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Hugo Motta fecha acordo com oposição para desocupar a Câmara, afirma líder da oposição

Ocupação, que durou dois dias, mobilizou aliados de Bolsonaro contrários à decisão judicial

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), firmou na quarta-feira (6/8) um acordo com parlamentares da oposição, especialmente do Partido Liberal (PL), para desocupação da Mesa Diretora da Casa.

O espaço estava sendo obstruído por deputados “bolsonaristas” em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A ocupação, que durou dois dias, mobilizou aliados de Bolsonaro contrários à decisão judicial. Diante do impasse, Motta chegou a ameaçar suspender os mandatos dos parlamentares envolvidos, mas recuou após negociações com a bancada do PL.

A oposição liberou o plenário ainda na noite de quarta-feira, após promessa de avanço na tramitação de dois projetos considerados prioritários pela base bolsonarista.

Alberto Neto protesta com esparadrapo na boca e cobra Hugo Motta: "Paute já a anistia"
(Foto: Divulgação)

Segundo o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), o acordo com Hugo Motta incluiu o compromisso de pautar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue o foro privilegiado, além do projeto de anistia aos presos e investigados pelos atos de 8 de Janeiro de 2023.

Na próxima semana, abriremos os trabalhos dessa Casa pautando a mudança do foro privilegiado para tirar a chantagem que muitos parlamentares, deputados e senadores, vêm sofrendo por parte de alguns ministros do STF. Junto com o fim do foro, pautaremos a anistia dos presos políticos”, declarou Sóstenes.

 


Saiba mais:


O projeto da anistia visa perdoar todos os acusados, condenados ou não, pela tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, enquanto a PEC do foro privilegiado busca acabar com o chamado “foro eterno”. Atualmente, decisões do STF têm permitido que ex-autoridades permaneçam com foro mesmo após deixarem os cargos, o que beneficia diretamente Jair Bolsonaro, mantendo seus processos longe da Justiça de 1ª Instância.

Hugo Mottta - presidente da Câmara dos deputados
(Foto: Reprodução/Internet)

Apesar da sinalização positiva, o Poder360 apurou que Hugo Motta não prometeu pautar diretamente os projetos, mas apenas que não irá barrar o andamento caso o colégio de líderes assim decida. Partidos como PP, União Brasil, Novo, PL e PSD já declararam apoio à discussão das propostas em plenário, o que pode abrir caminho para as votações nas próximas semanas.

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), firmou na quarta-feira (6/8) um acordo com parlamentares da oposição, especialmente do Partido Liberal (PL), para desocupação da Mesa Diretora da Casa.

O espaço estava sendo obstruído por deputados “bolsonaristas” em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A ocupação, que durou dois dias, mobilizou aliados de Bolsonaro contrários à decisão judicial. Diante do impasse, Motta chegou a ameaçar suspender os mandatos dos parlamentares envolvidos, mas recuou após negociações com a bancada do PL.

A oposição liberou o plenário ainda na noite de quarta-feira, após promessa de avanço na tramitação de dois projetos considerados prioritários pela base bolsonarista.

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(Foto: Divulgação)

Segundo o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), o acordo com Hugo Motta incluiu o compromisso de pautar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue o foro privilegiado, além do projeto de anistia aos presos e investigados pelos atos de 8 de Janeiro de 2023.

Na próxima semana, abriremos os trabalhos dessa Casa pautando a mudança do foro privilegiado para tirar a chantagem que muitos parlamentares, deputados e senadores, vêm sofrendo por parte de alguns ministros do STF. Junto com o fim do foro, pautaremos a anistia dos presos políticos”, declarou Sóstenes.

 


Saiba mais:


O projeto da anistia visa perdoar todos os acusados, condenados ou não, pela tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, enquanto a PEC do foro privilegiado busca acabar com o chamado “foro eterno”. Atualmente, decisões do STF têm permitido que ex-autoridades permaneçam com foro mesmo após deixarem os cargos, o que beneficia diretamente Jair Bolsonaro, mantendo seus processos longe da Justiça de 1ª Instância.

Hugo Mottta - presidente da Câmara dos deputados
(Foto: Reprodução/Internet)

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Ingrid Formoso
Ingrid Formoso
Jornalista , há mais de 10 anos, já passou pela assessoria de vários orgãos públicos do Estado, foi produtora de tv e rádio e agora é editora chefe do Portal que mais cresce no Amazonas.

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