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Câmara analisa regras para tornozeleiras e monitoramento de agressores de mulheres

Um projeto em análise na Câmara dos Deputados prevê novas regras para o uso de tornozeleiras eletrônicas em homens que cumprem medidas protetivas por violência contra mulheres. A proposta estabelece distância mínima de 100 metros da vítima, alertas automáticos e até a possibilidade de contenção física remota do agressor em situações excepcionais.

O Projeto de Lei 5.542/2026, de autoria do deputado federal Yury do Paredão (MDB-CE), altera a Lei Maria da Penha para reforçar o monitoramento eletrônico e ampliar a proteção de mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

Tornozeleira deverá emitir alertas

Pelo projeto, o equipamento utilizado pelo agressor deverá emitir sinais sonoros e luminosos quando ele se aproximar da vítima ou entrar em uma área proibida pela Justiça.

A distância mínima prevista é de 100 metros, podendo abranger locais como a residência, o trabalho, a escola e os serviços de saúde frequentados pela mulher, além de outros espaços definidos judicialmente.

Quando o agressor ultrapassar o limite estabelecido, o sistema deverá enviar alertas automáticos à vítima e aos órgãos responsáveis pelo monitoramento e pela segurança pública.


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Tornozeleira poderá impedir aproximação do agressor

Um dos pontos que mais chama atenção no projeto é a possibilidade de a tornozeleira ter um mecanismo capaz de impedir fisicamente que o agressor se aproxime da vítima.

Esse recurso seria usado apenas em situações excepcionais, por tempo limitado e com autorização da Justiça. A ideia é evitar que o homem descumpra a medida protetiva e coloque a mulher em perigo. A própria vítima não poderá acionar o mecanismo. O uso ficará sob responsabilidade das autoridades, seguindo regras de segurança.

Alerta gratuito

A proposta prevê ainda que a mulher possa receber, de graça e se quiser, um aparelho para avisar quando o agressor estiver se aproximando. O dispositivo também permitirá pedir ajuda em caso de emergência.

O sistema poderá enviar alertas diretamente para a vítima e para as autoridades responsáveis pelo monitoramento.

O projeto ainda determina que os dados de localização da mulher e do agressor sejam protegidos e usados apenas para garantir a segurança da vítima e acompanhar o cumprimento das medidas protetivas.

O PL 5.542/2026 teve o regime de urgência aprovado pela Câmara em 28 de outubro e está pronto para votação em plenário. Caso seja aprovado pelos deputados, o texto seguirá para análise do Senado Federal. Para entrar em vigor, ainda precisará concluir a tramitação no Congresso Nacional.

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Um projeto em análise na Câmara dos Deputados prevê novas regras para o uso de tornozeleiras eletrônicas em homens que cumprem medidas protetivas por violência contra mulheres. A proposta estabelece distância mínima de 100 metros da vítima, alertas automáticos e até a possibilidade de contenção física remota do agressor em situações excepcionais.

O Projeto de Lei 5.542/2026, de autoria do deputado federal Yury do Paredão (MDB-CE), altera a Lei Maria da Penha para reforçar o monitoramento eletrônico e ampliar a proteção de mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

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