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Lula almoça com ministros do União Brasil em meio à saída do partido da base governista

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) almoça nesta quarta-feira (3/9) com ministros do União Brasil, em um encontro marcado antes do anúncio da saída oficial da sigla da base do governo, mas que ganha novos contornos diante da decisão partidária.

Entre os convidados estão o ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil); o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, indicado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil); o ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, também apadrinhado por Alcolumbre; além do próprio presidente do Senado.

O compromisso estava inicialmente agendado para a terça-feira (2), mas precisou ser adiado em razão da viagem de Lula a São Paulo, onde participou do funeral do jornalista Mino Carta. No Palácio do Planalto, auxiliares afirmam que o encontro faz parte de uma série de almoços com lideranças partidárias e ministros. O presidente já recebeu representantes do Republicanos, PT, PSD e MDB nesse mesmo formato.

Diferentemente das reuniões anteriores, o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, não consta entre os participantes. Em encontros anteriores, os dirigentes partidários sempre estiveram presentes.


Leia mais:


União Brasil e PP deixam a base do governo

Na terça-feira (2), o União Brasil e o PP anunciaram oficialmente a saída da base governista. A decisão afeta diretamente ministros que ocupam cargos por meio das duas legendas, entre eles Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esporte).

No comunicado conjunto, a federação que une os dois partidos determinou que todos os filiados deixem os cargos ocupados no governo. O texto ainda ressalta que, em caso de descumprimento, haverá afastamento imediato e, se a permanência persistir, serão aplicadas punições disciplinares previstas no estatuto.

O principal atingido pela determinação é Celso Sabino, único ministro filiado ao União Brasil. Já Waldez Góes e Frederico Filho, embora indicados por Davi Alcolumbre, não têm filiação à sigla e, por isso, não seriam obrigados a entregar seus cargos. Mesmo assim, todos manifestaram interesse em permanecer nas funções.

O prazo para renúncia dos filiados deve ser definido ainda nesta quarta-feira (3), após reunião interna do União Brasil.

Cenário político no Congresso

A federação União Progressista (UPb), formada pelo PP e União Brasil, conta com a maior bancada no Legislativo, somando 109 deputados e 14 senadores. Com a decisão, a tendência é de maior alinhamento da federação com a oposição ao governo Lula.

Além dos ministérios, o PP mantém influência em órgãos estratégicos, como a presidência da Caixa Econômica Federal, atualmente ocupada por Carlos Vieira, indicado por Arthur Lira (PP-AL). O União Brasil também detém espaços relevantes, como diretorias na Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba).

No caso do ministro Waldez Góes, indicado pessoalmente por Alcolumbre, a avaliação do governo é que não há motivo para sua saída, mesmo diante do desembarque dos partidos da base.

 

 

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) almoça nesta quarta-feira (3/9) com ministros do União Brasil, em um encontro marcado antes do anúncio da saída oficial da sigla da base do governo, mas que ganha novos contornos diante da decisão partidária.

Entre os convidados estão o ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil); o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, indicado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil); o ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, também apadrinhado por Alcolumbre; além do próprio presidente do Senado.

O compromisso estava inicialmente agendado para a terça-feira (2), mas precisou ser adiado em razão da viagem de Lula a São Paulo, onde participou do funeral do jornalista Mino Carta. No Palácio do Planalto, auxiliares afirmam que o encontro faz parte de uma série de almoços com lideranças partidárias e ministros. O presidente já recebeu representantes do Republicanos, PT, PSD e MDB nesse mesmo formato.

Diferentemente das reuniões anteriores, o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, não consta entre os participantes. Em encontros anteriores, os dirigentes partidários sempre estiveram presentes.


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No comunicado conjunto, a federação que une os dois partidos determinou que todos os filiados deixem os cargos ocupados no governo. O texto ainda ressalta que, em caso de descumprimento, haverá afastamento imediato e, se a permanência persistir, serão aplicadas punições disciplinares previstas no estatuto.

O principal atingido pela determinação é Celso Sabino, único ministro filiado ao União Brasil. Já Waldez Góes e Frederico Filho, embora indicados por Davi Alcolumbre, não têm filiação à sigla e, por isso, não seriam obrigados a entregar seus cargos. Mesmo assim, todos manifestaram interesse em permanecer nas funções.

O prazo para renúncia dos filiados deve ser definido ainda nesta quarta-feira (3), após reunião interna do União Brasil.

Cenário político no Congresso

A federação União Progressista (UPb), formada pelo PP e União Brasil, conta com a maior bancada no Legislativo, somando 109 deputados e 14 senadores. Com a decisão, a tendência é de maior alinhamento da federação com a oposição ao governo Lula.

Além dos ministérios, o PP mantém influência em órgãos estratégicos, como a presidência da Caixa Econômica Federal, atualmente ocupada por Carlos Vieira, indicado por Arthur Lira (PP-AL). O União Brasil também detém espaços relevantes, como diretorias na Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba).

No caso do ministro Waldez Góes, indicado pessoalmente por Alcolumbre, a avaliação do governo é que não há motivo para sua saída, mesmo diante do desembarque dos partidos da base.

 

 

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Ingrid Formoso
Ingrid Formoso
Jornalista , há mais de 10 anos, já passou pela assessoria de vários orgãos públicos do Estado, foi produtora de tv e rádio e agora é editora chefe do Portal que mais cresce no Amazonas.

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