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Grupos políticos pressionam Roberto Cidade a disputar o Senado

Grupos políticos que orbitam a pré-candidatura do senador Omar Aziz (PSD) ao governo pressionaram, nos últimos dias, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade (União Brasil), a sair candidato ao Senado Federal no lugar do governador Wilson Lima (União Brasil), que na última segunda-feira (2/3) decidiu permanecer no cargo até o fim do mandato.

A pressão ocorre para tirar Cidade do posto de principal “indicado” do grupo de Wilson Lima para a vaga de vice-governador, em uma composição com grupos políticos que já têm pré-candidatos ao governo, especialmente o de Omar Aziz.

Nesse cenário, há consenso no grupo de Omar de que o candidato a vice, na chapa que será formada nas convenções, precisa ter grande densidade eleitoral em Manaus. Cidade, por sua vez, tem base política mais consolidada no interior do estado. A avaliação é de que Omar lidera com folga pesquisas realizadas nos municípios do interior, mas enfrenta em Manaus um índice de rejeição que se aproxima dos 40%, número que poderia ser reduzido com um vice de grande visibilidade na capital.

Políticos que participam dessa articulação citam até nomes considerados ideais para essa composição, com forte apelo no eleitorado manauara, como os deputados federais Amon Mandel (Cidadania), Alberto Neto (PL) e Sargento Salazar (PL). Amon evita comentar sobre o futuro político, enquanto os dois liberais já teriam destino definido: Alberto Neto como candidato ao Senado e Salazar à Câmara Federal.


Saiba mais:

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Potencial eleitoral e planos definidos

A retirada de Roberto Cidade do caminho, com a oferta de uma das vagas da chapa ao Senado, mudaria o principal rumo anunciado pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). Desde o início do processo eleitoral, ele manifestava o desejo de disputar uma vaga de deputado federal, mas admitia a possibilidade de ser candidato a vice-governador em uma composição liderada por Wilson Lima.

O projeto de ir para Brasília vem sendo alimentado desde a eleição de 2022, quando Cidade obteve 105.510 votos e se tornou o deputado estadual mais votado da história política do Amazonas. Quatro anos antes, em 2018, ele havia chegado à Aleam com 33.239 votos.

Com os 105.510 votos obtidos naquele pleito, Cidade teria sido o quinto deputado federal mais votado do estado, ficando à frente de alguns parlamentares que acabaram eleitos:

  • Átila Lins (PSD): 102.359 votos

  • Sidney Leite (PSD): 102.104 votos

  • Adail Filho (Republicanos): 89.677 votos

  • Fausto Santos Jr. (União Brasil): 87.876 votos

Cidade também ficaria na frente de dois políticos que estavam no exercício do mandato de deputado federal naquele ano: o petista Zé Ricardo (89.017 mil votos) e o então pessedista Marcelo Ramos (hoje  no PT), que obteve 74.837 mil votos.

Sobre o futuro político nessas eleições, Roberto Cidade evita falar e mesmo em eventos públicos prefere mudar de assunto e não cravar  qual posto vai disputar na eleição de outubro.

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Grupos políticos que orbitam a pré-candidatura do senador Omar Aziz (PSD) ao governo pressionaram, nos últimos dias, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade (União Brasil), a sair candidato ao Senado Federal no lugar do governador Wilson Lima (União Brasil), que na última segunda-feira (2/3) decidiu permanecer no cargo até o fim do mandato.

A pressão ocorre para tirar Cidade do posto de principal “indicado” do grupo de Wilson Lima para a vaga de vice-governador, em uma composição com grupos políticos que já têm pré-candidatos ao governo, especialmente o de Omar Aziz.

Nesse cenário, há consenso no grupo de Omar de que o candidato a vice, na chapa que será formada nas convenções, precisa ter grande densidade eleitoral em Manaus. Cidade, por sua vez, tem base política mais consolidada no interior do estado. A avaliação é de que Omar lidera com folga pesquisas realizadas nos municípios do interior, mas enfrenta em Manaus um índice de rejeição que se aproxima dos 40%, número que poderia ser reduzido com um vice de grande visibilidade na capital.

Políticos que participam dessa articulação citam até nomes considerados ideais para essa composição, com forte apelo no eleitorado manauara, como os deputados federais Amon Mandel (Cidadania), Alberto Neto (PL) e Sargento Salazar (PL). Amon evita comentar sobre o futuro político, enquanto os dois liberais já teriam destino definido: Alberto Neto como candidato ao Senado e Salazar à Câmara Federal.


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  • Átila Lins (PSD): 102.359 votos

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  • Adail Filho (Republicanos): 89.677 votos

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