O cientista social Eduardo Costa Taveira anunciou, nesta terça-feira (30), a saída dele da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas (Sema). O comunicado foi feito pelo próprio secretário em um grupo de mensagens com colaboradores da pasta, antes da publicação no Diário Oficial do Estado (DOE).
Na despedida, Taveira agradeceu ao ex-governador Wilson Lima (União Brasil) pela oportunidade de comandar a secretaria e desejou sucesso ao atual governador Roberto Cidade (União Brasil), que pediu o cargo para iniciar, nesta semana decisiva da eventual candidatura dele a reeleição, um processo geral de mudanças no primeiro escalão do governo, que envolveria ainda a área de comunicação, com troca de secretário e de dirigentes da Fundação Rádio e TV Encontro das Águas.
A saída de Taveira encerra um período de sete anos e meio à frente da Sema, iniciado em janeiro de 2019, quando foi escolhido para integrar o primeiro governo de Wilson Lima. Com a permanência durante a transição administrativa, Taveira passou a ser um dos secretários com maior tempo de permanência no cargo na história recente do Executivo estadual.
Ao lado de Virgílio Viana, que comandou a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas durante o governo Eduardo Braga, Taveira entra para a lista dos secretários que permaneceram por mais tempo na condução da política ambiental do Estado.
Formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), com mestrado em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia, Taveira chegou à Sema com experiência na área ambiental e de políticas públicas. Antes de assumir a secretaria, atuava na Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e já havia passado por funções ligadas à gestão pública e ciência, tecnologia e inovação.
Durante sua gestão, a Sema ampliou a participação do Amazonas em debates nacionais sobre mudanças climáticas, conservação ambiental e desenvolvimento sustentável. Um dos eixos defendidos por Taveira foi a construção de uma agenda baseada na bioeconomia e no uso sustentável dos recursos da floresta, com a defesa de uma matriz econômica que combinasse conservação e geração de renda.
A secretaria também passou a atuar com maior presença em articulações nacionais entre órgãos ambientais estaduais. Taveira ocupou posições na Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema), chegando à presidência da entidade em 2025, que reúne secretarias e órgãos ambientais de estados brasileiros.
Conforme apuração da Onda Digital, a exoneração de Taveira virá no Diário Oficial do dia 26 de junho, junto com a de outros auxiliares de Wilson que passaram para o time de Cidadade. A última publicação do DOE é do dia 25.
