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Roberto Cidade pode concorrer por uma vaga em Brasília após assumir o governo interino do Amazonas?

A posse do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, deputado Roberto Cidade (União Brasil), programada para às 17h deste domingo (5/4), como governador interino do Amazonas, após a renúncia de Wilson Lima (União Brasil) e do vice-governador Tadeu de Souza (Progressistas), abre um cenário de incertezas políticas e jurídicas sobre as eleições de 2026.

Com a vacância simultânea dos cargos, a Constituição estadual determina a realização de uma eleição indireta pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). Nesse modelo, os deputados estaduais escolhem o novo governador, que ficará no cargo até janeiro de 2027. O prazo para convocação da eleição varia entre um e 30 dias.

Assumindo o governo, Roberto Cidade terá como uma das primeiras tarefas convocar esse processo. Nos bastidores, ele já aparece como um dos principais nomes para permanecer no cargo durante o chamado “governo tampão”. Nesse caso, teria que abrir mão da pré-candidatura a deputado federal.


Leia mais

Aleam convoca deputados para empossar Roberto Cidade governador do Amazonas

URGENTE: Wilson Lima e Tadeu de Souza renunciam cargos; Cidade é novo governador do AM


A principal dúvida, no entanto, é sobre o futuro político de Cidade. De acordo com o comentarista Helso Ribeiro, ouvido pela Rede Onda Digital, caso permaneça no governo, Cidade não pode disputar outro cargo eletivo a não ser o de governador, em tempo hábil. Outro cargo como o de deputado federal está fora de questão.

“Se ele assumir, disputar e vencer a eleição indireta, pode surgir um impasse jurídico. Há entendimento de que esse período pode ser considerado um mandato. Nesse caso, ele só poderia disputar a eleição de outubro para o mesmo cargo, o de governador, e não para deputado federal”, explicou.

O caso é considerado inédito na política recente do Amazonas, já que não há registros de renúncia simultânea de governador e vice desde a redemocratização. Enquanto isso, o cenário segue indefinido, com articulações intensas nos bastidores.

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Com a vacância simultânea dos cargos, a Constituição estadual determina a realização de uma eleição indireta pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). Nesse modelo, os deputados estaduais escolhem o novo governador, que ficará no cargo até janeiro de 2027. O prazo para convocação da eleição varia entre um e 30 dias.

Assumindo o governo, Roberto Cidade terá como uma das primeiras tarefas convocar esse processo. Nos bastidores, ele já aparece como um dos principais nomes para permanecer no cargo durante o chamado “governo tampão”. Nesse caso, teria que abrir mão da pré-candidatura a deputado federal.


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“Se ele assumir, disputar e vencer a eleição indireta, pode surgir um impasse jurídico. Há entendimento de que esse período pode ser considerado um mandato. Nesse caso, ele só poderia disputar a eleição de outubro para o mesmo cargo, o de governador, e não para deputado federal”, explicou.

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