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Governo federal vai colocar R$ 6 bilhões nos Correios; saiba por quê

O governo federal prevê um aporte de R$ 6 bilhões nos Correios em 2027. O valor foi incluído no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que será encaminhado ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31).

Segundo os ministérios das Comunicações, da Gestão e Inovação em Serviços Públicos e do Planejamento e Orçamento, o recurso tem como objetivo garantir liquidez à estatal e dar continuidade ao plano de reestruturação financeira e operacional dos Correios.

A medida ocorre em meio à grave situação financeira enfrentada pela empresa, que acumula quatro anos consecutivos de prejuízos, com déficit estimado em cerca de R$ 15 bilhões.

Aporte faz parte de acordo com bancos

Os R$ 6 bilhões estão relacionados a uma das cláusulas do contrato firmado com bancos que concederam um empréstimo aos Correios no fim de 2025. Participaram da operação o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander.

Até o momento, o Tesouro Nacional não transferiu recursos para a estatal. O governo apenas ofereceu garantia à operação, funcionando como fiador dos Correios em caso de inadimplência.

Agora, a previsão de aporte no Orçamento de 2027 busca assegurar recursos para que a empresa consiga avançar na recuperação financeira.

Correios tentam reduzir despesas

De acordo com o governo, os Correios vêm adotando medidas para diminuir gastos, aumentar a receita e melhorar o fluxo de caixa desde o lançamento do plano de reestruturação, em dezembro de 2025.

No primeiro semestre de 2026, os custos dos serviços ficaram em R$ 7,6 bilhões, cerca de 14% abaixo do previsto. As despesas com pessoal também recuaram aproximadamente 4%, resultado que teve influência do Plano de Demissão Voluntária (PDV).


Saiba mais: 

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Outro indicador apresentado pelo governo foi o Ebitda, que ficou R$ 910 milhões acima da previsão, uma diferença de 18% em relação à projeção inicial.

A estatal também conseguiu renegociar parte das dívidas. Um empréstimo considerado mais caro foi quitado, enquanto o prazo de outra dívida foi ampliado de 18 para 180 meses.

Governo descarta privatização

Apesar dos sinais de melhora em alguns indicadores, o governo avalia que os Correios ainda precisam de recursos para manter o processo de recuperação.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já afirmou que não pretende privatizar a estatal. A estratégia do governo é recuperar a situação financeira da empresa e garantir a continuidade dos serviços prestados pelos Correios.

A previsão dos R$ 6 bilhões, portanto, faz parte desse esforço de reestruturação e ocorre em um momento de forte concorrência no setor de entregas e de dificuldades financeiras enfrentadas pela estatal.

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O governo federal prevê um aporte de R$ 6 bilhões nos Correios em 2027. O valor foi incluído no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que será encaminhado ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31).

Segundo os ministérios das Comunicações, da Gestão e Inovação em Serviços Públicos e do Planejamento e Orçamento, o recurso tem como objetivo garantir liquidez à estatal e dar continuidade ao plano de reestruturação financeira e operacional dos Correios.

A medida ocorre em meio à grave situação financeira enfrentada pela empresa, que acumula quatro anos consecutivos de prejuízos, com déficit estimado em cerca de R$ 15 bilhões.

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Os R$ 6 bilhões estão relacionados a uma das cláusulas do contrato firmado com bancos que concederam um empréstimo aos Correios no fim de 2025. Participaram da operação o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander.

Até o momento, o Tesouro Nacional não transferiu recursos para a estatal. O governo apenas ofereceu garantia à operação, funcionando como fiador dos Correios em caso de inadimplência.

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No primeiro semestre de 2026, os custos dos serviços ficaram em R$ 7,6 bilhões, cerca de 14% abaixo do previsto. As despesas com pessoal também recuaram aproximadamente 4%, resultado que teve influência do Plano de Demissão Voluntária (PDV).


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