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Eron diz que volta à Aleam ocorre por ‘falta de nomes melhores’

Pré-candidato afirma que retorno à Assembleia Legislativa do Amazonas está ligado à ausência de “nomes melhores” no cenário político e aponta esvaziamento da representação parlamentar.

O pré-candidato a deputado estadual Eron Bezerra (PCdoB) afirmou nesta segunda-feira (22), em entrevista à Onda Digital, que decidiu voltar a disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) por considerar que há um enfraquecimento da atuação parlamentar no estado. Fora da Casa desde 2015, ele disse ter sido incentivado por diferentes setores da sociedade a retornar à vida legislativa e afirmou que faltam “nomes melhores” para ocupar esse espaço.

Segundo Eron, a atual composição da Assembleia apresenta um déficit de fiscalização do Poder Executivo e de representação de setores da sociedade, especialmente da esquerda. Para ele, esse cenário contribui para uma atuação parlamentar menos efetiva.

“Hoje eu sinto que é preciso colocar na Assembleia, e não só na Assembleia, nos parlamentos de maneira geral, gente compromissada com a defesa da coisa pública e não da coisa privada ou da coisa pessoal”, defendeu.

Críticas à atuação da Assembleia

Durante a entrevista, Eron afirmou que existe um “vazio” na fiscalização exercida pela Aleam e defendeu um Legislativo mais atuante no acompanhamento das ações do governo estadual.

“Nós entendemos que tem um vazio muito grande, que tem um espaço muito grande de fiscalização, de observação das práticas do governo”, afirmou.

O pré-candidato também avaliou que houve uma perda de qualidade na representação política e criticou o que considera um enfraquecimento do papel fiscalizador dos deputados estaduais.


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As críticas à falta de fiscalização do Legislativo e a defesa de uma atuação mais ativa da Assembleia seguem uma linha presente na trajetória política de Eron Bezerra. Durante seus cinco mandatos como deputado estadual, ele construiu sua atuação com foco na fiscalização do Executivo, na defesa de direitos sociais e no apoio a trabalhadores, servidores públicos e movimentos populares.

Embora mantenha essas bandeiras, o foco de suas críticas mudou ao longo do tempo. Em mandatos anteriores, os principais questionamentos eram direcionados a governos estaduais da época e a políticas públicas específicas. Agora, o discurso concentra-se na atual composição da Assembleia e na relação do Parlamento com o governo estadual.

Outra diferença é a ênfase dada ao próprio histórico político. Ao defender sua candidatura, Eron recorreu a projetos apresentados durante seus mandatos, como iniciativas voltadas ao acesso à educação, à isenção de taxas de concursos públicos para pessoas de baixa renda e à valorização da cultura, reforçando sua experiência legislativa.

Retorno à disputa

Eron destacou que não pretendia voltar à política, mas afirmou ter mudado de posição diante do cenário atual.

“Eu já fui deputado. Isso não é mais um objetivo em si da minha vida. Mas eu sinto que é preciso ajudar a população do Amazonas”, disse.

Segundo ele, a candidatura representa uma tentativa de fortalecer a atuação parlamentar e ampliar o espaço para pautas que considera prioritárias no estado.

Crítica à “política do espetáculo”

O pré-candidato também criticou a forma como o debate político vem sendo conduzido atualmente. Na avaliação dele, temas estruturantes têm perdido espaço para ações de maior repercussão nas redes sociais e menor impacto na formulação de políticas públicas.

“O que você vê, lamentavelmente, é gente que transforma a política em espetáculo”, afirmou, ao criticar o que classificou como “piadas” e ações simbólicas em detrimento de discussões mais aprofundadas.

Apoio político

Eron afirmou que sua pré-candidatura reúne apoio de diferentes setores políticos e sociais, entre eles militantes de partidos de esquerda e representantes de movimentos ligados a trabalhadores, juventude, mulheres, povos tradicionais e outros segmentos populares.

Ao final da entrevista, reafirmou que pretende disputar uma vaga na Assembleia com foco na reconstrução do papel fiscalizador do Legislativo e na defesa de pautas que, segundo ele, perderam espaço no debate político do Amazonas.

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Pré-candidato afirma que retorno à Assembleia Legislativa do Amazonas está ligado à ausência de “nomes melhores” no cenário político e aponta esvaziamento da representação parlamentar.

O pré-candidato a deputado estadual Eron Bezerra (PCdoB) afirmou nesta segunda-feira (22), em entrevista à Onda Digital, que decidiu voltar a disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) por considerar que há um enfraquecimento da atuação parlamentar no estado. Fora da Casa desde 2015, ele disse ter sido incentivado por diferentes setores da sociedade a retornar à vida legislativa e afirmou que faltam “nomes melhores” para ocupar esse espaço.

Segundo Eron, a atual composição da Assembleia apresenta um déficit de fiscalização do Poder Executivo e de representação de setores da sociedade, especialmente da esquerda. Para ele, esse cenário contribui para uma atuação parlamentar menos efetiva.

“Hoje eu sinto que é preciso colocar na Assembleia, e não só na Assembleia, nos parlamentos de maneira geral, gente compromissada com a defesa da coisa pública e não da coisa privada ou da coisa pessoal”, defendeu.

Críticas à atuação da Assembleia

Durante a entrevista, Eron afirmou que existe um “vazio” na fiscalização exercida pela Aleam e defendeu um Legislativo mais atuante no acompanhamento das ações do governo estadual.

“Nós entendemos que tem um vazio muito grande, que tem um espaço muito grande de fiscalização, de observação das práticas do governo”, afirmou.

O pré-candidato também avaliou que houve uma perda de qualidade na representação política e criticou o que considera um enfraquecimento do papel fiscalizador dos deputados estaduais.


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Embora mantenha essas bandeiras, o foco de suas críticas mudou ao longo do tempo. Em mandatos anteriores, os principais questionamentos eram direcionados a governos estaduais da época e a políticas públicas específicas. Agora, o discurso concentra-se na atual composição da Assembleia e na relação do Parlamento com o governo estadual.

Outra diferença é a ênfase dada ao próprio histórico político. Ao defender sua candidatura, Eron recorreu a projetos apresentados durante seus mandatos, como iniciativas voltadas ao acesso à educação, à isenção de taxas de concursos públicos para pessoas de baixa renda e à valorização da cultura, reforçando sua experiência legislativa.

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