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Bolsonaro reage à imprensa após parecer de Moraes: “Eu não posso errar”

Moraes descartou a prisão preventiva de Bolsonaro

Enquanto deixava a sede do PL na tarde desta quinta-feira (24/7), em Brasília, o ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que ainda não tem clareza sobre os limites impostos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em relação às suas declarações públicas. As medidas foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, dentro do processo em que o ex-mandatário é investigado.

Entre as restrições impostas, estão o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, proibição de acesso a redes sociais e de ter falas divulgadas por terceiros. Bolsonaro não pode ainda se aproximar de embaixadas, nem manter contato com diplomatas estrangeiros ou outros investigados, incluindo o próprio filho, Eduardo Bolsonaro.

“Não está claro o que eu posso ou não falar. Eu aguardo os meus advogados, que são muito bons, são renomados. Vão me dar um parecer amanhã. Tenho prazer de falar com vocês. Eu não posso errar. Gostaria de falar com vocês”, disse Bolsonaro na saída de um encontro com a bancada do PL na Câmara.

Apesar das restrições, Moraes descartou a prisão preventiva de Bolsonaro. Segundo o ministro, houve sim um descumprimento das cautelares, mas de forma pontual. A decisão foi tomada após a defesa alegar que a proibição de falas em redes sociais, inclusive por meio de terceiros, não estava suficientemente clara. O magistrado, no entanto, foi direto: qualquer nova infração resultará em prisão imediata.


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O alerta veio após a divulgação de uma entrevista de Bolsonaro, feita na segunda-feira (21/7), na qual ele apareceu publicamente com a tornozeleira eletrônica pela primeira vez. O conteúdo, mesmo sem ter sido postado por ele, foi replicado nas redes do deputado Eduardo Bolsonaro. Para Moraes, a atitude configura quebra das medidas cautelares.

Na decisão divulgada após questionamentos da imprensa, Moraes afirmou que a estratégia de repetir falas investigadas, ainda que por meio de aliados ou redes de apoio, pode ser interpretada como tentativa de burlar a Justiça. Ele mencionou o uso de “milícias digitais” e a atuação coordenada de apoiadores para disseminar desinformação.

Além disso, Bolsonaro e Eduardo são alvos de inquérito por supostamente incentivarem sanções econômicas dos EUA contra o Brasil. De acordo com a Polícia Federal, a dupla teria atuado junto a aliados do presidente norte-americano Donald Trump para forçar a aplicação de tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, numa tentativa de pressionar o Judiciário e interferir no andamento das investigações em solo nacional.

Bolsonaro, que é réu por tentativa de golpe de Estado, teria iniciado essa ofensiva diplomática em julho, enquanto Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro, afirmando que atuava junto ao governo norte-americano contra o que consideram perseguição política no Brasil.

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Enquanto deixava a sede do PL na tarde desta quinta-feira (24/7), em Brasília, o ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que ainda não tem clareza sobre os limites impostos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em relação às suas declarações públicas. As medidas foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, dentro do processo em que o ex-mandatário é investigado.

Entre as restrições impostas, estão o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, proibição de acesso a redes sociais e de ter falas divulgadas por terceiros. Bolsonaro não pode ainda se aproximar de embaixadas, nem manter contato com diplomatas estrangeiros ou outros investigados, incluindo o próprio filho, Eduardo Bolsonaro.

“Não está claro o que eu posso ou não falar. Eu aguardo os meus advogados, que são muito bons, são renomados. Vão me dar um parecer amanhã. Tenho prazer de falar com vocês. Eu não posso errar. Gostaria de falar com vocês”, disse Bolsonaro na saída de um encontro com a bancada do PL na Câmara.

Apesar das restrições, Moraes descartou a prisão preventiva de Bolsonaro. Segundo o ministro, houve sim um descumprimento das cautelares, mas de forma pontual. A decisão foi tomada após a defesa alegar que a proibição de falas em redes sociais, inclusive por meio de terceiros, não estava suficientemente clara. O magistrado, no entanto, foi direto: qualquer nova infração resultará em prisão imediata.


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Na decisão divulgada após questionamentos da imprensa, Moraes afirmou que a estratégia de repetir falas investigadas, ainda que por meio de aliados ou redes de apoio, pode ser interpretada como tentativa de burlar a Justiça. Ele mencionou o uso de “milícias digitais” e a atuação coordenada de apoiadores para disseminar desinformação.

Além disso, Bolsonaro e Eduardo são alvos de inquérito por supostamente incentivarem sanções econômicas dos EUA contra o Brasil. De acordo com a Polícia Federal, a dupla teria atuado junto a aliados do presidente norte-americano Donald Trump para forçar a aplicação de tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, numa tentativa de pressionar o Judiciário e interferir no andamento das investigações em solo nacional.

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