Em carta divulgada nesta quarta-feira (28/10) dos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que não existe mandado de prisão contra ele e que é alvo de uma “caça às bruxas politicamente motivada”.


Segundo o senador, a perseguição teria como objetivo colocá-lo como “refém e objeto de chantagem” para proteger ministros do Supremo Tribunal Federal, a quem chama de “juízes corruptos”. Ele descreve um “roteiro da perseguição” que, em sua avaliação, passaria por apreensão de passaporte, tornozeleira eletrônica, censura, prisão domiciliar, “julgamento de fachada” e, por fim, “condenação política”.
Para sustentar a decisão, o senador se compara a nomes como Rui Barbosa, Charles de Gaulle e José Martí, que lutaram por seus países a partir do exílio. Promete apresentar nos próximos dias uma estratégia de mobilização por “meios pacíficos e legítimos”.
A carta é a primeira manifestação do senador após deixar o país e foi divulgada três dias depois de ele ser derrotado por Lula no segundo turno.
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Investigação e medidas restritivas
Em nota, a Polícia Federal informou que, no dia 25 de outubro, representou ao STF por medidas cautelares contra Flávio, investigado na PET nº 16877/DF, entre elas apreensão de passaportes, proibição de saída do país e restrição de contato com outros investigados. Segundo a PF, os passaportes comum e diplomático foram cancelados, e o senador foi intimado na segunda-feira (26) a entregar, em 24 horas, eventuais passaportes de outras nacionalidades, o que não ocorreu.
A PF diz que não há registro oficial de saída dele pelos postos de controle migratório e que as restrições a documentos de viagem, por si só, não o tornam foragido nem autorizam prisão. A corporação investiga as circunstâncias do descumprimento das ordens judiciais.



