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Juscelino Filho pede demissão após ser denunciado pela PGR

A decisão foi selada durante um almoço ocorrido nesta terça-feira (8/4), em Brasília

O ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil), pediu demissão do cargo após ter sido denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por suspeita de envolvimento no desvio de emendas parlamentares. A saída foi acertada em reunião com lideranças do União Brasil e integrantes do governo federal.

Segundo apuração do Portal Metrópoles, a decisão foi selada durante um almoço ocorrido nesta terça-feira (8/4), em Brasília, na residência do presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda. O encontro contou com a presença da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), e de outras lideranças da legenda, incluindo o deputado Pedro Lucas Fernandes (MA), atual líder do partido na Câmara.

O almoço já estava agendado antes da divulgação da denúncia contra Juscelino pela imprensa, mas o tema dominou a conversa. De acordo com relatos, Gleisi indicou que o governo preferia que o ministro tomasse a iniciativa de deixar o cargo, evitando que o presidente Lula tivesse que demiti-lo diretamente.


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Após a sinalização do governo, lideranças do União Brasil reuniram-se separadamente e decidiram orientar Juscelino a apresentar sua carta de demissão. A avaliação interna foi de que sua permanência no ministério agravaria sua exposição diante das investigações em curso. O argumento para a saída seria a necessidade de “preservação” política e institucional.

A expectativa é que a carta de demissão seja entregue ainda nesta terça-feira. O substituto de Juscelino deverá ser indicado pelo próprio União Brasil, que continuará responsável pela pasta. Um dos nomes cotados para assumir o cargo é o do deputado Pedro Lucas Fernandes, que recentemente integrou a comitiva presidencial em viagem ao Japão e ao Vietnã.

Em carta enviada diretamente ao presidente Lula, Juscelino oficializou sua demissão. Leia a carta na íntegra:

Carta aberta

Hoje tomei uma das decisões mais difíceis da minha trajetória pública. Solicitei ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva meu desligamento do cargo de ministro das Comunicações. Não o fiz por falta de compromisso, muito pelo contrário. Saio por acreditar que, neste momento, o mais importante é proteger o projeto de país que ajudamos a construir e em que sigo acreditando.

Nos últimos dois anos e quatro meses, vivi a missão mais desafiadora — e, ao mesmo tempo, mais bonita — da minha vida pública: ajudar a conectar os brasileiros e unir o Brasil. Trabalhar por um país onde a inclusão digital não seja privilégio, mas direito. Levar internet onde antes só havia isolamento. Criar oportunidades onde só havia ausência do Estado.

Tive o apoio incondicional do presidente Lula. Um líder a quem admiro profundamente e que sempre me garantiu liberdade e respaldo para trabalhar com autonomia e coragem. Nunca tive apego ao cargo, mas sempre tive paixão pela possibilidade de transformar a vida das pessoas — especialmente das que mais precisam.

A decisão de sair agora também é um gesto de respeito ao governo e ao povo brasileiro. Preciso me dedicar à minha defesa, com serenidade e firmeza, porque sei que a verdade há de prevalecer. As acusações que me atingem são infundadas, e confio plenamente nas instituições do nosso país, especialmente no Supremo Tribunal Federal, para que isso fique claro. A justiça virá!

Retomarei meu mandato de deputado federal pelo Maranhão, de onde seguirei lutando pelo Brasil. Com o mesmo compromisso, a mesma energia e ainda mais fé.

Saio do Ministério com a cabeça erguida e o sentimento de dever cumprido. O Brasil está em outro patamar. Estamos levando banda larga a 138 mil escolas, destravamos o Fust – que estava parado há mais de duas décadas – para investimento de mais de R$ 3 bilhões em projetos de inclusão digital, entregamos mais de 56 mil computadores em comunidades carentes, estamos conectando a Amazônia com 12 mil km de fibra óptica submersa e deixamos pronta a TV 3.0, que vai revolucionar a televisão aberta no país.

É esse legado que deixo. E é com ele que sigo, de pé, lutando por justiça, pela democracia e pelo povo brasileiro.

Meu agradecimento a toda a minha equipe, ao presidente Lula, mais uma vez, ao meu partido União Brasil e, em especial, ao povo do Maranhão que me escolheu para ser seu representante na vida pública. Me orgulha muito ser maranhense e poder ter contribuído com meu Estado e meu País.

Juscelino Filho

(*)Matéria atualizada em 08/04/2025 as 19h04

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O ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil), pediu demissão do cargo após ter sido denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por suspeita de envolvimento no desvio de emendas parlamentares. A saída foi acertada em reunião com lideranças do União Brasil e integrantes do governo federal.

Segundo apuração do Portal Metrópoles, a decisão foi selada durante um almoço ocorrido nesta terça-feira (8/4), em Brasília, na residência do presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda. O encontro contou com a presença da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), e de outras lideranças da legenda, incluindo o deputado Pedro Lucas Fernandes (MA), atual líder do partido na Câmara.

O almoço já estava agendado antes da divulgação da denúncia contra Juscelino pela imprensa, mas o tema dominou a conversa. De acordo com relatos, Gleisi indicou que o governo preferia que o ministro tomasse a iniciativa de deixar o cargo, evitando que o presidente Lula tivesse que demiti-lo diretamente.


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A expectativa é que a carta de demissão seja entregue ainda nesta terça-feira. O substituto de Juscelino deverá ser indicado pelo próprio União Brasil, que continuará responsável pela pasta. Um dos nomes cotados para assumir o cargo é o do deputado Pedro Lucas Fernandes, que recentemente integrou a comitiva presidencial em viagem ao Japão e ao Vietnã.

Em carta enviada diretamente ao presidente Lula, Juscelino oficializou sua demissão. Leia a carta na íntegra:

Carta aberta

Hoje tomei uma das decisões mais difíceis da minha trajetória pública. Solicitei ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva meu desligamento do cargo de ministro das Comunicações. Não o fiz por falta de compromisso, muito pelo contrário. Saio por acreditar que, neste momento, o mais importante é proteger o projeto de país que ajudamos a construir e em que sigo acreditando.

Nos últimos dois anos e quatro meses, vivi a missão mais desafiadora — e, ao mesmo tempo, mais bonita — da minha vida pública: ajudar a conectar os brasileiros e unir o Brasil. Trabalhar por um país onde a inclusão digital não seja privilégio, mas direito. Levar internet onde antes só havia isolamento. Criar oportunidades onde só havia ausência do Estado.

Tive o apoio incondicional do presidente Lula. Um líder a quem admiro profundamente e que sempre me garantiu liberdade e respaldo para trabalhar com autonomia e coragem. Nunca tive apego ao cargo, mas sempre tive paixão pela possibilidade de transformar a vida das pessoas — especialmente das que mais precisam.

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Retomarei meu mandato de deputado federal pelo Maranhão, de onde seguirei lutando pelo Brasil. Com o mesmo compromisso, a mesma energia e ainda mais fé.

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