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Convenção de Omar e Braga sem PT amplia impasse sobre candidatura de Marcelo Ramos

PSD, MDB e Republicanos realizam, no próximo dia 25 de julho, uma convenção conjunta para homologar as candidaturas do senador Omar Aziz (PSD) ao Governo do Amazonas e do senador Eduardo Braga (MDB) à reeleição. Embora ambos apoiem a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o partido do presidente ficou de fora da organização do evento, evidenciando o impasse entre os aliados no estado.

A convenção ocorrerá no Sesi Clube do Trabalhador, na zona Leste de Manaus. Além das candidaturas majoritárias, também serão oficializados os candidatos a deputado estadual e federal das três legendas. Segundo Eduardo Braga, o encontro reunirá prefeitos, lideranças políticas e filiados de diversas regiões do Amazonas.

Ausência do PT expõe divergência na base de Lula

A exclusão do PT da convenção ocorre em meio ao debate sobre a segunda vaga ao Senado. Enquanto Braga busca a reeleição, o ex-deputado federal Marcelo Ramos mantém sua pré-candidatura pelo PT.

Braga já afirmou publicamente que uma candidatura petista ao Senado dividiria os votos do campo lulista e poderia favorecer adversários políticos ligados ao bolsonarismo.

Por outro lado, Marcelo Ramos voltou a defender sua permanência na disputa. Em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (22), o petista afirmou que não disputa votos contra Braga, mas acredita ser possível eleger “os dois senadores da base do presidente Lula”.

“Eu não aposto nem que venço e nem que perco do senador Eduardo. Essa é uma decisão soberana do eleitor. Eu aposto que podemos eleger os dois senadores da base do presidente Lula, eu e ele”, escreveu.

Marcelo também argumentou que o eleitor de Lula no Amazonas deve ter uma opção de esquerda na disputa ao Senado. “O povo do Amazonas tem direito de ter uma candidatura progressista de esquerda e o eleitor do Lula não pode ser obrigado a votar em um bolsonarista ou anular o segundo voto.”

Direção nacional ainda tenta construir consenso

No último dia 11 de julho, Marcelo Ramos se reuniu com a direção nacional do PT. Segundo ele, foi informado de que o partido não pretende viabilizar sua candidatura ao Senado e recebeu o convite para coordenar a campanha de Lula no Amazonas.

Apesar disso, o ex-deputado reafirmou que não pretende disputar outro cargo e sinalizou que só abriria mão da candidatura diante de uma participação considerada estratégica na campanha presidencial.

Ao comentar o episódio mais recente, Marcelo também indicou que pretende evitar ampliar o conflito dentro da base governista. Em vez de criticar Omar Aziz ou Eduardo Braga, afirmou que o foco deveria ser fortalecer a campanha de Lula no Amazonas, onde, segundo ele, ainda não existe outra pré-candidatura ao Senado identificada com a esquerda.

O Partido dos Trabalhadores marcou convenção no dia 1º de agosto, também no Sesi Clube do Trabalhador, das 9h  às 13h. O encontro marca um importante momento de organização política para as eleições de 2026 e será o espaço onde serão apresentados os candidatos majoritários e proporcionais que representarão a Federação no Amazonas, e pode ser que Marcelo Ramos mantenha a sua candidatura ao Senado.

O que o episódio revela?

Mais do que uma ruptura entre PT, PSD e MDB, a convenção evidencia uma divergência sobre a estratégia eleitoral da base de Lula no Amazonas. Enquanto Braga defende a concentração dos votos progressistas em sua candidatura, Marcelo Ramos sustenta que há espaço político para duas candidaturas alinhadas ao presidente na disputa pelas duas vagas ao Senado.

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PSD, MDB e Republicanos realizam, no próximo dia 25 de julho, uma convenção conjunta para homologar as candidaturas do senador Omar Aziz (PSD) ao Governo do Amazonas e do senador Eduardo Braga (MDB) à reeleição. Embora ambos apoiem a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o partido do presidente ficou de fora da organização do evento, evidenciando o impasse entre os aliados no estado.

A convenção ocorrerá no Sesi Clube do Trabalhador, na zona Leste de Manaus. Além das candidaturas majoritárias, também serão oficializados os candidatos a deputado estadual e federal das três legendas. Segundo Eduardo Braga, o encontro reunirá prefeitos, lideranças políticas e filiados de diversas regiões do Amazonas.

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Braga já afirmou publicamente que uma candidatura petista ao Senado dividiria os votos do campo lulista e poderia favorecer adversários políticos ligados ao bolsonarismo.

Por outro lado, Marcelo Ramos voltou a defender sua permanência na disputa. Em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (22), o petista afirmou que não disputa votos contra Braga, mas acredita ser possível eleger “os dois senadores da base do presidente Lula”.

“Eu não aposto nem que venço e nem que perco do senador Eduardo. Essa é uma decisão soberana do eleitor. Eu aposto que podemos eleger os dois senadores da base do presidente Lula, eu e ele”, escreveu.

Marcelo também argumentou que o eleitor de Lula no Amazonas deve ter uma opção de esquerda na disputa ao Senado. “O povo do Amazonas tem direito de ter uma candidatura progressista de esquerda e o eleitor do Lula não pode ser obrigado a votar em um bolsonarista ou anular o segundo voto.”

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No último dia 11 de julho, Marcelo Ramos se reuniu com a direção nacional do PT. Segundo ele, foi informado de que o partido não pretende viabilizar sua candidatura ao Senado e recebeu o convite para coordenar a campanha de Lula no Amazonas.

Apesar disso, o ex-deputado reafirmou que não pretende disputar outro cargo e sinalizou que só abriria mão da candidatura diante de uma participação considerada estratégica na campanha presidencial.

Ao comentar o episódio mais recente, Marcelo também indicou que pretende evitar ampliar o conflito dentro da base governista. Em vez de criticar Omar Aziz ou Eduardo Braga, afirmou que o foco deveria ser fortalecer a campanha de Lula no Amazonas, onde, segundo ele, ainda não existe outra pré-candidatura ao Senado identificada com a esquerda.

O Partido dos Trabalhadores marcou convenção no dia 1º de agosto, também no Sesi Clube do Trabalhador, das 9h  às 13h. O encontro marca um importante momento de organização política para as eleições de 2026 e será o espaço onde serão apresentados os candidatos majoritários e proporcionais que representarão a Federação no Amazonas, e pode ser que Marcelo Ramos mantenha a sua candidatura ao Senado.

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