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“Não tinha uma ordem de matança, e houve matança”, ressalta Lula sobre megaoperação que deixou 121 mortos no RJ

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (4/11) que quer peritos da Polícia Federal (PF) ajudando a investigar a operação policial que deixou 121 mortos no Rio de Janeiro na semana passada, incluindo quatro policiais. Segundo ele, a ação virou uma “matança”.

A operação, realizada no dia 28 de outubro, teve como alvo o Comando Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha. Foi a mais letal já registrada no estado. Em entrevista concedida e publicada pela AP e Reuters, durante agenda em Belém (PA), Lula disse que a ordem judicial era para prisões, e não para mortes.

“A decisão do juiz era uma ordem de prisão, não tinha uma ordem de matança, e houve matança”, declarou Lula.

O presidente explicou que o governo tenta autorização para que legistas da PF participem diretamente das apurações. O assunto deve ser discutido no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (5/11). Segundo ele, ainda há muitas versões sobre o que aconteceu, e é preciso entender em que condições a operação foi feita.

“Eu acho que é importante a gente verificar em que condições a operação se deu, porque até agora nós temos uma versão contada pela policia, contada pelo governo do estado e tem gente que quer saber se tudo aquilo aconteceu do jeito que eles falam ou se teve alguma coisa mais delicada na operação”, ponderou o presidente.


Leia mais

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Na quarta-feira passada (29/10), após a ação, o governador Cláudio Castro (PL) afirmou que a operação foi “um sucesso” e que as únicas vítimas teriam sido os quatro policiais mortos em confronto.

O episódio mobilizou ministros do governo federal, que foram ao Rio para discutir o caso. Castro está em Brasília nesta terça-feira (4/11) para tratar do tema. Lula disse que, apesar de a operação ser considerada bem-sucedida por parte da população, mas foi “desastrosa” do ponto de vista do Estado.

“O dado concreto é que a operação, do ponto de vista da quantidade de mortes, as pessoas podem considerar um sucesso, mas do ponto de vista da ação do Estado, eu acho que ela foi desastrosa”.

Logo após a operação, Lula havia defendido o combate ao crime organizado, mas evitou críticas diretas ao governo do Rio. Ele também disse apoiar a PEC da Segurança Pública e o Projeto Antifacção, que estão em análise no Congresso.

Opinião pública

Uma pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (3) mostra que:

  • 85% dos entrevistados no Rio apoiam penas maiores para homicídios ligados ao crime organizado;
  • 64% aprovam a operação;
  • 72% defendem enquadrar facções como grupos terroristas.

O ministro Alexandre de Moraes mandou o governo do Rio preservar todos os materiais ligados à operação, inclusive perícias, para garantir que o Ministério Público e a Defensoria Pública tenham acesso às informações e possam acompanhar as investigações.

Moraes é relator da ADPF das Favelas, que define regras para operações policiais em comunidades do Rio.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (4/11) que quer peritos da Polícia Federal (PF) ajudando a investigar a operação policial que deixou 121 mortos no Rio de Janeiro na semana passada, incluindo quatro policiais. Segundo ele, a ação virou uma “matança”.

A operação, realizada no dia 28 de outubro, teve como alvo o Comando Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha. Foi a mais letal já registrada no estado. Em entrevista concedida e publicada pela AP e Reuters, durante agenda em Belém (PA), Lula disse que a ordem judicial era para prisões, e não para mortes.

“A decisão do juiz era uma ordem de prisão, não tinha uma ordem de matança, e houve matança”, declarou Lula.

O presidente explicou que o governo tenta autorização para que legistas da PF participem diretamente das apurações. O assunto deve ser discutido no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (5/11). Segundo ele, ainda há muitas versões sobre o que aconteceu, e é preciso entender em que condições a operação foi feita.

“Eu acho que é importante a gente verificar em que condições a operação se deu, porque até agora nós temos uma versão contada pela policia, contada pelo governo do estado e tem gente que quer saber se tudo aquilo aconteceu do jeito que eles falam ou se teve alguma coisa mais delicada na operação”, ponderou o presidente.


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O episódio mobilizou ministros do governo federal, que foram ao Rio para discutir o caso. Castro está em Brasília nesta terça-feira (4/11) para tratar do tema. Lula disse que, apesar de a operação ser considerada bem-sucedida por parte da população, mas foi “desastrosa” do ponto de vista do Estado.

“O dado concreto é que a operação, do ponto de vista da quantidade de mortes, as pessoas podem considerar um sucesso, mas do ponto de vista da ação do Estado, eu acho que ela foi desastrosa”.

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