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“Fala de Alckmin atinge diretamente a ZFM”, diz Delegado Pablo

Pablo falou também sobre revogação de medidas para facilitar acesso a armas promovida pelo governo Lula.

O deputado federal Delegado Pablo (União Brasil) esteve hoje, dia 17, no estúdio da Onda Digital para entrevista no programa Fiscaliza Geral. Ele comentou sobre a fala do vice-presidente Geraldo Alckmin, dita ontem, sobre a intenção do governo Lula de acabar com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), medida que pode afetar a Zona Franca de Manaus.

Ele afirmou:

“É sempre dois pesos, duas medidas. Os decretos promulgados no governo Jair Bolsonaro tinham como objetivo fazer com que o cidadão pagasse menos imposto. Houve muitos ataques na época, gente criando narrativas contra essas medidas, e acabou que nada aconteceu. Só houve muita briga, muita guerra. Nenhuma fábrica fechou por causa desses decretos. Agora, uma declaração como essa, de acabar com a arrecadação sobre a indústria, atinge de verdade a ZFM, que vive da isenção desse imposto. É o que nos dá competitividade. Nenhuma empresa, nenhuma fábrica vem pro meio da Amazônia produzir porque acha bonito. Vem porque precisa de condições tributárias e de competitividade para conseguir com que o seu produto vá para o mundo. Se esse incentivo desaparecer, as fábricas vão junto”.


Leia mais:

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Pablo também fez um comentário sobre as primeiras semanas do novo governo Lula:

“O governo ainda está tentando se encontrar. Só fico triste com tantas ocorrências ruins, a população ainda está dividida. É como se o processo eleitoral não tivesse terminado. Seja porque ainda tenha muita gente insatisfeita, seja porque vejo a Justiça e órgãos de polícia entrando nas questões eleitorais. Infelizmente, o país ainda está em pé de guerra, e há pessoas incentivando o confronto dos dois lados.

Em 15 dias, passamos para o mercado internacional uma mensagem ruim, a de que o Brasil está ameaçado. Isso pode fazer o mercado se retrair, diminuir investimentos. É preciso que essa mensagem mude, porque se não, quem vai se dar mal é o Brasil, não o governo”.

Ele também comentou sobre a revogação, promovida nos primeiros atos de Lula, das medidas de facilitação de acesso a armas, estabelecidas no governo Bolsonaro:

“Desde a criação do estatuto do desarmamento até a entrada do governo Bolsonaro, a criminalidade diminuiu? Não, ela aumentou. Então, desarmar a população não é a solução. Não sei se esses decretos, tirando as armas do cidadão de bem, vão realmente diminuir a criminalidade. Por quase 20 vivemos esse império de regras com o objetivo de desarmar o cidadão, e a criminalidade aumentou. Será que vamos voltar a esse tempo? Porque o bandido continua armado. Estamos tirando as armas só do cidadão de bem”.

A entrevista completa do deputado federal Delegado Pablo pode ser assistida aqui.

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O deputado federal Delegado Pablo (União Brasil) esteve hoje, dia 17, no estúdio da Onda Digital para entrevista no programa Fiscaliza Geral. Ele comentou sobre a fala do vice-presidente Geraldo Alckmin, dita ontem, sobre a intenção do governo Lula de acabar com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), medida que pode afetar a Zona Franca de Manaus.

Ele afirmou:

“É sempre dois pesos, duas medidas. Os decretos promulgados no governo Jair Bolsonaro tinham como objetivo fazer com que o cidadão pagasse menos imposto. Houve muitos ataques na época, gente criando narrativas contra essas medidas, e acabou que nada aconteceu. Só houve muita briga, muita guerra. Nenhuma fábrica fechou por causa desses decretos. Agora, uma declaração como essa, de acabar com a arrecadação sobre a indústria, atinge de verdade a ZFM, que vive da isenção desse imposto. É o que nos dá competitividade. Nenhuma empresa, nenhuma fábrica vem pro meio da Amazônia produzir porque acha bonito. Vem porque precisa de condições tributárias e de competitividade para conseguir com que o seu produto vá para o mundo. Se esse incentivo desaparecer, as fábricas vão junto”.


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“O governo ainda está tentando se encontrar. Só fico triste com tantas ocorrências ruins, a população ainda está dividida. É como se o processo eleitoral não tivesse terminado. Seja porque ainda tenha muita gente insatisfeita, seja porque vejo a Justiça e órgãos de polícia entrando nas questões eleitorais. Infelizmente, o país ainda está em pé de guerra, e há pessoas incentivando o confronto dos dois lados.

Em 15 dias, passamos para o mercado internacional uma mensagem ruim, a de que o Brasil está ameaçado. Isso pode fazer o mercado se retrair, diminuir investimentos. É preciso que essa mensagem mude, porque se não, quem vai se dar mal é o Brasil, não o governo”.

Ele também comentou sobre a revogação, promovida nos primeiros atos de Lula, das medidas de facilitação de acesso a armas, estabelecidas no governo Bolsonaro:

“Desde a criação do estatuto do desarmamento até a entrada do governo Bolsonaro, a criminalidade diminuiu? Não, ela aumentou. Então, desarmar a população não é a solução. Não sei se esses decretos, tirando as armas do cidadão de bem, vão realmente diminuir a criminalidade. Por quase 20 vivemos esse império de regras com o objetivo de desarmar o cidadão, e a criminalidade aumentou. Será que vamos voltar a esse tempo? Porque o bandido continua armado. Estamos tirando as armas só do cidadão de bem”.

A entrevista completa do deputado federal Delegado Pablo pode ser assistida aqui.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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