Duas deputadas apresentaram projetos na Câmara dos Deputados para alterar a regra que determina a coincidência das férias escolares com o período da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho.
A legislação aprovada para o Mundial prevê a adequação dos calendários escolares para abranger o período da competição. A medida, porém, gerou questionamentos porque pode resultar em mais de 30 dias de interrupção das aulas e exigir mudanças no calendário escolar para garantir o cumprimento dos 200 dias letivos anuais previstos na legislação educacional.
Uma das propostas pretende tornar facultativa a adaptação das férias ao período da Copa. A outra busca retirar da legislação a obrigatoriedade, defendendo que estados, municípios e instituições de ensino tenham autonomia para definir seus próprios calendários.
Leia mais
Manaus terá que ajustar calendário mesmo sem sediar Copa do Mundo Feminina
Copa do Mundo Feminina 2027 deve gerar R$ 8,8 bilhões para a economia brasileira
As deputadas argumentam que uma regra nacional pode não considerar as diferenças entre as regiões do país, especialmente porque os jogos serão realizados em apenas oito cidades-sede: Belo Horizonte, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Fortaleza, Recife e Salvador.
Impacto no calendário escolar
Caso a regra atual seja mantida, escolas poderão precisar reorganizar o calendário para compensar a extensão das férias, com possibilidade de antecipação ou prolongamento do ano letivo.
A discussão ocorre enquanto o Brasil se prepara para receber, pela primeira vez, uma Copa do Mundo Feminina, colocando em debate como conciliar a realização de um grande evento esportivo com o funcionamento regular do sistema educacional.
