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Caso Gaspar: comerciante relata pagamento de R$ 16,5 mil a jovem

Um comerciante do Rio de Janeiro prestou depoimento à Câmara dos Deputados nesta segunda-feira (10) e afirmou ter recebido R$ 16.500, em três transferências bancárias, para repassar a uma mulher que, segundo ele, seria apresentada como vítima de um suposto estupro cometido pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro.

Luiz Antônio Lopes disse que os valores foram depositados em sua conta na Caixa Econômica Federal, sacados em espécie e entregues à jovem, identificada por ele como Marcela, de 22 anos. O depoimento foi gravado pela Câmara e obtido pelo Poder360.

Depoente diz ter participado de reunião com Lindbergh

Segundo o relato de Lopes, a sequência dos fatos começou com reuniões entre Marcela e um grupo de pessoas na praça de alimentação do Shopping Jardim Guadalupe, na zona norte do Rio. Depois disso, trataram da ideia de ela usar uma identidade falsa para afirmar ter sido estuprada por Gaspar.

O comerciante afirmou que decidiu oferecer sua própria conta bancária para receber os pagamentos porque desconfiava da pessoa que receberia o dinheiro e repassaria à jovem. “Ela falou que precisava de uma conta para receber uma ajuda, um Pix. Falei: ‘Esse cara pega mais dinheiro deles e passa o que quer para você. Passa a minha conta’. Ela concordou”, declarou.


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Lopes também afirmou ter participado de uma reunião virtual na qual estariam o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), um vereador de Nova Iguaçu conhecido como Toninho da Padaria e outras pessoas.

Segundo ele, Marcela cobrou o pagamento prometido durante a reunião. “Houve um meet onde participei. Estava o próprio deputado Lindbergh Farias, uma outra pessoa que eu não sei identificar e o ex-colega dele de prefeitura, Toninho. Ela [Marcela] entrou do meu lado e falou: ‘E o meu Pix?’. Ele respondeu: ‘Já vamos fazer’. Uma pessoa vai fazer. E fez”, relatou.

O comerciante afirma que, na mesma reunião, Lindbergh orientou que o assunto não fosse comentado com outras pessoas para evitar problemas.

Gaspar já apresentou queixa-crime contra Lindbergh e Soraya

O depoimento de Lopes foi prestado em 23 de abril e posteriormente enviado ao Supremo Tribunal Federal, porque cita uma autoridade com foro por prerrogativa de função, o deputado Lindbergh Farias.

O comerciante disse estar disposto a entregar extratos bancários, comprovantes das transferências e outros documentos que sustentam seu relato. “Se eu não fizer, não estou cumprindo com a verdade”, afirmou.

O caso envolvendo Gaspar teve início em março, quando a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e o deputado Lindbergh Farias apresentaram uma notícia-crime à Polícia Federal, atribuindo ao deputado alagoano a prática de estupro de vulnerável. Os dois declararam ter recebido documentos que indicavam isso, mas não apresentaram provas.

Em resposta, Gaspar apresentou uma queixa-crime no STF e uma representação criminal na PGR e na PF contra os congressistas, afirmando que eles cometeram calúnia, denunciação caluniosa, injúria e coação no curso do processo.

O deputado também divulgou um vídeo gravado pela jovem apontada na notícia-crime como filha da adolescente que teria sido estuprada. Ela negou ser filha de Gaspar, afirmou que seu pai é primo do deputado e mostrou o que seria um teste de DNA para comprovar a paternidade.

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Luiz Antônio Lopes disse que os valores foram depositados em sua conta na Caixa Econômica Federal, sacados em espécie e entregues à jovem, identificada por ele como Marcela, de 22 anos. O depoimento foi gravado pela Câmara e obtido pelo Poder360.

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O comerciante afirma que, na mesma reunião, Lindbergh orientou que o assunto não fosse comentado com outras pessoas para evitar problemas.

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