O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, de 71 anos, deve desistir da disputa pela Presidência da República nas eleições deste ano. A avaliação é do presidente nacional do Democracia Cristã (DC), João Caldas, que atribui a dificuldade à falta de alianças políticas e de estrutura para viabilizar uma campanha competitiva ao Palácio do Planalto.
“Ainda estamos tentando, mas não está fácil. Temos até 5 de agosto, prazo para realizar a convenção que pode definir o nome do candidato a presidente, mas está muito difícil”, afirmou João Caldas ao Poder360.
O Democracia Cristã havia anunciado inicialmente o ex-deputado Aldo Rebelo como pré-candidato à Presidência. Em maio deste ano, no entanto, a legenda decidiu retirar o nome de Rebelo para tentar construir uma candidatura de Joaquim Barbosa, decisão que foi criticada pelo ex-deputado, que classificou a articulação como “clandestina”.
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Desde que teve o nome lançado pelo partido, Joaquim Barbosa não fez declarações públicas sobre uma eventual candidatura. Segundo dirigentes do DC, o ex-ministro aguardava que a legenda apresentasse um plano de alianças e garantisse uma estrutura nacional capaz de sustentar a campanha.
Na tentativa de fortalecer o projeto eleitoral, o partido buscou uma composição com o PSDB. As negociações, porém, não avançaram. Os tucanos também enfrentam dificuldades políticas e anunciaram que não lançarão candidato à Presidência, retirando da disputa o nome do deputado federal e presidente nacional da sigla, Aécio Neves (MG).
A definição oficial sobre a candidatura de Joaquim Barbosa deve ocorrer até 5 de agosto, prazo final para a realização das convenções partidárias que homologarão os candidatos às eleições de 2026.
