Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

3 de novembro: o dia em que começou a revolução do voto feminino no Brasil

O dia 3 de novembro é um marco na história da democracia brasileira. Foi nesta data que, há mais de nove décadas, nasceu oficialmente o movimento que garantiria às mulheres o direito de votar e serem votadas no país — um passo essencial na consolidação da cidadania feminina.

A data é celebrada como o Dia da Instituição do Direito de Voto da Mulher no Brasil, lembrando o momento em que foi apresentado o projeto de lei que propunha a inclusão das mulheres no processo eleitoral. Mesmo diante das turbulências políticas da época, como o golpe de 1930, que resultou no fechamento do Parlamento, a conquista foi consolidada dois anos depois, com o Código Eleitoral de 1932 e reafirmada pela Constituição de 1934.

Uma luta que vem de longe

O caminho até esse reconhecimento foi pavimentado por décadas de luta e resistência. Desde o século XIX, mulheres brasileiras se mobilizavam por igualdade política e social, inspiradas por movimentos internacionais de sufrágio.

A Constituição de 1891, embora considerada moderna para seu tempo, negou expressamente o direito de voto às mulheres, o que reacendeu o debate e fortaleceu o movimento sufragista nacional.

Entre as pioneiras dessa batalha estavam Consuelo Ramos Caiado e Jacintha Luiza do Couto Brandão Peixoto, esta última mãe da poetisa Cora Coralina. Ambas tiveram papel decisivo na mobilização feminina goiana em defesa do voto, abrindo caminho para que, décadas mais tarde, o Brasil reconhecesse o valor político da mulher.


Saiba mais: 

Omar, Braga e Silas recebem títulos em Nhamundá e reforçam articulação política para 2026

Projeto de lei cria política de capacitação em IA para professores da rede municipal


Conquista consolidada, desafios persistem

Mais de 90 anos depois da conquista, as mulheres representam a maioria do eleitorado brasileiro, segundo dados da Justiça Eleitoral. No entanto, o equilíbrio de gênero ainda está longe de ser realidade nas esferas de poder.

Nos cargos do Executivo, Legislativo e Judiciário, a predominância masculina persiste, refletindo os desafios que ainda precisam ser superados para que a política brasileira seja, de fato, um espelho da sua população.

Celebrar o 3 de novembro é, portanto, mais do que um tributo à história, é um convite à reflexão sobre o quanto o país avançou e o quanto ainda precisa caminhar para que a participação feminina na política seja plena, justa e representativa.

Atualmente, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as mulheres representam 52,4% do eleitorado brasileiro, sendo maioria em 62% dos municípios. Mesmo assim, o país ainda enfrenta um grande desafio em termos de representatividade: das 5.569 prefeituras brasileiras, apenas 734 são chefiadas por mulheres, e 1.070 têm vice-prefeitas. Entre os cargos de vereadora, o índice é de 18%, com 10.613 mulheres eleitas em todo o país.

Neste Dia da Instituição do Direito do Voto da Mulher, a data convida à reflexão. Celebrar a conquista é também lembrar que a luta pela cidadania plena continua. A democracia só se fortalece quando todas as vozes são ouvidas — sem restrições, silenciamentos ou desigualdades históricas.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O dia 3 de novembro é um marco na história da democracia brasileira. Foi nesta data que, há mais de nove décadas, nasceu oficialmente o movimento que garantiria às mulheres o direito de votar e serem votadas no país — um passo essencial na consolidação da cidadania feminina.

A data é celebrada como o Dia da Instituição do Direito de Voto da Mulher no Brasil, lembrando o momento em que foi apresentado o projeto de lei que propunha a inclusão das mulheres no processo eleitoral. Mesmo diante das turbulências políticas da época, como o golpe de 1930, que resultou no fechamento do Parlamento, a conquista foi consolidada dois anos depois, com o Código Eleitoral de 1932 e reafirmada pela Constituição de 1934.

Uma luta que vem de longe

O caminho até esse reconhecimento foi pavimentado por décadas de luta e resistência. Desde o século XIX, mulheres brasileiras se mobilizavam por igualdade política e social, inspiradas por movimentos internacionais de sufrágio.

A Constituição de 1891, embora considerada moderna para seu tempo, negou expressamente o direito de voto às mulheres, o que reacendeu o debate e fortaleceu o movimento sufragista nacional.

Entre as pioneiras dessa batalha estavam Consuelo Ramos Caiado e Jacintha Luiza do Couto Brandão Peixoto, esta última mãe da poetisa Cora Coralina. Ambas tiveram papel decisivo na mobilização feminina goiana em defesa do voto, abrindo caminho para que, décadas mais tarde, o Brasil reconhecesse o valor político da mulher.


Saiba mais: 

Omar, Braga e Silas recebem títulos em Nhamundá e reforçam articulação política para 2026

Projeto de lei cria política de capacitação em IA para professores da rede municipal


Conquista consolidada, desafios persistem

Mais de 90 anos depois da conquista, as mulheres representam a maioria do eleitorado brasileiro, segundo dados da Justiça Eleitoral. No entanto, o equilíbrio de gênero ainda está longe de ser realidade nas esferas de poder.

Nos cargos do Executivo, Legislativo e Judiciário, a predominância masculina persiste, refletindo os desafios que ainda precisam ser superados para que a política brasileira seja, de fato, um espelho da sua população.

Celebrar o 3 de novembro é, portanto, mais do que um tributo à história, é um convite à reflexão sobre o quanto o país avançou e o quanto ainda precisa caminhar para que a participação feminina na política seja plena, justa e representativa.

Atualmente, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as mulheres representam 52,4% do eleitorado brasileiro, sendo maioria em 62% dos municípios. Mesmo assim, o país ainda enfrenta um grande desafio em termos de representatividade: das 5.569 prefeituras brasileiras, apenas 734 são chefiadas por mulheres, e 1.070 têm vice-prefeitas. Entre os cargos de vereadora, o índice é de 18%, com 10.613 mulheres eleitas em todo o país.

Neste Dia da Instituição do Direito do Voto da Mulher, a data convida à reflexão. Celebrar a conquista é também lembrar que a luta pela cidadania plena continua. A democracia só se fortalece quando todas as vozes são ouvidas — sem restrições, silenciamentos ou desigualdades históricas.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Rodrigo Pacheco toma posse no TCU na próxima quarta-feira

O senador Rodrigo Pacheco, do PSB-MG, toma posse como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) na próxima quarta-feira (30), às 11h, em...

Brasil deixa plenário da ONU durante discurso de Netanyahu

A delegação do Brasil deixou o plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York, no momento em que o primeiro-ministro...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Defesa de Bolsonaro desiste de pedir suspensão de pena duas horas após pedido

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro desistiu, nesta quinta-feira (24/9), do pedido de suspensão da pena de 27 anos e 3 meses de prisão...

Pesquisa Futura: Congresso e STF passam de 60% de desaprovação

Uma pesquisa Futura/100% Cidades divulgada nesta quinta-feira (24) mostra índices superiores a 60% de desaprovação para o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Renato Junior eleva auxílio-moradia de médicos para R$ 2,5 mil

O prefeito de Manaus, Renato Junior, assinou nesta quinta-feira (24/9) o reajuste dos auxílios destinados aos médicos do Programa Mais Médicos que atuam na...

PT pede que TSE investigue Flávio e Eduardo por suposta interferência estrangeira nas eleições

O Partido dos Trabalhadores (PT) solicitou nesta quarta-feira (23/9) que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) investigue o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e o...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Rodrigo Pacheco toma posse no TCU na próxima quarta-feira

O senador Rodrigo Pacheco, do PSB-MG, toma posse como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) na próxima quarta-feira (30), às 11h, em...

Brasil deixa plenário da ONU durante discurso de Netanyahu

A delegação do Brasil deixou o plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York, no momento em que o primeiro-ministro...

Defesa de Bolsonaro desiste de pedir suspensão de pena duas horas após pedido

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro desistiu, nesta quinta-feira (24/9), do pedido de suspensão da pena de 27 anos e 3 meses de prisão...

Pesquisa Futura: Congresso e STF passam de 60% de desaprovação

Uma pesquisa Futura/100% Cidades divulgada nesta quinta-feira (24) mostra índices superiores a 60% de desaprovação para o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal...

Renato Junior eleva auxílio-moradia de médicos para R$ 2,5 mil

O prefeito de Manaus, Renato Junior, assinou nesta quinta-feira (24/9) o reajuste dos auxílios destinados aos médicos do Programa Mais Médicos que atuam na...

PT pede que TSE investigue Flávio e Eduardo por suposta interferência estrangeira nas eleições

O Partido dos Trabalhadores (PT) solicitou nesta quarta-feira (23/9) que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) investigue o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e o...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]