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Lula rejeita classificação de PCC e CV como terroristas e cita 8 de Janeiro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (18), que não concorda com a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos. A declaração foi feita durante o lançamento de um plano-piloto de segurança pública no Rio de Janeiro.

Lula defendeu o enfrentamento ao crime organizado, mas contestou o enquadramento adotado pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump. Para o governo brasileiro, as facções possuem motivações principalmente econômicas, relacionadas a atividades como tráfico de drogas e armas, diferentemente de organizações terroristas movidas por objetivos políticos, ideológicos ou religiosos.


Leia mais

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“Não aceito a ideia de que as facções bandidas são terroristas, como diz o Trump. Quando o Trump fala em terrorismo, ele fala em terrorismo de Estado, não fala da luta e da briga pelo poder”, declarou Lula.

Ao abordar o tema, o presidente citou os ataques às sedes dos Três Poderes ocorridos em 8 de janeiro de 2023 e as investigações sobre uma tentativa de golpe de Estado para impedir a posse do governo eleito em 2022. Lula também mencionou as apurações sobre o plano denominado “Punhal Verde e Amarelo”, que, segundo a Polícia Federal, previa as mortes dele, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

“Quem fazia isso era o Bolsonaro, tentando dar o golpe no 8 de Janeiro. Isso é terrorismo, pensando em matar Lula, Alckmin e até o Alexandre de Moraes. Isso é terrorismo de Estado”, afirmou.

A manifestação ocorre após os Estados Unidos classificarem o PCC e o CV como organizações terroristas estrangeiras e terroristas globais. Em resposta, o governo brasileiro declarou que o país combate permanentemente as facções e milícias, mas considera que o enquadramento pode prejudicar a cooperação policial e financeira entre as duas nações.

Plano prevê integração das forças de segurança

Durante o evento, Lula defendeu maior integração entre as forças federais, estaduais e municipais para enfrentar as organizações criminosas e recuperar territórios controlados por facções e milícias.

O plano-piloto prevê compartilhamento de informações de inteligência, operações conjuntas, reforço da fiscalização nas principais rodovias e emprego de tecnologias de monitoramento. Se os resultados forem considerados positivos, a estratégia poderá ser adotada em outros estados do país.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (18), que não concorda com a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos. A declaração foi feita durante o lançamento de um plano-piloto de segurança pública no Rio de Janeiro.

Lula defendeu o enfrentamento ao crime organizado, mas contestou o enquadramento adotado pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump. Para o governo brasileiro, as facções possuem motivações principalmente econômicas, relacionadas a atividades como tráfico de drogas e armas, diferentemente de organizações terroristas movidas por objetivos políticos, ideológicos ou religiosos.


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“Quem fazia isso era o Bolsonaro, tentando dar o golpe no 8 de Janeiro. Isso é terrorismo, pensando em matar Lula, Alckmin e até o Alexandre de Moraes. Isso é terrorismo de Estado”, afirmou.

A manifestação ocorre após os Estados Unidos classificarem o PCC e o CV como organizações terroristas estrangeiras e terroristas globais. Em resposta, o governo brasileiro declarou que o país combate permanentemente as facções e milícias, mas considera que o enquadramento pode prejudicar a cooperação policial e financeira entre as duas nações.

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