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Ciro Gomes contesta derrota no Ceará e diz que disputa foi “roubada”

O ex-governador Ciro Gomes (PSDB) anunciou que pretende recorrer à Justiça Eleitoral contra o resultado da eleição para o governo do Ceará e afirmou que a disputa foi “roubada”. A manifestação ocorreu dois dias após o primeiro turno, no qual o governador Elmano de Freitas (PT) foi reeleito com 53,19% dos votos válidos.

Em manifesto divulgado na terça-feira (6/10), Ciro disse não reconhecer a vitória do adversário e acusou o PT e integrantes do Judiciário de interferirem na disputa. O ex-governador não apresentou provas de fraude nas urnas, adulteração da apuração ou erro na totalização dos votos.

No documento, Ciro afirmou que sua equipe jurídica foi autorizada a apresentar uma reclamação à Justiça. Ao mesmo tempo, declarou não confiar no sistema judicial brasileiro e disse pretender registrar formalmente o que considera irregularidades na eleição.

Resultado do primeiro turno

Segundo os dados oficiais da Justiça Eleitoral, Elmano recebeu 2.875.573 votos, e Ciro, 2.498.891. A diferença foi de 376.682 votos, equivalente a 6,97 pontos percentuais. Com mais de 50% dos votos válidos, Elmano garantiu a reeleição já no primeiro turno.

A disputa ocorreu em um cenário de forte polarização nacional. Ciro concorreu pelo PSDB em aliança com o PL no Ceará, mas procurou manter distância política de integrantes da família Bolsonaro durante a campanha.

Ele também buscou preservar um posicionamento próprio na disputa presidencial, em um estado historicamente marcado por forte apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT.

Críticas a Toffoli

Um dos principais alvos de Ciro foi o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. O ex-governador questionou uma decisão relacionada à propaganda eleitoral na reta final da campanha e acusou o magistrado de ter beneficiado Elmano.

Segundo Ciro, Toffoli, por ter sido advogado do PT e indicado ao STF por Lula, teria atuado contra sua candidatura. Ele afirmou que uma decisão tomada na sexta-feira e no sábado anteriores à votação permitiu a veiculação de mais de 900 inserções da campanha de Elmano.

O caso envolve decisões da Justiça Eleitoral sobre a distribuição do tempo de propaganda. A campanha de Elmano afirma que as inserções resultaram da recomposição de espaço publicitário retirado anteriormente.

O coordenador da campanha do governador reeleito, Chagas Vieira, afirmou que Ciro tenta se colocar como vítima de uma decisão judicial que, segundo ele, apenas recompôs esse tempo de propaganda. Ciro não apresentou elementos que comprovem que a decisão tenha alterado ilegalmente o resultado da eleição.


Leia mais

Ciro Gomes declara patrimônio de R$ 1,7 milhão, 42% menor do que há quatro anos

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Reação à derrota

A contestação representa uma mudança na postura de Ciro em relação a derrotas eleitorais anteriores. No manifesto, ele afirma que já venceu e perdeu eleições e que nunca havia questionado o resultado das urnas. Desta vez, declarou ter, pela primeira vez, a sensação de que sua candidatura foi prejudicada.

O ex-governador também voltou a criticar o PT e o governo estadual, citando problemas nas áreas de segurança pública, educação, saúde e pobreza. Afirmou ainda que o Ceará teria sido transformado em um “quintal do PT” e criticou o STF.

Com o resultado proclamado pela Justiça Eleitoral, a eventual contestação deverá ser analisada dentro dos mecanismos previstos na legislação eleitoral. Para que o resultado seja alterado, será necessário demonstrar irregularidades capazes de comprometer a validade da votação ou da apuração, o que não foi comprovado no manifesto.

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O ex-governador Ciro Gomes (PSDB) anunciou que pretende recorrer à Justiça Eleitoral contra o resultado da eleição para o governo do Ceará e afirmou que a disputa foi “roubada”. A manifestação ocorreu dois dias após o primeiro turno, no qual o governador Elmano de Freitas (PT) foi reeleito com 53,19% dos votos válidos.

Em manifesto divulgado na terça-feira (6/10), Ciro disse não reconhecer a vitória do adversário e acusou o PT e integrantes do Judiciário de interferirem na disputa. O ex-governador não apresentou provas de fraude nas urnas, adulteração da apuração ou erro na totalização dos votos.

No documento, Ciro afirmou que sua equipe jurídica foi autorizada a apresentar uma reclamação à Justiça. Ao mesmo tempo, declarou não confiar no sistema judicial brasileiro e disse pretender registrar formalmente o que considera irregularidades na eleição.

Resultado do primeiro turno

Segundo os dados oficiais da Justiça Eleitoral, Elmano recebeu 2.875.573 votos, e Ciro, 2.498.891. A diferença foi de 376.682 votos, equivalente a 6,97 pontos percentuais. Com mais de 50% dos votos válidos, Elmano garantiu a reeleição já no primeiro turno.

A disputa ocorreu em um cenário de forte polarização nacional. Ciro concorreu pelo PSDB em aliança com o PL no Ceará, mas procurou manter distância política de integrantes da família Bolsonaro durante a campanha.

Ele também buscou preservar um posicionamento próprio na disputa presidencial, em um estado historicamente marcado por forte apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT.

Críticas a Toffoli

Um dos principais alvos de Ciro foi o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. O ex-governador questionou uma decisão relacionada à propaganda eleitoral na reta final da campanha e acusou o magistrado de ter beneficiado Elmano.

Segundo Ciro, Toffoli, por ter sido advogado do PT e indicado ao STF por Lula, teria atuado contra sua candidatura. Ele afirmou que uma decisão tomada na sexta-feira e no sábado anteriores à votação permitiu a veiculação de mais de 900 inserções da campanha de Elmano.

O caso envolve decisões da Justiça Eleitoral sobre a distribuição do tempo de propaganda. A campanha de Elmano afirma que as inserções resultaram da recomposição de espaço publicitário retirado anteriormente.

O coordenador da campanha do governador reeleito, Chagas Vieira, afirmou que Ciro tenta se colocar como vítima de uma decisão judicial que, segundo ele, apenas recompôs esse tempo de propaganda. Ciro não apresentou elementos que comprovem que a decisão tenha alterado ilegalmente o resultado da eleição.


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