindo ao Norte do Brasil, Bolsonaro também relembrou o que disse ter sido a passagem mais marcante de sua vida: uma viagem a Manacapuru, no Amazonas, no inicio de sua campanha presidencial em 2018.

“Eu falei que seria presidente da república. Quem poderia levar a sério isso? Comecei a andar pelo Brasil, a passagem mais marcante da minha vida foi chegar sozinho no coração do Amazonas, na cidade de Manacapuru, e obviamente eles deviam estar pensando ‘o que esse cara tá fazendo aqui sozinho?’”, relembrou.

Michelle Bolsonaro pede “gente do bem”

O ato contou com cerca de 60 deputados, oito senadores e três governadores. Depois do Hino Nacional, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro fez a abertura oficial do evento.

“Precisamos de gente de bem. Que não vai aprisionar o seu povo”, bradou a ex-primeira-dama, cobrando tambem a participação das mulheres de direita na política. “Mulheres sábias edificam uma nação (…) Fazendo uma política feminina e não feminista”, concluiu.

Até o fechamento desta matéria, a Polícia Militar do Rio de Janeiro não informou oficialmente quantas pessoas compareceram ao ato. Segundo estimativas levantadas pelo site Poder360, mais de 40 mil apoiadores de Bolsonaro teriam ido a Copacabana neste domingo.

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O ex-presidente Jair Bolsonaro liderou um grande ato pacífico realizado neste domingo (21/04), na orla da praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. Este foi o segundo ato público convocado por ele pelas redes sociais. O primeiro aconteceu em São Paulo, no final de fevereiro.

O ex-presidente falou para o público que se reuniu na Avenida Atlântica por volta das 11h. Ele evitou conflitos direto com Alexandre de Moraes ou o STF e não os citou, deixando os ataques diretos para aliados, como o pastor Silas Malafaia.

No entanto, Bolsonaro afirmou que “o sistema trabalha contra a liberdade de expressão”, e puxou uma salva de palmas para Elon Musk, dono do X e que tem atacado Moraes em sua rede social.

“Quando eu tive com Elon Musk em 2022, começaram a me chamar de ‘mito’. Eu falei ‘não, aqui sim temos um mito da liberdade’”, relembrou.

Inelegível até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral, por abuso de poder econômico, Bolsonaro manteve o mesmo tom de discurso e se disse vítima de “covardia” de um “sistema” que quer vê-lo “fora de combate em definitivo”.

Ele defendeu os manifestantes presos durante os atos de 8 de janeiro, quando centenas de pessoas invadiram e vandalizaram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal e também voltou a falar sobre o processo eleitoral, afirmando que deseja disputar eleições sem qualquer suspeição.

O ex-presidente usou a maior parte de seu tempo para comparar seus quatro anos de governo com a gestão Lula 3.

“Pela primeira vez no Brasil nós estamos vendo um presidente sem o povo ao seu lado”, disse. “Dá pra comparar os 38 ministro de Lula com os 23 de Bolsonaro?”, completou.


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BR-319 

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