Durante uma operação realizada na manhã desta sexta-feira (6/11), a Polícia Civil do Amazonas apreendeu o celular da empresária e ex-candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo Seffair (PL), em sua residência, em Manaus.
Além do aparelho, os policiais recolheram um notebook e documentos. A ação faz parte de uma investigação sobre a produção e a divulgação de vídeos nas redes sociais que utilizaram a imagem da filha adolescente do governador eleito Omar Aziz (PSD) durante a campanha eleitoral de 2026.
Equipamentos passarão por perícia
O delegado Marcelo Martins, da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), apresentou o material apreendido: o celular, em embalagem lacrada, e o notebook (que não há a confirmação se seria de Maria do Carmo ou da equipe). Ainda não foi esclarecido se o computador pertence à ex-candidata ou a outra pessoa. Os equipamentos passarão por análise pericial.
As equipes chegaram ao imóvel por volta das 5h. Maria do Carmo não estava na residência e foi informada da presença dos policiais. Depois, compareceu ao endereço acompanhada de advogados. O delegado relatou que a operação enfrentou dificuldades no cumprimento da ordem judicial, mas não detalhou quais.
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Inquérito e decisão do TJAM
O inquérito da Depca apura possíveis crimes previstos nos artigos 241-A e 241-C do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), relacionados à divulgação e à manipulação de imagens de crianças e adolescentes.
Em 29 de outubro, policiais civis cumpriram mandados de busca em endereços ligados a membros da equipe de Seffair durante a campanha eleitoral em Manaus. A investigação busca esclarecer quem participou da produção e da distribuição dos conteúdos e se houve participação de outras pessoas.
A operação desta sexta-feira ocorreu depois que o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) restabeleceu a autorização para a busca na residência da ex-candidata.
A defesa questionou a necessidade da diligência e afirmou que Maria do Carmo estava disposta a colaborar com as autoridades.
O jurídico de Maria do Carmo se manifestou ainda nesta manhã (6) por meio de nota e classificou a operaração como “perseguição política”.
