Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Dino volta a defender decisão sobre leis estrangeiras e diz que STF “não topa tudo por dinheiro”

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a se manifestar nesta sexta-feira (22/8) sobre as críticas em relação à decisão que anulou a aplicação de leis e decisões de tribunais estrangeiros no Brasil. Em declaração à imprensa durante sua chegada ao Seminário Internacional de Controle Externo, em Salvador (BA), o magistrado afirmou que a Suprema Corte não atua para atender pressões financeiras e que sua função não é “topar tudo por dinheiro”.

Segundo Dino, o mercado questionou os impactos econômicos da medida, mas ele reforçou que a análise de consequências financeiras não cabe ao STF.

“Houve questionamentos sobre questões financeiras. Isso é uma questão que cabe a outros poderes do Estado, cabe a setores da sociedade, cabe ao mercado. O Supremo não participa de um programa muito conhecido chamado topa tudo por dinheiro”, declarou o ministro.

Após ataque a Trump, Flavio Dino critica porte de armas defendido por "alguns países"
(Foto: reprodução)

O integrante do STF também ressaltou que cooperações internacionais são sempre bem-vindas, mas devem ocorrer por meio do diálogo, e não da imposição unilateral. Para Dino, a decisão busca evitar futuros conflitos e proteger interesses nacionais.

“Alguns acham que essa decisão vem no sentido de aumentar conflitos. É o contrário. Ela vem no sentido de harmonizar situações contenciosas e evitar conflitos no futuro. Um país que valoriza sua construção, não pode aceitar medidas de força que ameacem seus cidadãos e que ameacem suas empresas”, afirmou.


Leia mais:


A polêmica ganhou força após o impacto no mercado financeiro. Nos dois dias que seguiram à decisão, o dólar registrou alta e a bolsa de valores caiu, provocando perdas significativas. Somente os cinco maiores bancos do país tiveram uma redução de R$ 41,9 bilhões em valor de mercado no pregão da última terça-feira (19).

Na quarta-feira (20), Dino já havia ironizado a reação dos investidores durante palestra no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

“Eu proferi uma decisão ontem e antes de ontem que dizem que derrubou os mercados. Não sabia que eu era tão poderoso, R$ 42 bilhões de especulação financeira… A sorte é que a velhice ensina a não se impressionar com pouca coisa. É claro que uma coisa não tem nada a ver com a outra”, disse.

Embora não tenha citado diretamente, a decisão do ministro se relaciona com a Lei Magnitsky, adotada pelos Estados Unidos como sanção contra o ministro Alexandre de Moraes em julho deste ano. Essa legislação prevê o bloqueio de bens e contas em território norte-americano, o que, segundo Dino, não pode ser automaticamente imposto ao Brasil sem análise da Suprema Corte.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a se manifestar nesta sexta-feira (22/8) sobre as críticas em relação à decisão que anulou a aplicação de leis e decisões de tribunais estrangeiros no Brasil. Em declaração à imprensa durante sua chegada ao Seminário Internacional de Controle Externo, em Salvador (BA), o magistrado afirmou que a Suprema Corte não atua para atender pressões financeiras e que sua função não é “topar tudo por dinheiro”.

Segundo Dino, o mercado questionou os impactos econômicos da medida, mas ele reforçou que a análise de consequências financeiras não cabe ao STF.

“Houve questionamentos sobre questões financeiras. Isso é uma questão que cabe a outros poderes do Estado, cabe a setores da sociedade, cabe ao mercado. O Supremo não participa de um programa muito conhecido chamado topa tudo por dinheiro”, declarou o ministro.

Após ataque a Trump, Flavio Dino critica porte de armas defendido por "alguns países"
(Foto: reprodução)

O integrante do STF também ressaltou que cooperações internacionais são sempre bem-vindas, mas devem ocorrer por meio do diálogo, e não da imposição unilateral. Para Dino, a decisão busca evitar futuros conflitos e proteger interesses nacionais.

“Alguns acham que essa decisão vem no sentido de aumentar conflitos. É o contrário. Ela vem no sentido de harmonizar situações contenciosas e evitar conflitos no futuro. Um país que valoriza sua construção, não pode aceitar medidas de força que ameacem seus cidadãos e que ameacem suas empresas”, afirmou.


Leia mais:


A polêmica ganhou força após o impacto no mercado financeiro. Nos dois dias que seguiram à decisão, o dólar registrou alta e a bolsa de valores caiu, provocando perdas significativas. Somente os cinco maiores bancos do país tiveram uma redução de R$ 41,9 bilhões em valor de mercado no pregão da última terça-feira (19).

Na quarta-feira (20), Dino já havia ironizado a reação dos investidores durante palestra no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

“Eu proferi uma decisão ontem e antes de ontem que dizem que derrubou os mercados. Não sabia que eu era tão poderoso, R$ 42 bilhões de especulação financeira… A sorte é que a velhice ensina a não se impressionar com pouca coisa. É claro que uma coisa não tem nada a ver com a outra”, disse.

Embora não tenha citado diretamente, a decisão do ministro se relaciona com a Lei Magnitsky, adotada pelos Estados Unidos como sanção contra o ministro Alexandre de Moraes em julho deste ano. Essa legislação prevê o bloqueio de bens e contas em território norte-americano, o que, segundo Dino, não pode ser automaticamente imposto ao Brasil sem análise da Suprema Corte.

- Publicidade -[adrotate group="9"]
Ingrid Formoso
Ingrid Formoso
Jornalista , há mais de 10 anos, já passou pela assessoria de vários orgãos públicos do Estado, foi produtora de tv e rádio e agora é editora chefe do Portal que mais cresce no Amazonas.

Mais lidas

Rodrigo Pacheco toma posse no TCU na próxima quarta-feira

O senador Rodrigo Pacheco, do PSB-MG, toma posse como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) na próxima quarta-feira (30), às 11h, em...

Brasil deixa plenário da ONU durante discurso de Netanyahu

A delegação do Brasil deixou o plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York, no momento em que o primeiro-ministro...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Defesa de Bolsonaro desiste de pedir suspensão de pena duas horas após pedido

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro desistiu, nesta quinta-feira (24/9), do pedido de suspensão da pena de 27 anos e 3 meses de prisão...

Pesquisa Futura: Congresso e STF passam de 60% de desaprovação

Uma pesquisa Futura/100% Cidades divulgada nesta quinta-feira (24) mostra índices superiores a 60% de desaprovação para o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Renato Junior eleva auxílio-moradia de médicos para R$ 2,5 mil

O prefeito de Manaus, Renato Junior, assinou nesta quinta-feira (24/9) o reajuste dos auxílios destinados aos médicos do Programa Mais Médicos que atuam na...

PT pede que TSE investigue Flávio e Eduardo por suposta interferência estrangeira nas eleições

O Partido dos Trabalhadores (PT) solicitou nesta quarta-feira (23/9) que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) investigue o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e o...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Rodrigo Pacheco toma posse no TCU na próxima quarta-feira

O senador Rodrigo Pacheco, do PSB-MG, toma posse como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) na próxima quarta-feira (30), às 11h, em...

Brasil deixa plenário da ONU durante discurso de Netanyahu

A delegação do Brasil deixou o plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York, no momento em que o primeiro-ministro...

Defesa de Bolsonaro desiste de pedir suspensão de pena duas horas após pedido

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro desistiu, nesta quinta-feira (24/9), do pedido de suspensão da pena de 27 anos e 3 meses de prisão...

Pesquisa Futura: Congresso e STF passam de 60% de desaprovação

Uma pesquisa Futura/100% Cidades divulgada nesta quinta-feira (24) mostra índices superiores a 60% de desaprovação para o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal...

Renato Junior eleva auxílio-moradia de médicos para R$ 2,5 mil

O prefeito de Manaus, Renato Junior, assinou nesta quinta-feira (24/9) o reajuste dos auxílios destinados aos médicos do Programa Mais Médicos que atuam na...

PT pede que TSE investigue Flávio e Eduardo por suposta interferência estrangeira nas eleições

O Partido dos Trabalhadores (PT) solicitou nesta quarta-feira (23/9) que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) investigue o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e o...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]