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“Dentro da política, infelizmente, o correto é ser traidor”, diz David Almeida

Uma declaração do ex-prefeito David Almeida (Avante), durante um podcast na terça-feira (23), ao lado de seu aliado Renato Junior, trouxe para o centro do debate um dos temas mais recorrentes da política: a lealdade entre aliados.

Ao comentar um elogio de Renato, que destacou sua postura de gratidão e fidelidade, David afirmou:

“Dentro da política, infelizmente, o correto é ser traidor. É ser mal visto, mal falado.”

Embora apresentada em tom de desabafo, a declaração ganha outro significado quando confrontada com sua própria trajetória política, marcada por alianças relevantes que, posteriormente, foram desfeitas.

A fala também reabre uma discussão frequente em períodos eleitorais: até que ponto compromissos políticos resistem às mudanças de cenário e às conveniências das disputas pelo poder.


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Pragmatismo eleitoral

Analistas políticos observam que alianças raramente permanecem inalteradas ao longo de um ciclo eleitoral. À medida que a eleição se aproxima, partidos e lideranças costumam reavaliar estratégias, ampliar margens de negociação e reorganizar apoios conforme o novo equilíbrio de forças.

Nesse contexto, a declaração de David Almeida pode produzir efeitos distintos. Para seus aliados, reforça a imagem de alguém que se considera leal em um ambiente marcado pelo pragmatismo. Para adversários, oferece oportunidade para recordar episódios em que o próprio prefeito rompeu compromissos políticos assumidos anteriormente.

Entre os casos mais citados estão as mudanças de posição em relação ao senador Omar Aziz (PSD) e ao ex-governador Wilson Lima (União Brasil).

O recuo em relação a Omar Aziz

Após receber apoio político e institucional considerado importante para sua gestão, David Almeida chegou a declarar publicamente que apoiaria Omar Aziz na disputa pelo Governo do Amazonas em 2026.

Posteriormente, porém, recuou da posição. Na ocasião, afirmou que havia antecipado esse compromisso e que precisava preservar seu próprio espaço político.

A mudança passou a ser interpretada por adversários como um rompimento motivado pelo reposicionamento estratégico para a eleição.

O rompimento com Wilson Lima

Outra ruptura relevante ocorreu com o ex-governador Wilson Lima. Os dois construíram uma parceria política iniciada em 2020 e fortalecida durante as eleições de 2022, período em que a Prefeitura de Manaus e o Governo do Amazonas desenvolveram ações conjuntas e convênios de infraestrutura.

A aproximação, entretanto, perdeu força antes do calendário eleitoral de 2026. A reorganização do grupo político liderado pelo governador Roberto Cidade (União Brasil) contribuiu para reposicionar antigos aliados em campos distintos da disputa.

O episódio marcou o fim de uma das principais alianças políticas do estado nos últimos anos.

A declaração e o cenário de 2026

Em um ambiente em que alianças são constantemente revistas, a frase de David Almeida de que “na política o correto é ser traidor” ultrapassa o contexto do podcast e passa a integrar o debate sobre coerência política e pragmatismo eleitoral.

À medida que as definições para 2026 avançam, declarações como essa tendem a ser confrontadas com o histórico de posicionamentos e movimentos dos próprios protagonistas da disputa. Nesse cenário, o peso das alianças rompidas pode influenciar tanto a narrativa construída pelos adversários quanto a percepção do eleitor sobre a coerência dos discursos apresentados durante a campanha.

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Uma declaração do ex-prefeito David Almeida (Avante), durante um podcast na terça-feira (23), ao lado de seu aliado Renato Junior, trouxe para o centro do debate um dos temas mais recorrentes da política: a lealdade entre aliados.

Ao comentar um elogio de Renato, que destacou sua postura de gratidão e fidelidade, David afirmou:

“Dentro da política, infelizmente, o correto é ser traidor. É ser mal visto, mal falado.”

Embora apresentada em tom de desabafo, a declaração ganha outro significado quando confrontada com sua própria trajetória política, marcada por alianças relevantes que, posteriormente, foram desfeitas.

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Nesse contexto, a declaração de David Almeida pode produzir efeitos distintos. Para seus aliados, reforça a imagem de alguém que se considera leal em um ambiente marcado pelo pragmatismo. Para adversários, oferece oportunidade para recordar episódios em que o próprio prefeito rompeu compromissos políticos assumidos anteriormente.

Entre os casos mais citados estão as mudanças de posição em relação ao senador Omar Aziz (PSD) e ao ex-governador Wilson Lima (União Brasil).

O recuo em relação a Omar Aziz

Após receber apoio político e institucional considerado importante para sua gestão, David Almeida chegou a declarar publicamente que apoiaria Omar Aziz na disputa pelo Governo do Amazonas em 2026.

Posteriormente, porém, recuou da posição. Na ocasião, afirmou que havia antecipado esse compromisso e que precisava preservar seu próprio espaço político.

A mudança passou a ser interpretada por adversários como um rompimento motivado pelo reposicionamento estratégico para a eleição.

O rompimento com Wilson Lima

Outra ruptura relevante ocorreu com o ex-governador Wilson Lima. Os dois construíram uma parceria política iniciada em 2020 e fortalecida durante as eleições de 2022, período em que a Prefeitura de Manaus e o Governo do Amazonas desenvolveram ações conjuntas e convênios de infraestrutura.

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