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Carlos Alberto Almeida, um vice-governador em seu labirinto

O jornalista Wilson Lima se elegeu Governador do Amazonas nas eleições de 2018 ancorado  em apenas dois partidos e tendo como sombra dois aliados que impulsionaram a candidatura dele em segmentos específicos da sociedade: o defensor público Carlos Alberto Almeida e o ex-deputado estadual Luiz Castro. Na eleição deste ano, vitaminado pelas ações de governo, Wilson contou com o apoio de mais de dez partidos, porém sem o apoio do próprio vice.

Carlos Alberto Almeida manteve o protagonismo nos dois primeiros anos do governo, tendo ocupado inicialmente a Secretaria de Estado da Saúde e posteriormente a chefia da Casa Civil. Acostumado aos holofotes dos tempos em que, como defensor público, obteve notoriedade em ações de defesa das populações vulneráveis, como as que invadiram um terreno no Tarumã e criaram a invasão José de Alencar, Carlos Alberto Almeida teve dificuldades no trato político.

Veja mais:

Apuração: Wilson Lima é reeleito governador do Amazonas

A gestão dele na então Susam durou de janeiro a março de 2019 e ficou marcada pelo enfrentamento com o Sindicato dos Médicos e o atraso no pagamento de cooperativas de trabalhadores em saúde. Transferido para a Casa Civil, passou a ser o principal operador político do governo até entrar em rota de colisão com o então presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, o hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) Josué Neto.

A rivalidade entre os dois teria começado na festa de Reveillon de 2019 para 2020, na casa do próprio Carlos Almeida. Eles se desentenderam e Josué teria sido expulso da festa, mas não sem antes ameaçar “infernizar” o governo.

E a promessa foi cumprida, do início de 2020 até deixar o posto em dezembro ao ser indicado para a vaga no TCE, Josué usou todo o poder de presidente da ALEAM para dificultar a vida de Wilson e Carlos Almeida, dando curso, por exemplo, a dois pedidos de impeachment e a aprovação de uma lei de gás que prejudicava os interesses do Estado.

Em maio de 2020 Carlos Alberto Almeida deixou a Casa Civil e publicou uma carta na qual insinuva que foi traído e que Wilson optou por compactuar com quem atacava o governo. Desde então, mergulhou nas profundezas da política, trocou o PRTB pelo PTB e acabou indo para o PSDB, partido pelo qual tinha a intenção de disputar uma vaga de deputado federal, o que acabou não acontecendo.

A última ação política dele ocorreu em 21 de julho de 2021, quando aproveitou uma viagem de Wilson a Brasília, assumiu interinamente o Governo do Estado e tomou a decisão de exonerar o secretária de Segurança Pública, Louismar Bonates, com a ajuda de um servidor da Casa Civil, que foi exonerado assim que Wilson voltou e reassumiu o Governo e readmitiu  Bonates.

Até mesmo nas redes sociais Carlos Almeida tem sido econômico. Sua ultima postagem aberta informa que, ao lado dos pais, estava feliz e comemorando a conclusão de um doutorado em Direito. Servidor público concursado, o destino dele após concluir o mandato de vice-governador em 31 de dezembro será o retorno a Defensoria Pública do Estado.

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O jornalista Wilson Lima se elegeu Governador do Amazonas nas eleições de 2018 ancorado  em apenas dois partidos e tendo como sombra dois aliados que impulsionaram a candidatura dele em segmentos específicos da sociedade: o defensor público Carlos Alberto Almeida e o ex-deputado estadual Luiz Castro. Na eleição deste ano, vitaminado pelas ações de governo, Wilson contou com o apoio de mais de dez partidos, porém sem o apoio do próprio vice.

Carlos Alberto Almeida manteve o protagonismo nos dois primeiros anos do governo, tendo ocupado inicialmente a Secretaria de Estado da Saúde e posteriormente a chefia da Casa Civil. Acostumado aos holofotes dos tempos em que, como defensor público, obteve notoriedade em ações de defesa das populações vulneráveis, como as que invadiram um terreno no Tarumã e criaram a invasão José de Alencar, Carlos Alberto Almeida teve dificuldades no trato político.

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A rivalidade entre os dois teria começado na festa de Reveillon de 2019 para 2020, na casa do próprio Carlos Almeida. Eles se desentenderam e Josué teria sido expulso da festa, mas não sem antes ameaçar “infernizar” o governo.

E a promessa foi cumprida, do início de 2020 até deixar o posto em dezembro ao ser indicado para a vaga no TCE, Josué usou todo o poder de presidente da ALEAM para dificultar a vida de Wilson e Carlos Almeida, dando curso, por exemplo, a dois pedidos de impeachment e a aprovação de uma lei de gás que prejudicava os interesses do Estado.

Em maio de 2020 Carlos Alberto Almeida deixou a Casa Civil e publicou uma carta na qual insinuva que foi traído e que Wilson optou por compactuar com quem atacava o governo. Desde então, mergulhou nas profundezas da política, trocou o PRTB pelo PTB e acabou indo para o PSDB, partido pelo qual tinha a intenção de disputar uma vaga de deputado federal, o que acabou não acontecendo.

A última ação política dele ocorreu em 21 de julho de 2021, quando aproveitou uma viagem de Wilson a Brasília, assumiu interinamente o Governo do Estado e tomou a decisão de exonerar o secretária de Segurança Pública, Louismar Bonates, com a ajuda de um servidor da Casa Civil, que foi exonerado assim que Wilson voltou e reassumiu o Governo e readmitiu  Bonates.

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