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TSE manda Zema retirar vídeo com Lula e ministros presos

O Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, determinou nesta quarta-feira (23/9) que a campanha do candidato à Presidência Romeu Zema, do Novo, retire das redes sociais um vídeo de propaganda eleitoral divulgado em agosto. A peça, produzida com uso de inteligência artificial, representa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e os ministros do Supremo Tribunal Federal, o STF, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, como presidiários.

A decisão foi assinada pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, que determinou a remoção do conteúdo em até 24 horas. A ordem também alcança publicações nos perfis de Zema e de seu vice, o senador Eduardo Girão, no Instagram, além das contas do candidato no Facebook e no TikTok. As plataformas deverão ser comunicadas para retirar o material.

Fundamentos da decisão

Segundo Nunes Marques, a peça não se limita à crítica política. Na avaliação do ministro, o conteúdo associa Lula, seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e o PT à prática de crimes, e apresenta o presidente como condenado por estelionato e preso. O vídeo também relaciona o STF a uma narrativa fictícia envolvendo criminalidade.

Na decisão, o ministro afirmou que o conteúdo ultrapassa a crítica política, ainda que contundente, e entra no campo da imputação ou sugestão de práticas criminosas. Nunes Marques ressaltou ainda que a liberdade de expressão no debate eleitoral não afasta a aplicação das normas eleitorais quando conteúdos fabricados ou manipulados podem interferir na formação da vontade do eleitor ou no equilíbrio da disputa.

O ministro determinou, além disso, que Zema e os demais representados não republiquem, compartilhem ou alterem artificialmente o material. A proibição também vale para reproduções idênticas feitas por outros perfis.


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Zema chama decisão de censura

Em nota, Zema criticou a decisão e classificou a medida como censura. O candidato afirmou que o episódio representa uma ditadura do Judiciário e disse que a peça seria uma sátira dirigida aos intocáveis de Brasília.

A ação que resultou na decisão foi apresentada pela coligação Brasil Pronto Pra Mais, formada por partidos que apoiam a candidatura de Lula.

TSE descarta enquadramento como deepfake

O TSE esclareceu que o caso não trata propriamente de deepfake, já que o material utiliza uma estética de animação e não tenta reproduzir de forma realista a voz ou a aparência das pessoas representadas.

Com a decisão, a campanha de Zema tem 24 horas para retirar o vídeo do ar, sob pena de novas medidas caso o conteúdo volte a circular em seus perfis ou em reproduções idênticas feitas por terceiros.

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O Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, determinou nesta quarta-feira (23/9) que a campanha do candidato à Presidência Romeu Zema, do Novo, retire das redes sociais um vídeo de propaganda eleitoral divulgado em agosto. A peça, produzida com uso de inteligência artificial, representa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e os ministros do Supremo Tribunal Federal, o STF, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, como presidiários.

A decisão foi assinada pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, que determinou a remoção do conteúdo em até 24 horas. A ordem também alcança publicações nos perfis de Zema e de seu vice, o senador Eduardo Girão, no Instagram, além das contas do candidato no Facebook e no TikTok. As plataformas deverão ser comunicadas para retirar o material.

Fundamentos da decisão

Segundo Nunes Marques, a peça não se limita à crítica política. Na avaliação do ministro, o conteúdo associa Lula, seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e o PT à prática de crimes, e apresenta o presidente como condenado por estelionato e preso. O vídeo também relaciona o STF a uma narrativa fictícia envolvendo criminalidade.

Na decisão, o ministro afirmou que o conteúdo ultrapassa a crítica política, ainda que contundente, e entra no campo da imputação ou sugestão de práticas criminosas. Nunes Marques ressaltou ainda que a liberdade de expressão no debate eleitoral não afasta a aplicação das normas eleitorais quando conteúdos fabricados ou manipulados podem interferir na formação da vontade do eleitor ou no equilíbrio da disputa.

O ministro determinou, além disso, que Zema e os demais representados não republiquem, compartilhem ou alterem artificialmente o material. A proibição também vale para reproduções idênticas feitas por outros perfis.


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Com a decisão, a campanha de Zema tem 24 horas para retirar o vídeo do ar, sob pena de novas medidas caso o conteúdo volte a circular em seus perfis ou em reproduções idênticas feitas por terceiros.

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