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Lula discursa na ONU e tenta contrapor passagens de Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volta a discursar na Organização das Nações Unidas (ONU) depois de 20 anos. E, na participação desta terça-feira (19), durante participação na Assembleia Geral, deve pedir reformas na própria instituição, cobrar mais protagonismo para os países em desenvolvimento no debate global e ressaltar a necessidade do financiamento de uma transição energética sustentável. E, ainda, fazer um contraponto às passagens do antecessor Jair Bolsonaro (PL) pela ONU.

Como é tradição no principal evento anual da diplomacia mundial, o Brasil abre, na manhã desta terça, às 10h (de Brasília), a sessão de debates entre chefes de Estado da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Esta será a oitava vez que Lula fala na abertura da Assembleia Geral da ONU como presidente do Brasil. Em suas gestões anteriores, o petista só não viajou para Nova York em 2010, quando preferiu se dedicar à campanha da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
Focado em restabelecer relações diplomáticas enfraquecidas nos últimos quatro anos, Lula busca ser um dos embaixadores do chamado Sul Global em discussões com os países desenvolvidos em questões econômicas, ambientais e geopolíticas. Contudo, não deve adotar um tom de enfrentamento com as potências.

Saiba mais:

Relatório da ONU aponta 20 milhões de brasileiros passando fome

O petista vem tentando se distanciar da postura de Bolsonaro, que usou a tribuna da ONU durante seu mandato para fazer discursos duros, com teor ideológico voltado aos brasileiros – e não aos chefes de Estado presentes –, e recheados de polêmicas.

Bolsonaro ficou marcado, nas oportunidades em que falou na ONU, por direcionar seu discurso ao “cercadinho” (como ficou conhecido o espaço ocupado por seus apoiadores no Palácio da Alvorada, em Brasília). O interesse dele era maior nos assuntos domésticos, em defesa de suas ideologias e até com cunhos eleitorais.

Lula se indispõe com tribunal internacional e volta atrás em fala sobre Putin
O Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, abre os discursos (Foto: Ricardo Stuckert/PR).

O ex-presidente sempre procurava fazer uma defesa de seu governo e de ações específicas. Já o petista, por outro lado, insiste em discutir globalmente a preservação da Amazônia e de outras florestas tropicais. E ele faz isso também no sentido de cobrar financiamento prometido pelos países ricos.

O discurso ambiental de Lula para o público externo, no entanto, tem sido considerado contraditório com ações internas. O petista, por exemplo, não se posicionou de forma contrária à exploração de petróleo na Foz do Amazonas pela Petrobras.

Discursos de Bolsonaro

No ano passado, quando Bolsonaro viajou a Nova York para sua quarta participação no evento anual da ONU, o tom crítico em relação à política internacional foi mantido, e falas que se conectavam com a campanha eleitoral contra Lula permearam o discurso.
O ex-presidente chegou a falar do preço baixo da gasolina no Brasil graças à ação de seu governo para cortar impostos estaduais e federais. A ida de “milhões de brasileiros às ruas, convocados pelo seu presidente”, para eventos cívicos e políticos em 7 de Setembro também foi citada por Bolsonaro.

Guerra da Ucrânia

Assim como Bolsonaro, Lula deverá buscar um difícil equilíbrio no discurso ao abordar a guerra imposta pela Rússia ao território ucraniano. O ex-mandatário e o atual presidente mantêm discursos de defesa da paz, mas ambos relutaram em condenar frontalmente o presidente da Rússia, Vladmir Putin, e até mesmo em aderir aos esforços liderados pelos Estados Unidos para impor sanções econômicas ao país agressor.

Bolsonaro, que visitou Putin logo antes do início da guerra, lembrava da dependência que o Brasil tem de fertilizantes importados do país russo. Já Lula depende da Rússia e da China (que também tem proximidade com os russos) em sua ambição para balancear a governança global.

*com informações do Metrópolis

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volta a discursar na Organização das Nações Unidas (ONU) depois de 20 anos. E, na participação desta terça-feira (19), durante participação na Assembleia Geral, deve pedir reformas na própria instituição, cobrar mais protagonismo para os países em desenvolvimento no debate global e ressaltar a necessidade do financiamento de uma transição energética sustentável. E, ainda, fazer um contraponto às passagens do antecessor Jair Bolsonaro (PL) pela ONU.

Como é tradição no principal evento anual da diplomacia mundial, o Brasil abre, na manhã desta terça, às 10h (de Brasília), a sessão de debates entre chefes de Estado da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Esta será a oitava vez que Lula fala na abertura da Assembleia Geral da ONU como presidente do Brasil. Em suas gestões anteriores, o petista só não viajou para Nova York em 2010, quando preferiu se dedicar à campanha da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
Focado em restabelecer relações diplomáticas enfraquecidas nos últimos quatro anos, Lula busca ser um dos embaixadores do chamado Sul Global em discussões com os países desenvolvidos em questões econômicas, ambientais e geopolíticas. Contudo, não deve adotar um tom de enfrentamento com as potências.

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O discurso ambiental de Lula para o público externo, no entanto, tem sido considerado contraditório com ações internas. O petista, por exemplo, não se posicionou de forma contrária à exploração de petróleo na Foz do Amazonas pela Petrobras.

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*com informações do Metrópolis

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