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Lula tenta nova conversa com Trump e pede que EUA não interfiram nas eleições

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (14), que tenta marcar uma nova conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tratar da relação entre os dois países e, principalmente, pedir que o governo norte-americano não interfira nas eleições brasileiras de 2026.

A declaração foi dada durante entrevista aos podcasts Não Inviabilize e As Cunhãs. Lula disse que pretende ter uma conversa “tête-à-tête” com Trump para deixar claro que o Brasil não aceitará interferência estrangeira no processo eleitoral.

“Vou dizer: ‘Não se meta nos negócios do Brasil e, sobretudo, na questão da eleição’. Eu nunca me meti nas eleições dos EUA, ninguém vai se meter aqui”, afirmou.

Segundo Lula, ele já tentou telefonar para Trump, mas ainda não há data definida para uma nova conversa. O presidente afirmou que contatos entre chefes de Estado podem levar semanas para serem agendados.

“Estou tentando manter um contato com ele porque eu quero ter uma conversa olho no olho com ele”, declarou.

Lula diz que Brasil não quer confronto com os EUA

Apesar das críticas, Lula afirmou que pretende manter uma relação diplomática com os Estados Unidos e negou interesse em um confronto com o governo norte-americano, lembrando que Brasil e EUA mantêm relações diplomáticas há mais de dois séculos.

“Nós não queremos brigar com os Estados Unidos, nem com a China, nem com a Rússia, nem com a França, nem com a Inglaterra. A gente quer viver bem com todo mundo”, disse.

O presidente também afirmou que Trump o trata de maneira respeitosa e voltou a elogiar a relação pessoal que estabeleceu com o norte-americano. Lula relatou que, em um encontro anterior, os dois chegaram a brincar sobre terem 80 anos e governarem as duas maiores democracias do hemisfério.

Ao mesmo tempo, Lula criticou integrantes do governo dos EUA e afirmou que já alertou Trump sobre a atuação do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que, segundo o presidente brasileiro, “não gosta do Brasil e não gosta da América Latina”.

Eleições de 2026 entram no centro da tensão

A preocupação de Lula com uma eventual interferência externa ocorre em meio ao aumento das tensões entre Brasília e Washington e à proximidade das eleições brasileiras.

O presidente citou como exemplo a tentativa, segundo ele, de enviar representantes dos Estados Unidos ao Brasil para acompanhar questões relacionadas às urnas eletrônicas. Lula também questionou a demora para a indicação de um novo embaixador norte-americano no país e disse que não pretende acelerar a análise da nomeação antes das eleições.

“Se o embaixador dos Estados Unidos é importante no Brasil, por que eles ficaram um ano e seis meses sem mandar o embaixador para cá e querem mandar faltando 45 dias para as eleições?”, questionou.

Lula afirmou ainda que qualquer pessoa que venha ao Brasil para “dar palpite” no processo eleitoral será derrotada politicamente.

“Quem vier dar palpite na eleição aqui nesse país vai perder”, declarou.

A fala ocorre em um cenário marcado por disputas comerciais e políticas entre os dois governos. O governo brasileiro iniciou nesta semana consultas para aplicar mecanismos da Lei da Reciprocidade contra tarifas impostas pelos Estados Unidos. A medida, porém, ainda não representa a aplicação automática de novas tarifas brasileiras e tem como objetivo inicial abrir espaço para negociações.


Leia mais

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“Vou vencer os Estados Unidos pela narrativa”

Durante a entrevista, Lula também afirmou que o Brasil não precisa enfrentar os Estados Unidos militarmente para defender seus interesses. Ao mencionar a superioridade militar norte-americana, disse que o país possui como principal instrumento “a verdade”.

“Eu não tenho avião, não tenho navio, eu não quero guerra, eu quero discutir com seriedade”, afirmou.

O presidente disse ainda que pretende “vencer os Estados Unidos pela narrativa”, argumentando que as medidas comerciais adotadas por Washington contra o Brasil seriam baseadas em informações que considera falsas.

Lula citou dados de desmatamento apresentados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e afirmou que pretende mostrar essas informações a Trump como parte de sua estratégia de defesa do Brasil no cenário internacional.

Relação com Trump mistura diálogo e confronto

Apesar do discurso duro sobre uma possível interferência eleitoral, Lula afirmou que considera Trump um interlocutor com quem é possível conversar.

“Quando terminou a reunião, eu falei para o pessoal: o Trump é o melhor de todos eles. É o que conversa mais seriamente comigo”, relatou.

O presidente afirmou que quer preservar o diálogo com Washington, mas estabeleceu como limite a soberania brasileira.

 

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (14), que tenta marcar uma nova conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tratar da relação entre os dois países e, principalmente, pedir que o governo norte-americano não interfira nas eleições brasileiras de 2026.

A declaração foi dada durante entrevista aos podcasts Não Inviabilize e As Cunhãs. Lula disse que pretende ter uma conversa “tête-à-tête” com Trump para deixar claro que o Brasil não aceitará interferência estrangeira no processo eleitoral.

“Vou dizer: ‘Não se meta nos negócios do Brasil e, sobretudo, na questão da eleição’. Eu nunca me meti nas eleições dos EUA, ninguém vai se meter aqui”, afirmou.

Segundo Lula, ele já tentou telefonar para Trump, mas ainda não há data definida para uma nova conversa. O presidente afirmou que contatos entre chefes de Estado podem levar semanas para serem agendados.

“Estou tentando manter um contato com ele porque eu quero ter uma conversa olho no olho com ele”, declarou.

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Apesar das críticas, Lula afirmou que pretende manter uma relação diplomática com os Estados Unidos e negou interesse em um confronto com o governo norte-americano, lembrando que Brasil e EUA mantêm relações diplomáticas há mais de dois séculos.

“Nós não queremos brigar com os Estados Unidos, nem com a China, nem com a Rússia, nem com a França, nem com a Inglaterra. A gente quer viver bem com todo mundo”, disse.

O presidente também afirmou que Trump o trata de maneira respeitosa e voltou a elogiar a relação pessoal que estabeleceu com o norte-americano. Lula relatou que, em um encontro anterior, os dois chegaram a brincar sobre terem 80 anos e governarem as duas maiores democracias do hemisfério.

Ao mesmo tempo, Lula criticou integrantes do governo dos EUA e afirmou que já alertou Trump sobre a atuação do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que, segundo o presidente brasileiro, “não gosta do Brasil e não gosta da América Latina”.

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A preocupação de Lula com uma eventual interferência externa ocorre em meio ao aumento das tensões entre Brasília e Washington e à proximidade das eleições brasileiras.

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“Se o embaixador dos Estados Unidos é importante no Brasil, por que eles ficaram um ano e seis meses sem mandar o embaixador para cá e querem mandar faltando 45 dias para as eleições?”, questionou.

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A fala ocorre em um cenário marcado por disputas comerciais e políticas entre os dois governos. O governo brasileiro iniciou nesta semana consultas para aplicar mecanismos da Lei da Reciprocidade contra tarifas impostas pelos Estados Unidos. A medida, porém, ainda não representa a aplicação automática de novas tarifas brasileiras e tem como objetivo inicial abrir espaço para negociações.


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