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Inserções de rádios: Servidor muda versão; ministro diz que se arrepende de entrevista

Servidor exonerado do TSE falou hoje de fiscalizar ordens de suspensão; Faria se arrepende de controvérsia após entrevista sobre inserções.

Alexandre Gomes Machado, servidor exonerado da função de confiança no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mudou sua versão sobre os alertas que fez à Corte sobre problemas de fiscalização das inserções de propagandas eleitorais nas rádios – problema apontado esta semana pela campanha do presidente Jair Bolsonaro. A denúncia de Machado foi uma das que motivou auditoria feita pela campanha de Bolsonaro que levantou dados sobre inserções de propaganda do presidente que não teriam sido veiculadas em rádios de regiões Norte e Nordeste do Brasil.

Hoje, Machado afirmou que após as eleições de 2018, o TSE deveria criar modos de fiscalizar ordens de suspensão de inserções. Ele disse:

“Eu alertei que o TSE deveria criar alguma maneira para saber se as decisões de suspensão das inserções seriam cumpridas considerando o poder de polícia da Justiça Eleitoral”.


Leia mais:

Bolsonaro anuncia que recorrerá ao STF após decisão sobre inserções em rádios

TSE nega pedido de Bolsonaro para investigar inserções em rádios


Machado foi exonerado pelo ministro do TSE Alexandre de Moraes por “motivação política” e “indicações de reiteradas práticas de assédio moral”. Um processo administrativo foi aberto para apurar a conduta do funcionário. Ele prestou depoimento à Polícia Federal na terça, 25, quando disse que teria sido exonerado por apontar falhas na fiscalização e acompanhamento de veiculação de inserções de propaganda eleitoral. Mas pesam sobre o ex-servidor indicações de práticas de assédio moral, inclusive de motivação política.

Em paralelo a isto, hoje o ministro das Comunicações Fábio Faria afirmou que se arrepende de ter dado entrevista coletiva que denunciou a situação das inserções de rádios na segunda, 24, no Palácio da Alvorada. Faria disse que por causa da divulgação das inserções, setores bolsonaristas tentaram pressionar o TSE para adiar as eleições. Ele afirmou:

“Eu fiquei imediatamente contra isso. Fui o primeiro a repudiar. Isso prejudicaria o presidente Bolsonaro.

Me arrependi profundamente de ter participado daquela entrevista coletiva. Se eu soubesse que iria escalar, eu não teria entrado no assunto”.

Faria também disse que conversou com os ministros do TSE, que ficaram contrariados com a atitude, e que o episódio foi esclarecido.

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Alexandre Gomes Machado, servidor exonerado da função de confiança no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mudou sua versão sobre os alertas que fez à Corte sobre problemas de fiscalização das inserções de propagandas eleitorais nas rádios – problema apontado esta semana pela campanha do presidente Jair Bolsonaro. A denúncia de Machado foi uma das que motivou auditoria feita pela campanha de Bolsonaro que levantou dados sobre inserções de propaganda do presidente que não teriam sido veiculadas em rádios de regiões Norte e Nordeste do Brasil.

Hoje, Machado afirmou que após as eleições de 2018, o TSE deveria criar modos de fiscalizar ordens de suspensão de inserções. Ele disse:

“Eu alertei que o TSE deveria criar alguma maneira para saber se as decisões de suspensão das inserções seriam cumpridas considerando o poder de polícia da Justiça Eleitoral”.


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Em paralelo a isto, hoje o ministro das Comunicações Fábio Faria afirmou que se arrepende de ter dado entrevista coletiva que denunciou a situação das inserções de rádios na segunda, 24, no Palácio da Alvorada. Faria disse que por causa da divulgação das inserções, setores bolsonaristas tentaram pressionar o TSE para adiar as eleições. Ele afirmou:

“Eu fiquei imediatamente contra isso. Fui o primeiro a repudiar. Isso prejudicaria o presidente Bolsonaro.

Me arrependi profundamente de ter participado daquela entrevista coletiva. Se eu soubesse que iria escalar, eu não teria entrado no assunto”.

Faria também disse que conversou com os ministros do TSE, que ficaram contrariados com a atitude, e que o episódio foi esclarecido.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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