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Direita no poder: Milei vence eleições na Argentina

Os argentinos elegeram Javier Milei, fundador do La Libertad Avanza (LLA), como o novo presidente do país, durante segundo turno que aconteceu neste domingo (19). A vitória foi sobre o candidato Sérgio Massa, atual ministro da Economia do país.

Os números oficiais ainda não foram divulgados, mas a imprensa argentina já publica algumas projeções que favorecem Milei. Massa, inclusive, já reconheceu a derrota.

“Javier Milei é o presidente eleito pela maioria dos argentinos para os próximos quatro anos. Foi uma campanha muito longa e difícil, com conotações duras e espero que o respeito por quem pensa diferente seja estabelecido na Argentina”, disse Massa.

Com a vitória deste domingo, o economista de 53 anos acaba com o governo peronista e promete uma Argentina diferente para a população, com propostas de governo bastante radicais. O anarcocapitalista, contudo, tem missões difíceis pela frente, sendo a principal delas a situação econômica da Argentina. Além disso, será necessário reconectar a população que, assim como em outras partes do mundo, ficou dividia e polarizada neste mais recente pleito. Na véspera da decisão, a inflação em 12 meses atingiu 142,7% em outubro, mês em que o aumento de preços foi de 8,3%, informou o Instituto Nacional de Estatística argentino. O resultado foi uma leve desaceleração em relação a agosto, quando o aumento foi de 12,7%.

O problema da inflação tem sido crônico na Argentina, mas nos últimos dois anos o índice de preços ao consumidor (IPC) teve um forte aumento e está entre os mais altos do mundo. Internamente, o índice de inflação atual é um dos mais altos em três décadas. No país, vigora desde 2019 um sistema de controle cambial, e o governo do presidente peronista Alberto Fernández promove acordos de preços com produtores e distribuidores na tentativa de reduzir os aumentos em setores como alimentos e combustíveis. Nas últimas semanas, Massa anunciou a suspensão temporária da cobrança de impostos sobre os combustíveis, para limitar o aumento de preços e também para reativar o abastecimento, que foi afetado após o primeiro turno das eleições em 22 de outubro. A Argentina passou por dois períodos de hiperinflação, em 1989 e também em 1990.

Novo na política, Javier Milei conquistou um assento nas eleições legislativas de 2021, quando recebeu 17% dos votos na cidade de Buenos Aires. Agora, como chefe de Estado, tem como principais propostas de governo a eliminação do Banco Central e dolarização a economia, além de permitir o livre porte de armas.

Fernando Cerimedo, coordenador de campanha de Milei, resumiu parte de seu sucesso em uma receita simples. “Foi o único candidato que apresentou um projeto, que contou o que queria fazer. Goste você ou não, foi o único a fazê-lo. O povo se cansou de tudo o que vinha acontecendo, das promessas não cumpridas”, disse.

Com informações do Valor Investe e Jovem Pan

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Os argentinos elegeram Javier Milei, fundador do La Libertad Avanza (LLA), como o novo presidente do país, durante segundo turno que aconteceu neste domingo (19). A vitória foi sobre o candidato Sérgio Massa, atual ministro da Economia do país.

Os números oficiais ainda não foram divulgados, mas a imprensa argentina já publica algumas projeções que favorecem Milei. Massa, inclusive, já reconheceu a derrota.

“Javier Milei é o presidente eleito pela maioria dos argentinos para os próximos quatro anos. Foi uma campanha muito longa e difícil, com conotações duras e espero que o respeito por quem pensa diferente seja estabelecido na Argentina”, disse Massa.

Com a vitória deste domingo, o economista de 53 anos acaba com o governo peronista e promete uma Argentina diferente para a população, com propostas de governo bastante radicais. O anarcocapitalista, contudo, tem missões difíceis pela frente, sendo a principal delas a situação econômica da Argentina. Além disso, será necessário reconectar a população que, assim como em outras partes do mundo, ficou dividia e polarizada neste mais recente pleito. Na véspera da decisão, a inflação em 12 meses atingiu 142,7% em outubro, mês em que o aumento de preços foi de 8,3%, informou o Instituto Nacional de Estatística argentino. O resultado foi uma leve desaceleração em relação a agosto, quando o aumento foi de 12,7%.

O problema da inflação tem sido crônico na Argentina, mas nos últimos dois anos o índice de preços ao consumidor (IPC) teve um forte aumento e está entre os mais altos do mundo. Internamente, o índice de inflação atual é um dos mais altos em três décadas. No país, vigora desde 2019 um sistema de controle cambial, e o governo do presidente peronista Alberto Fernández promove acordos de preços com produtores e distribuidores na tentativa de reduzir os aumentos em setores como alimentos e combustíveis. Nas últimas semanas, Massa anunciou a suspensão temporária da cobrança de impostos sobre os combustíveis, para limitar o aumento de preços e também para reativar o abastecimento, que foi afetado após o primeiro turno das eleições em 22 de outubro. A Argentina passou por dois períodos de hiperinflação, em 1989 e também em 1990.

Novo na política, Javier Milei conquistou um assento nas eleições legislativas de 2021, quando recebeu 17% dos votos na cidade de Buenos Aires. Agora, como chefe de Estado, tem como principais propostas de governo a eliminação do Banco Central e dolarização a economia, além de permitir o livre porte de armas.

Fernando Cerimedo, coordenador de campanha de Milei, resumiu parte de seu sucesso em uma receita simples. “Foi o único candidato que apresentou um projeto, que contou o que queria fazer. Goste você ou não, foi o único a fazê-lo. O povo se cansou de tudo o que vinha acontecendo, das promessas não cumpridas”, disse.

Com informações do Valor Investe e Jovem Pan

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Equipe de jornalismo do portal Rede Onda Digital.

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