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Mauro Cid fica em silêncio na CPI dos Atos Golpistas; veja lista de quem o visitou na prisão

Ex-ajudante de ordens de Bolsonaro fica em silêncio garantido pelo STF; CPI divulga lista de visitas que Cid recebeu na prisão.

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, decidiu nesta terça-feira (11) ficar em silêncio durante o depoimento à CPI dos Atos Golpistas do Congresso Nacional.

Ele foi depor usando sua farda de oficial do Exército brasileiro. Logo no início do seu depoimento, Cid disse que a nomeação para ser ajudante de Bolsonaro não teve ingerência política e que não participava de decisões de governo. Em seguida, afirmou que ficaria em silêncio devido às investigações em curso contra ele.

Cid afirmou:

“Por todo o exposto, e sem qualquer intenção de desrespeitar vossas excelências e os trabalhos conduzidos por esta CPMI, considerando minha inequívoca condição de investigado, por orientação da minha defesa e com base no habeas corpus 229323, concedido em meu favor pelo STF, farei uso ao meu direito constitucional ao silêncio”.


Leia mais:

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Parlamentares de governo e oposição acusam coronel das mensagens golpistas de mentir à CPI


A sessão continua, com parlamentares fazendo perguntas a Cid mesmo apesar do seu silêncio.

O STF (Supremo Tribunal Federal) concedeu a Cid o direito de ficar em silêncio à CPMI, baseado no direito constitucional de que um cidadão não é obrigado a produzir provas contra si mesmo.

Paralelamente, a GloboNews teve acesso à lista de pessoas que visitaram Cid na prisão, que foi disponibilizada aos parlamentares da CPI. Ele se encontra preso pela Polícia Federal desde 3 de maio, suspeito de ter participado de adulteração dos dados de vacinação de Bolsonaro, familiares e pessoas de seu entorno.

Segundo a lista, nomes ligados ao governo Bolsonaro visitaram o tenente-coronel no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília, entre eles o ex-secretário de Comunicação e advogado de Jair Bolsonaro, Fábio Wajngarten; o ex-ministro da Saúde, General Eduardo Pazuello; e o ex-comandante do Exército, Júlio César de Arruda, que chefiava a força em Brasília em 8 de janeiro, quando aconteceram os atos golpistas de depredação na Esplanada dos Três Poderes. Arruda foi demitido pelo presidente Lula em 21 de janeiro.

Veja a lista completa de visitas recebidas por Cid abaixo:

  • Eduardo Pazuello (PL-RJ), deputado e ex-ministro da Saúde
  • Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da gestão Bolsonaro e advogado do ex-presidente
  • Gabriela Cid, esposa de Mauro Cid
  • Jean Lawand Júnior, coronel do Exército que trocou mensagens em tom golpista com o ex-ajudante de ordens
  • Mauro César Loureno Cid
  • general Júlio César Arruda, ex-comandante do Exército
  • General Ridalto Lúcio Fernandes, ex-diretor de logística do Ministério da Saúde.

Mais informações em breve.

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O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, decidiu nesta terça-feira (11) ficar em silêncio durante o depoimento à CPI dos Atos Golpistas do Congresso Nacional.

Ele foi depor usando sua farda de oficial do Exército brasileiro. Logo no início do seu depoimento, Cid disse que a nomeação para ser ajudante de Bolsonaro não teve ingerência política e que não participava de decisões de governo. Em seguida, afirmou que ficaria em silêncio devido às investigações em curso contra ele.

Cid afirmou:

“Por todo o exposto, e sem qualquer intenção de desrespeitar vossas excelências e os trabalhos conduzidos por esta CPMI, considerando minha inequívoca condição de investigado, por orientação da minha defesa e com base no habeas corpus 229323, concedido em meu favor pelo STF, farei uso ao meu direito constitucional ao silêncio”.


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O STF (Supremo Tribunal Federal) concedeu a Cid o direito de ficar em silêncio à CPMI, baseado no direito constitucional de que um cidadão não é obrigado a produzir provas contra si mesmo.

Paralelamente, a GloboNews teve acesso à lista de pessoas que visitaram Cid na prisão, que foi disponibilizada aos parlamentares da CPI. Ele se encontra preso pela Polícia Federal desde 3 de maio, suspeito de ter participado de adulteração dos dados de vacinação de Bolsonaro, familiares e pessoas de seu entorno.

Segundo a lista, nomes ligados ao governo Bolsonaro visitaram o tenente-coronel no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília, entre eles o ex-secretário de Comunicação e advogado de Jair Bolsonaro, Fábio Wajngarten; o ex-ministro da Saúde, General Eduardo Pazuello; e o ex-comandante do Exército, Júlio César de Arruda, que chefiava a força em Brasília em 8 de janeiro, quando aconteceram os atos golpistas de depredação na Esplanada dos Três Poderes. Arruda foi demitido pelo presidente Lula em 21 de janeiro.

Veja a lista completa de visitas recebidas por Cid abaixo:

  • Eduardo Pazuello (PL-RJ), deputado e ex-ministro da Saúde
  • Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da gestão Bolsonaro e advogado do ex-presidente
  • Gabriela Cid, esposa de Mauro Cid
  • Jean Lawand Júnior, coronel do Exército que trocou mensagens em tom golpista com o ex-ajudante de ordens
  • Mauro César Loureno Cid
  • general Júlio César Arruda, ex-comandante do Exército
  • General Ridalto Lúcio Fernandes, ex-diretor de logística do Ministério da Saúde.

Mais informações em breve.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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