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Quem será o novo presidente da Aleam?

Nesta quarta-feira (15), a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) realiza sua quarta eleição para a presidência da Casa na atual legislatura. Diferentemente das anteriores, a votação não decorre de uma escolha espontânea dos parlamentares, mas de uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A princípio, concorrem ao cargo o atual presidente, deputado Adjuto Afonso (União Brasil), e possivelmente o deputado Thiago Abrahim (MDB), que até o momento não confirmou a candidatura.

A nova eleição foi convocada após decisão do ministro do STF, Flávio Dino, que anulou a sucessão automática de Adjuto Afonso à presidência da Casa e determinou nova escolha pelos 24 deputados estaduais.

Cada candidato representa um lado da divisão política que o Amazonas vive atualmente. De um lado, está a força do governador Roberto Cidade, que apoia a recondução de Adjuto Afonso à presidência da Aleam. De outro, os senadores Eduardo Braga e Omar Aziz defendem a chegada de Abrahim ao posto, com mandato até janeiro de 2027.

Segundo o analista político Afrânio Soares, o resultado da votação pode indicar a capacidade de articulação das principais lideranças políticas às vésperas da disputa pelo Governo do Amazonas.

Eleição simboliza domínio político da Casa

Para Soares, a importância da disputa vai além do funcionamento interno do Parlamento.

“A Assembleia Legislativa, além de ser um dos três Poderes do Estado, representa o Poder Legislativo, que tem a função de elaborar leis e fiscalizar o Executivo. Por isso, essa eleição é mais do que uma disputa pelo poder, ela também representa um símbolo de quem detém o domínio político da Casa”, afirma o analista.

Segundo Soares, esse domínio é hoje exercido pelo grupo do governador Roberto Cidade, já que Adjuto Afonso integrava a Mesa Diretora como vice-presidente durante a gestão de Cidade na presidência da Aleam e assumiu o comando da Casa após a posse do aliado no Governo do Estado. Embora a eleição ocorra apenas entre os parlamentares, o analista avalia que o resultado será observado como um teste da capacidade de mobilização dos diferentes grupos políticos dentro da Assembleia.

Oposição pode lançar candidatura própria

Nos bastidores, há expectativa de que a oposição apresente candidatura própria. O nome mais citado é o do deputado Thiago Abrahim, do MDB, legenda que integra o campo político dos senadores Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz (PSD). Caso a candidatura se confirme, a disputa deixará de ser apenas administrativa para assumir maior peso político.

“A eleição será decidida exclusivamente pelos 24 deputados estaduais. Para vencer, um candidato precisa reunir a maioria dos votos. Isso faz com que a principal disputa seja pela capacidade de convencer parlamentares e formar maioria dentro da Casa”, explica Afrânio Soares.

Na avaliação do analista, o maior desafio de uma eventual candidatura de oposição será construir uma base capaz de conquistar deputados que hoje integram ou orbitam a base governista. “Se houver uma chapa de oposição, ela precisará ampliar seus apoios dentro da Assembleia para superar a maioria da situação. É essa capacidade de articulação que estará em jogo na eleição”, afirma.

Procurado pela reportagem, Thiago Abrahim não se manifestou sobre o assunto até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto a pronunciamentos.

Adjuto afirma ter até 17 votos

O presidente interino da Aleam, Adjuto Afonso, declarou contar com o apoio de aproximadamente 16 a 17 deputados, embora afirme continuar dialogando com os demais parlamentares. Se essa projeção se confirmar na votação, o resultado indicará ampla maioria em torno de sua candidatura e reforçará a percepção de que o grupo político ligado ao governador Roberto Cidade mantém predominância dentro da Assembleia.

Ainda assim, especialistas ponderam que a eleição da Mesa Diretora possui características próprias e não permite, isoladamente, antecipar o cenário da disputa pelo Governo do Amazonas. O resultado, no entanto, deve ser interpretado como um retrato da atual capacidade de articulação dos grupos políticos no Legislativo estadual.

Nos bastidores, deputados têm evitado comentar sobre possíveis candidaturas e também sobre em quem pretendem votar na eleição desta quarta-feira. Entre os nomes mais cotados para disputar a presidência da Aleam estavam Carlinhos Bessa (União Brasil) e Felipe Souza (Podemos). No entanto, ambos declararam publicamente, nesta segunda-feira, por meio das redes sociais, apoio ao decano.

O movimento praticamente afasta a possibilidade de uma disputa pela presidência da Casa, reforçando a construção de uma candidatura de consenso em torno de Adjuto Afonso.

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Nesta quarta-feira (15), a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) realiza sua quarta eleição para a presidência da Casa na atual legislatura. Diferentemente das anteriores, a votação não decorre de uma escolha espontânea dos parlamentares, mas de uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A princípio, concorrem ao cargo o atual presidente, deputado Adjuto Afonso (União Brasil), e possivelmente o deputado Thiago Abrahim (MDB), que até o momento não confirmou a candidatura.

A nova eleição foi convocada após decisão do ministro do STF, Flávio Dino, que anulou a sucessão automática de Adjuto Afonso à presidência da Casa e determinou nova escolha pelos 24 deputados estaduais.

Cada candidato representa um lado da divisão política que o Amazonas vive atualmente. De um lado, está a força do governador Roberto Cidade, que apoia a recondução de Adjuto Afonso à presidência da Aleam. De outro, os senadores Eduardo Braga e Omar Aziz defendem a chegada de Abrahim ao posto, com mandato até janeiro de 2027.

Segundo o analista político Afrânio Soares, o resultado da votação pode indicar a capacidade de articulação das principais lideranças políticas às vésperas da disputa pelo Governo do Amazonas.

Eleição simboliza domínio político da Casa

Para Soares, a importância da disputa vai além do funcionamento interno do Parlamento.

“A Assembleia Legislativa, além de ser um dos três Poderes do Estado, representa o Poder Legislativo, que tem a função de elaborar leis e fiscalizar o Executivo. Por isso, essa eleição é mais do que uma disputa pelo poder, ela também representa um símbolo de quem detém o domínio político da Casa”, afirma o analista.

Segundo Soares, esse domínio é hoje exercido pelo grupo do governador Roberto Cidade, já que Adjuto Afonso integrava a Mesa Diretora como vice-presidente durante a gestão de Cidade na presidência da Aleam e assumiu o comando da Casa após a posse do aliado no Governo do Estado. Embora a eleição ocorra apenas entre os parlamentares, o analista avalia que o resultado será observado como um teste da capacidade de mobilização dos diferentes grupos políticos dentro da Assembleia.

Oposição pode lançar candidatura própria

Nos bastidores, há expectativa de que a oposição apresente candidatura própria. O nome mais citado é o do deputado Thiago Abrahim, do MDB, legenda que integra o campo político dos senadores Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz (PSD). Caso a candidatura se confirme, a disputa deixará de ser apenas administrativa para assumir maior peso político.

“A eleição será decidida exclusivamente pelos 24 deputados estaduais. Para vencer, um candidato precisa reunir a maioria dos votos. Isso faz com que a principal disputa seja pela capacidade de convencer parlamentares e formar maioria dentro da Casa”, explica Afrânio Soares.

Na avaliação do analista, o maior desafio de uma eventual candidatura de oposição será construir uma base capaz de conquistar deputados que hoje integram ou orbitam a base governista. “Se houver uma chapa de oposição, ela precisará ampliar seus apoios dentro da Assembleia para superar a maioria da situação. É essa capacidade de articulação que estará em jogo na eleição”, afirma.

Procurado pela reportagem, Thiago Abrahim não se manifestou sobre o assunto até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto a pronunciamentos.

Adjuto afirma ter até 17 votos

O presidente interino da Aleam, Adjuto Afonso, declarou contar com o apoio de aproximadamente 16 a 17 deputados, embora afirme continuar dialogando com os demais parlamentares. Se essa projeção se confirmar na votação, o resultado indicará ampla maioria em torno de sua candidatura e reforçará a percepção de que o grupo político ligado ao governador Roberto Cidade mantém predominância dentro da Assembleia.

Ainda assim, especialistas ponderam que a eleição da Mesa Diretora possui características próprias e não permite, isoladamente, antecipar o cenário da disputa pelo Governo do Amazonas. O resultado, no entanto, deve ser interpretado como um retrato da atual capacidade de articulação dos grupos políticos no Legislativo estadual.

Nos bastidores, deputados têm evitado comentar sobre possíveis candidaturas e também sobre em quem pretendem votar na eleição desta quarta-feira. Entre os nomes mais cotados para disputar a presidência da Aleam estavam Carlinhos Bessa (União Brasil) e Felipe Souza (Podemos). No entanto, ambos declararam publicamente, nesta segunda-feira, por meio das redes sociais, apoio ao decano.

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