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“Hoje é com Bolsonaro, mas amanhã pode ser comigo, com você”, diz Débora Menezes sobre prisão do ex-presidente

Ex-presidente foi preso após Alexandre de Moraes afirmar descumprimento de medidas cautelares

A deputada Débora Menezes (PL), usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), em retorno do recesso de julho, na manhã desta terça-feira (5/8), para repercutir a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decidida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, na noite de segunda (4/8).

No discurso, a parlamentar chamou atenção ao alegar a falta de provas para a prisão e pontuou que o processo em que vive o político pode acontecer com qualquer pessoa.

“Hoje é com Bolsonaro, mas amanhã pode ser comigo, pode ser com você, pode ser com qualquer brasileiro ou brasileira a ter a sua liberdade censurada”, declarou.

Menezes também afirmou que não há motivos para a reclusão de Bolsonaro.

“Bolsonaro está preso por acusações que ninguém pode provar e por decisão de um único ministro do Supremo Tribunal Federal”, disse.

Ela também usou a oportunidade para pedir a saída de Alexandre de Moraes do supremo.

“Escancarou ainda mais a urgência dos nossos senadores pautarem o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Não por qualquer conveniência política, mas sim por fidelidade a nossa constituição que tem sido rasgada e por respeito ao povo brasileiro”, declarou ela.

Veja fala completa da parlamentar:


Leia também:

‘Usado pela esquerda’, diz Delegado Péricles sobre Moraes após ordem de prisão domiciliar de Bolsonaro

Carlos é internado após prisão domiciliar de Jair Bolsonaro


Prisão domiciliar de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta segunda-feira (4/8). A decisão foi motivada pelo descumprimento de medidas cautelares anteriormente impostas ao ex-mandatário.

Jair Bolsonaro
(Imagem: Gabriela Biló/Folhapress)

De acordo com Moraes, Bolsonaro usou perfis de redes sociais de aliados, entre eles, os de seus filhos parlamentares, para disseminar mensagens que incentivam ataques ao Supremo e defendem abertamente uma intervenção estrangeira no Judiciário brasileiro. Mesmo afastado formalmente das redes sociais, o ex-presidente teria mantido participação ativa nos conteúdos publicados.

“Ficou claro o descumprimento das restrições determinadas”, escreveu o ministro, ressaltando que Bolsonaro teria burlado de forma proposital a proibição de uso das redes sociais ao recorrer a terceiros para divulgar seus posicionamentos.

Com a nova ordem, Bolsonaro deverá cumprir a pena em sua residência, sob monitoramento de tornozeleira eletrônica. A medida também impõe restrição de visitas, limitadas a familiares e advogados e recolhimento de todos os celulares presentes no local.

Na decisão, Moraes destacou que a escalada das ações de Bolsonaro exige medidas mais duras para conter a repetição de atos que afrontem o STF. Segundo o ministro, mesmo com restrições mais brandas, como o veto às redes e a proibição de contato com outros investigados, o ex-presidente teria encontrado formas de manter sua influência digital ativa, produzindo material para ser compartilhado por terceiros.

“A Justiça não permitirá que um réu faça de tola, achando que ficará impune por ter poder político e econômico. A Justiça é igual para todos. O Réu que descumpre deliberadamente as medidas cautelares-pela segunda vez deve sofrer as consequências”, diz a decisão de Moraes.

A decisão faz parte das investigações sobre a tentativa de golpe que teria sido articulada após o resultado das eleições de 2022. Bolsonaro é réu nesse processo e responde ainda a outras ações penais que tramitam na Suprema Corte.

*Com informações da G1, CNN e Metrópoles

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A deputada Débora Menezes (PL), usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), em retorno do recesso de julho, na manhã desta terça-feira (5/8), para repercutir a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decidida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, na noite de segunda (4/8).

No discurso, a parlamentar chamou atenção ao alegar a falta de provas para a prisão e pontuou que o processo em que vive o político pode acontecer com qualquer pessoa.

“Hoje é com Bolsonaro, mas amanhã pode ser comigo, pode ser com você, pode ser com qualquer brasileiro ou brasileira a ter a sua liberdade censurada”, declarou.

Menezes também afirmou que não há motivos para a reclusão de Bolsonaro.

“Bolsonaro está preso por acusações que ninguém pode provar e por decisão de um único ministro do Supremo Tribunal Federal”, disse.

Ela também usou a oportunidade para pedir a saída de Alexandre de Moraes do supremo.

“Escancarou ainda mais a urgência dos nossos senadores pautarem o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Não por qualquer conveniência política, mas sim por fidelidade a nossa constituição que tem sido rasgada e por respeito ao povo brasileiro”, declarou ela.

Veja fala completa da parlamentar:


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Prisão domiciliar de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta segunda-feira (4/8). A decisão foi motivada pelo descumprimento de medidas cautelares anteriormente impostas ao ex-mandatário.

Jair Bolsonaro
(Imagem: Gabriela Biló/Folhapress)

De acordo com Moraes, Bolsonaro usou perfis de redes sociais de aliados, entre eles, os de seus filhos parlamentares, para disseminar mensagens que incentivam ataques ao Supremo e defendem abertamente uma intervenção estrangeira no Judiciário brasileiro. Mesmo afastado formalmente das redes sociais, o ex-presidente teria mantido participação ativa nos conteúdos publicados.

“Ficou claro o descumprimento das restrições determinadas”, escreveu o ministro, ressaltando que Bolsonaro teria burlado de forma proposital a proibição de uso das redes sociais ao recorrer a terceiros para divulgar seus posicionamentos.

Com a nova ordem, Bolsonaro deverá cumprir a pena em sua residência, sob monitoramento de tornozeleira eletrônica. A medida também impõe restrição de visitas, limitadas a familiares e advogados e recolhimento de todos os celulares presentes no local.

Na decisão, Moraes destacou que a escalada das ações de Bolsonaro exige medidas mais duras para conter a repetição de atos que afrontem o STF. Segundo o ministro, mesmo com restrições mais brandas, como o veto às redes e a proibição de contato com outros investigados, o ex-presidente teria encontrado formas de manter sua influência digital ativa, produzindo material para ser compartilhado por terceiros.

“A Justiça não permitirá que um réu faça de tola, achando que ficará impune por ter poder político e econômico. A Justiça é igual para todos. O Réu que descumpre deliberadamente as medidas cautelares-pela segunda vez deve sofrer as consequências”, diz a decisão de Moraes.

A decisão faz parte das investigações sobre a tentativa de golpe que teria sido articulada após o resultado das eleições de 2022. Bolsonaro é réu nesse processo e responde ainda a outras ações penais que tramitam na Suprema Corte.

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