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Copom corta juros para 10,75% e sinaliza que pode reduzir ainda mais

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) fez, nesta quarta (20/3), novo corte de 0,50 ponto percentual  na taxa básica de juros. O movimento reduz a Selic para 10,75% ao ano, o menor patamar desde início de 2022. A decisão foi unânime.

Em nota, o colegiado sinalizou mais um corte da mesma magnitude na reunião de maio. Para o encontro de junho, porém, o Copom “manteve a porta aberta” para reduzir ou manter a magnitude do afrouxo monetário.

“Em função da elevação da incerteza e da consequente necessidade de maior flexibilidade na condução da política monetária, os membros do Comitê, unanimemente, optaram por comunicar que anteveem, em se confirmando o cenário esperado, redução de mesma magnitude na próxima reunião”, informou.

O tamanho do corte desta quarta veio em linha ao praticado pelo BC nas últimas reuniões e já era esperado pelos analistas do mercado financeiro. Este foi o sexto corte seguido desta magnitude.

O colegiado iniciou o atual ciclo de queda dos juros em agosto de 2023, quando a taxa passou de 13,75% para 13,25% ao ano — a primeira redução desde 2020.

Esta foi a segunda reunião do Copom em 2024, que se reúne a cada 45 dias para debater os rumos dos juros no país. O próximo encontro está agendado para os dias 7 e 8 de maio.


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“Serenidade e moderação”
O comunicado do Banco Central ressalta que o ambiente internacional segue volátil, enquanto indicadores internos seguem consistentes com a desaceleração da economia antecipado pelo Copom.

“A inflação cheia ao consumidor manteve trajetória de desinflação, enquanto as medidas de inflação subjacente se situaram acima da meta para a inflação nas divulgações mais recentes”, disse.

O colegiado ainda destacou a necessidade de “serenidade e moderação” nos próximos passos da política monetária.

“O Comitê reforça a necessidade de perseverar com uma política monetária contracionista até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas”.

Mercado espera novos cortes
Analistas do mercado financeiro projetam novos cortes nas próximas reuniões do Copom, dando seguimento ao processo de flexibilização monetária apontada nos últimos encontros do colegiado.

Segundo dados do Boletim Focus, pesquisa do BC que reúne a mediana de mais de uma centena de agentes do mercado e instituições para os principais indicadores econômicos, divulgados nesta segunda-feira (18), a taxa de juros deve chegar a 9% ao fim de 2024, a mesma previsão das últimas 12 semanas.

O recorte mensal da pesquisa mostra que em maio, quando o Copom se encontra pela segunda vez neste ano, os juros caiam novamente 0,50 p.p., passando para 10,25%.

O cenário inflacionário também abre margem para apostas na manutenção do ciclo de queda, com a redução do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) indo em direção à meta do BC.

Em fevereiro, apesar de o índice ter subido 0,83% ante janeiro, no acumulado de 12 meses o valor caiu para 4,5%.

Para este ano, a autoridade monetária persegue o centro da meta de 3%, com margem para 1,5 p.p. para cima ou para baixo (1,5% — 4,5%).

Em 2023, o indicador oficial da inflação brasileira, encerrou com alta de 4,62% após superar o teto da meta imposta ao BC em 2021 e 2022

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) fez, nesta quarta (20/3), novo corte de 0,50 ponto percentual  na taxa básica de juros. O movimento reduz a Selic para 10,75% ao ano, o menor patamar desde início de 2022. A decisão foi unânime.

Em nota, o colegiado sinalizou mais um corte da mesma magnitude na reunião de maio. Para o encontro de junho, porém, o Copom “manteve a porta aberta” para reduzir ou manter a magnitude do afrouxo monetário.

“Em função da elevação da incerteza e da consequente necessidade de maior flexibilidade na condução da política monetária, os membros do Comitê, unanimemente, optaram por comunicar que anteveem, em se confirmando o cenário esperado, redução de mesma magnitude na próxima reunião”, informou.

O tamanho do corte desta quarta veio em linha ao praticado pelo BC nas últimas reuniões e já era esperado pelos analistas do mercado financeiro. Este foi o sexto corte seguido desta magnitude.

O colegiado iniciou o atual ciclo de queda dos juros em agosto de 2023, quando a taxa passou de 13,75% para 13,25% ao ano — a primeira redução desde 2020.

Esta foi a segunda reunião do Copom em 2024, que se reúne a cada 45 dias para debater os rumos dos juros no país. O próximo encontro está agendado para os dias 7 e 8 de maio.


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O colegiado ainda destacou a necessidade de “serenidade e moderação” nos próximos passos da política monetária.

“O Comitê reforça a necessidade de perseverar com uma política monetária contracionista até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas”.

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