Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Defesa de Bolsonaro nega descumprimento de ordem e pede esclarecimento sobre entrevistas

Os defensores asseguram que o ex-presidente não fará novas declarações públicas

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou nesta terça-feira (22/7) um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para esclarecer o que exatamente está proibido na decisão que impede o ex-mandatário de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente.

Segundo os advogados, Bolsonaro não entendeu que dar entrevistas à imprensa configurasse violação da medida imposta. Eles argumentam que as restrições anteriores não proibiam o ex-presidente de se manifestar publicamente ou conceder entrevistas. A defesa destaca ainda que não se pode responsabilizar Bolsonaro por eventuais repercussões de suas falas nas redes sociais de terceiros.

“Uma vez concedida a entrevista, sua reprodução em redes sociais foge do controle do entrevistado, que não pode ser responsabilizado por atos de outras pessoas”, diz o documento protocolado no STF.

A defesa afirma que Bolsonaro nunca teve a intenção de burlar as determinações judiciais e reforça que ele ainda não foi formalmente notificado sobre qualquer ampliação da interpretação da proibição, o que, segundo os advogados, afastaria a hipótese de descumprimento consciente.

Como forma de evitar novos questionamentos, os defensores asseguram que o ex-presidente não fará novas declarações públicas até que o Supremo detalhe claramente os limites da medida. “Por respeito absoluto à Corte, o embargante manterá silêncio público até que haja manifestação oficial sobre o alcance da decisão”, afirma a petição.

Na segunda-feira (21/7), Moraes publicou um despacho determinando que Bolsonaro está impedido de utilizar redes sociais de forma direta ou indireta. A decisão, na prática, torna arriscado qualquer tipo de manifestação pública por parte do ex-presidente, já que declarações podem ser replicadas na internet e configurar desobediência.

Apesar disso, no mesmo dia, Bolsonaro esteve na Câmara dos Deputados, onde falou rapidamente com a imprensa e exibiu a tornozeleira eletrônica que passou a usar. Ele afirmou que apenas “a lei de Deus” tem valor para ele. A fala foi amplamente compartilhada por perfis de apoiadores, parlamentares aliados e veículos de imprensa.


Leia mais

 Pazuello sai em defesa de ex-presidente com hashtag: “Deixem Bolsonaro em paz!”

Flávio Bolsonaro vai protocolar novo pedido de impeachment contra Moraes “para salvar a democracia”


Em reação, Moraes deu um prazo de 24 horas para que a defesa explicasse a conduta do ex-presidente. O ministro interpretou que Bolsonaro buscou deliberadamente repercussão nas redes com o gesto, o que poderia configurar violação das medidas cautelares e abrir caminho para uma eventual prisão preventiva.

Na terça (22/7), a Primeira Turma do STF referendou as restrições impostas a Bolsonaro. A maioria dos ministros, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Cristiano Zanin, acompanhou o relator, Alexandre de Moraes. Apenas Luiz Fux divergiu.

Bolsonaro segue usando tornozeleira eletrônica e deve permanecer em casa entre 19h e 7h nos dias úteis, e em tempo integral aos fins de semana e feriados. Além disso, está proibido de acessar redes sociais ou manter contato com seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos alegando buscar sanções contra Moraes e o STF.

As medidas integram o processo derivado da operação da Polícia Federal realizada na última sexta-feira (18/7), por ordem de Alexandre de Moraes.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou nesta terça-feira (22/7) um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para esclarecer o que exatamente está proibido na decisão que impede o ex-mandatário de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente.

Segundo os advogados, Bolsonaro não entendeu que dar entrevistas à imprensa configurasse violação da medida imposta. Eles argumentam que as restrições anteriores não proibiam o ex-presidente de se manifestar publicamente ou conceder entrevistas. A defesa destaca ainda que não se pode responsabilizar Bolsonaro por eventuais repercussões de suas falas nas redes sociais de terceiros.

“Uma vez concedida a entrevista, sua reprodução em redes sociais foge do controle do entrevistado, que não pode ser responsabilizado por atos de outras pessoas”, diz o documento protocolado no STF.

A defesa afirma que Bolsonaro nunca teve a intenção de burlar as determinações judiciais e reforça que ele ainda não foi formalmente notificado sobre qualquer ampliação da interpretação da proibição, o que, segundo os advogados, afastaria a hipótese de descumprimento consciente.

Como forma de evitar novos questionamentos, os defensores asseguram que o ex-presidente não fará novas declarações públicas até que o Supremo detalhe claramente os limites da medida. “Por respeito absoluto à Corte, o embargante manterá silêncio público até que haja manifestação oficial sobre o alcance da decisão”, afirma a petição.

Na segunda-feira (21/7), Moraes publicou um despacho determinando que Bolsonaro está impedido de utilizar redes sociais de forma direta ou indireta. A decisão, na prática, torna arriscado qualquer tipo de manifestação pública por parte do ex-presidente, já que declarações podem ser replicadas na internet e configurar desobediência.

Apesar disso, no mesmo dia, Bolsonaro esteve na Câmara dos Deputados, onde falou rapidamente com a imprensa e exibiu a tornozeleira eletrônica que passou a usar. Ele afirmou que apenas “a lei de Deus” tem valor para ele. A fala foi amplamente compartilhada por perfis de apoiadores, parlamentares aliados e veículos de imprensa.


Leia mais

 Pazuello sai em defesa de ex-presidente com hashtag: “Deixem Bolsonaro em paz!”

Flávio Bolsonaro vai protocolar novo pedido de impeachment contra Moraes “para salvar a democracia”


Em reação, Moraes deu um prazo de 24 horas para que a defesa explicasse a conduta do ex-presidente. O ministro interpretou que Bolsonaro buscou deliberadamente repercussão nas redes com o gesto, o que poderia configurar violação das medidas cautelares e abrir caminho para uma eventual prisão preventiva.

Na terça (22/7), a Primeira Turma do STF referendou as restrições impostas a Bolsonaro. A maioria dos ministros, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Cristiano Zanin, acompanhou o relator, Alexandre de Moraes. Apenas Luiz Fux divergiu.

Bolsonaro segue usando tornozeleira eletrônica e deve permanecer em casa entre 19h e 7h nos dias úteis, e em tempo integral aos fins de semana e feriados. Além disso, está proibido de acessar redes sociais ou manter contato com seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos alegando buscar sanções contra Moraes e o STF.

As medidas integram o processo derivado da operação da Polícia Federal realizada na última sexta-feira (18/7), por ordem de Alexandre de Moraes.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Moraes envia à PGR inquérito que aponta calúnia de Flávio Bolsonaro contra Lula

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) o inquérito em que a Polícia Federal concluiu...

MEI poderá contratar até dois funcionários e faturar mais; entenda a proposta

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entregou nesta segunda-feira (29/6) ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), um projeto de...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Em meio à corrida de 2026, irmãos do PL seguem caminhos políticos distintos

O Festival de Parintins voltou a expor um movimento que há tempos chama atenção nos bastidores da política amazonense: apesar de irmãos e filiados...

Pesquisa revela quem “vive do segundo voto” na disputa pelo Senado no Amazonas

Além de apontar quem lidera a corrida pelas duas vagas ao Senado em disputa nas eleições de 2026, a pesquisa divulgada nesta segunda-feira (29/6)...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Alfredo mantém agenda própria enquanto Maria do Carmo busca reforçar unidade no PL

Enquanto a pré-candidata ao Governo do Amazonas pelo PL, Maria do Carmo Seffair, intensifica agendas ao lado de lideranças da legenda para reforçar um...

Disputa por bases eleitorais define corrida ao segundo turno no AM

A corrida pelo Governo do Amazonas está sendo travada em diferentes bases eleitorais. A pesquisa Comunidados, registrada no TSE sob o número BR-01852/2026 e...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Moraes envia à PGR inquérito que aponta calúnia de Flávio Bolsonaro contra Lula

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) o inquérito em que a Polícia Federal concluiu...

MEI poderá contratar até dois funcionários e faturar mais; entenda a proposta

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entregou nesta segunda-feira (29/6) ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), um projeto de...

Em meio à corrida de 2026, irmãos do PL seguem caminhos políticos distintos

O Festival de Parintins voltou a expor um movimento que há tempos chama atenção nos bastidores da política amazonense: apesar de irmãos e filiados...

Pesquisa revela quem “vive do segundo voto” na disputa pelo Senado no Amazonas

Além de apontar quem lidera a corrida pelas duas vagas ao Senado em disputa nas eleições de 2026, a pesquisa divulgada nesta segunda-feira (29/6)...

Alfredo mantém agenda própria enquanto Maria do Carmo busca reforçar unidade no PL

Enquanto a pré-candidata ao Governo do Amazonas pelo PL, Maria do Carmo Seffair, intensifica agendas ao lado de lideranças da legenda para reforçar um...

Disputa por bases eleitorais define corrida ao segundo turno no AM

A corrida pelo Governo do Amazonas está sendo travada em diferentes bases eleitorais. A pesquisa Comunidados, registrada no TSE sob o número BR-01852/2026 e...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]