Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Padilha cita suicídio e violência familiar para defender proibição das bets no STF

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu nesta terça-feira (3) a proibição das apostas esportivas e dos cassinos online no Brasil. Durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), ele citou riscos de suicídio, dependência em jogos de azar e violência familiar para argumentar que o fim das bets seria a medida mais eficaz para proteger a população.

A declaração ocorreu durante sessão conduzida pelo ministro Luiz Fux, relator de ações que discutem a regulamentação do setor e a medida provisória editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para proibir as plataformas de apostas no país.

Padilha rebateu argumentos apresentados por representantes de clubes de futebol contrários à proibição. Segundo ele, enquanto os dirigentes estão preocupados com os impactos financeiros da medida sobre as equipes, o Ministério da Saúde precisa considerar os efeitos das apostas sobre a população.

“Ouvi um representante de um time de futebol que acabou de falar que a briga dele são os clubes, o salário, como manter um time de futebol. A minha briga são as mulheres: 65% delas têm vergonha de procurar um serviço de saúde mesmo que reconheçam que estão no vício”, afirmou.

O ministro argumentou que a proibição é necessária para evitar o agravamento dos problemas relacionados à dependência em jogos de azar.

“A única e melhor solução para evitar suicídios, evitar pessoas viciadas, evitar violência familiar, é mantermos a proibição das bets”, declarou.


Leia mais

Omar e Braga discutem pautas da saúde do Amazonas com ministro Padilha, em Brasília

Padilha diz que pobreza triplica risco de vício em apostas


Padilha contesta argumentos sobre outros países

Durante a audiência, Padilha também questionou informações apresentadas por representantes do setor sobre experiências internacionais de regulamentação das apostas.

Segundo o ministro, países que legalizaram as bets não conseguiram melhorar indicadores relacionados à saúde pública, como os casos de dependência em jogos, os riscos de suicídio e a violência familiar associada às apostas.

“Muitas vezes o impacto maior não é só naqueles que são mais vulneráveis, mais afetados, que já têm a prática compulsiva. O maior impacto é quando você tira esse risco do conjunto da população”, afirmou.

Para Padilha, impedir a oferta das plataformas seria a forma de reduzir a exposição da população aos riscos associados às apostas.

MP prevê proibição das apostas

A audiência pública no STF reúne representantes do governo, empresas, clubes de futebol e entidades da sociedade civil para discutir os efeitos do mercado de apostas no Brasil.

O debate também envolve a medida provisória assinada por Lula em outubro de 2026, que prevê a proibição da exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas esportivas e cassinos online no país.

O ministro Luiz Fux é relator de ações que questionam a regulamentação das bets e a validade das medidas adotadas pelo governo federal.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu nesta terça-feira (3) a proibição das apostas esportivas e dos cassinos online no Brasil. Durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), ele citou riscos de suicídio, dependência em jogos de azar e violência familiar para argumentar que o fim das bets seria a medida mais eficaz para proteger a população.

A declaração ocorreu durante sessão conduzida pelo ministro Luiz Fux, relator de ações que discutem a regulamentação do setor e a medida provisória editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para proibir as plataformas de apostas no país.

Padilha rebateu argumentos apresentados por representantes de clubes de futebol contrários à proibição. Segundo ele, enquanto os dirigentes estão preocupados com os impactos financeiros da medida sobre as equipes, o Ministério da Saúde precisa considerar os efeitos das apostas sobre a população.

“Ouvi um representante de um time de futebol que acabou de falar que a briga dele são os clubes, o salário, como manter um time de futebol. A minha briga são as mulheres: 65% delas têm vergonha de procurar um serviço de saúde mesmo que reconheçam que estão no vício”, afirmou.

O ministro argumentou que a proibição é necessária para evitar o agravamento dos problemas relacionados à dependência em jogos de azar.

“A única e melhor solução para evitar suicídios, evitar pessoas viciadas, evitar violência familiar, é mantermos a proibição das bets”, declarou.


Leia mais

Omar e Braga discutem pautas da saúde do Amazonas com ministro Padilha, em Brasília

Padilha diz que pobreza triplica risco de vício em apostas


Padilha contesta argumentos sobre outros países

Durante a audiência, Padilha também questionou informações apresentadas por representantes do setor sobre experiências internacionais de regulamentação das apostas.

Segundo o ministro, países que legalizaram as bets não conseguiram melhorar indicadores relacionados à saúde pública, como os casos de dependência em jogos, os riscos de suicídio e a violência familiar associada às apostas.

“Muitas vezes o impacto maior não é só naqueles que são mais vulneráveis, mais afetados, que já têm a prática compulsiva. O maior impacto é quando você tira esse risco do conjunto da população”, afirmou.

Para Padilha, impedir a oferta das plataformas seria a forma de reduzir a exposição da população aos riscos associados às apostas.

MP prevê proibição das apostas

A audiência pública no STF reúne representantes do governo, empresas, clubes de futebol e entidades da sociedade civil para discutir os efeitos do mercado de apostas no Brasil.

O debate também envolve a medida provisória assinada por Lula em outubro de 2026, que prevê a proibição da exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas esportivas e cassinos online no país.

O ministro Luiz Fux é relator de ações que questionam a regulamentação das bets e a validade das medidas adotadas pelo governo federal.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Racha no PT? Quaquá contesta poder de Edinho e promete procurar Lula

O prefeito de Maricá (RJ) e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, reagiu à possibilidade de ser afastado do partido e questionou a autoridade...

Relator pede que redução da maioridade penal fique fora da PEC da Segurança

O senador Rogério Carvalho (PT-SE), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública em discussão no Senado, pediu na tarde desta...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Janja entrega relatório sobre bets a ministro Fux durante audiência no STF

A primeira-dama Janja Lula da Silva participou nesta terça-feira (3) de uma audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o mercado de apostas...

Midterms: ICE faz post ameaçando imigrantes que pretendem votar ilegalmente

O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) publicou nesta terça-feira (3) uma mensagem ameaçando prender e processar pessoas que votarem ilegalmente...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

PEC da Segurança: governo prevê votação sem maioridade

Na tarde desta terça-feira (3/11), o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), afirmou que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição)...

Merendeiras poderão ter piso salarial nacional de R$ 3,8 mil no mínimo

A Comissão de Educação e Cultura (CE) do Senado aprovou, nesta terça-feira (3/11), o Projeto de Lei (PL) 2.531/2021, que institui um piso salarial...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Racha no PT? Quaquá contesta poder de Edinho e promete procurar Lula

O prefeito de Maricá (RJ) e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, reagiu à possibilidade de ser afastado do partido e questionou a autoridade...

Relator pede que redução da maioridade penal fique fora da PEC da Segurança

O senador Rogério Carvalho (PT-SE), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública em discussão no Senado, pediu na tarde desta...

Janja entrega relatório sobre bets a ministro Fux durante audiência no STF

A primeira-dama Janja Lula da Silva participou nesta terça-feira (3) de uma audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o mercado de apostas...

Midterms: ICE faz post ameaçando imigrantes que pretendem votar ilegalmente

O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) publicou nesta terça-feira (3) uma mensagem ameaçando prender e processar pessoas que votarem ilegalmente...

PEC da Segurança: governo prevê votação sem maioridade

Na tarde desta terça-feira (3/11), o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), afirmou que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição)...

Merendeiras poderão ter piso salarial nacional de R$ 3,8 mil no mínimo

A Comissão de Educação e Cultura (CE) do Senado aprovou, nesta terça-feira (3/11), o Projeto de Lei (PL) 2.531/2021, que institui um piso salarial...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]