Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Marina Silva toma posse como ministra do Meio Ambiente

Nova ministra falou sobre reestruturação do ministério e fez críticas à gestão anterior, referenciando a expressão "passar a boiada".

A deputada federal Marina Silva (Rede Sustentabilidade) foi empossada na tarde de hoje, 4 como ministra do Meio Ambiente do governo Lula. A cerimônia gerou filas ao redor do Palácio do Planalto, em Brasília, e foi a mais disputada dentre todas as solenidades de posse de ministros do novo governo.

O vice-presidente Geraldo Alckmin e a primeira-dama Janja compareceram à cerimônia. Marina foi muito aplaudida e começou seu pronunciamento agradecendo ao presidente Lula pelo convite para assumir o ministério. Depois falou sobre o cenário encontrado depois da administração anterior:

“O que vivemos nos anos passados foi um completo desrespeito pelo patrimônio socioambiental brasileiro. Boiadas se passaram num lugar onde deviam passar apenas politicas de proteção ambiental. O estrago só não foi maior porque setores da sociedade e parlamentares, servidores públicos e setores do judiciário se colocaram à frente desse processo”.


Leia mais:

Geraldo Alckmin toma posse como ministro do Desenvolvimento

Ministro do Desenvolvimento Agrário toma posse e fala do desafio da fome


A fala dela faz alusão ao ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, que foi gravado afirmando que o governo Jair Bolsonaro, à época, deveria aproveitar o momento em que o foco da sociedade e da mídia estava voltado para a pandemia de Covid-19 para mudar regras de proteção ambiental. Salles usou a expressão “passar a boiada” para mudar as normas.

Posteriormente, ela citou Bruno Pereira e Dom Phillips como símbolos do período recente de luta pela preservação da Amazônia.

Marina também falou sobre a nova estrutura do ministério, com as instituições que estarão vinculadas à pasta, e sobre a incorporação do enfrentamento à mudança climática. Ela disse:

“De 2019 para cá constatamos processo de esvaziamento e enfraquecimento dos órgãos ambientais. O Brasil, que antes expoente na esfera global, passou a ser visto como pária entre os países. Mesmo antes do convite do pres. Lula eu já me inteirava dessas questões, e já no 1º dia do mandato dele nos preparamos pata apresentar uma série de medidas, incluindo alteração do nome do ministério para Meio Ambiente e Mudança do Clima. Isso não é só retórica; a mudança climática se impõe, é o maior desafio global encarado pela humanidade, e os mais pobres são sempre os mais afetados. O Brasil não se furtará a ser uma liderança internacional nessa luta”.

A nova ministra ainda falou sobre a atenção dada aos povos tradicionais, e que será criada uma secretaria extraordinária do controle do desmatamento. Além disso, também haverá a retomada do controle do Serviço Florestal Brasileiro e da Agência Nacional de Águas (ANA); a retomada do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDam); e a mudança do nome da pasta para “Ministério do Meio Ambiente e da Mudança Climática”. Além disso, os recursos do Fundo Amazônia, retomado pelo governo Lula, também serão utilizados em ações de preservação e sustentabilidade na região.

Marina Silva foi ministra do Meio Ambiente em mandatos anteriores de Lula, entre 2003 e 2008. Foi candidata à presidência em 2010 e 2018.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

A deputada federal Marina Silva (Rede Sustentabilidade) foi empossada na tarde de hoje, 4 como ministra do Meio Ambiente do governo Lula. A cerimônia gerou filas ao redor do Palácio do Planalto, em Brasília, e foi a mais disputada dentre todas as solenidades de posse de ministros do novo governo.

O vice-presidente Geraldo Alckmin e a primeira-dama Janja compareceram à cerimônia. Marina foi muito aplaudida e começou seu pronunciamento agradecendo ao presidente Lula pelo convite para assumir o ministério. Depois falou sobre o cenário encontrado depois da administração anterior:

“O que vivemos nos anos passados foi um completo desrespeito pelo patrimônio socioambiental brasileiro. Boiadas se passaram num lugar onde deviam passar apenas politicas de proteção ambiental. O estrago só não foi maior porque setores da sociedade e parlamentares, servidores públicos e setores do judiciário se colocaram à frente desse processo”.


Leia mais:

Geraldo Alckmin toma posse como ministro do Desenvolvimento

Ministro do Desenvolvimento Agrário toma posse e fala do desafio da fome


A fala dela faz alusão ao ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, que foi gravado afirmando que o governo Jair Bolsonaro, à época, deveria aproveitar o momento em que o foco da sociedade e da mídia estava voltado para a pandemia de Covid-19 para mudar regras de proteção ambiental. Salles usou a expressão “passar a boiada” para mudar as normas.

Posteriormente, ela citou Bruno Pereira e Dom Phillips como símbolos do período recente de luta pela preservação da Amazônia.

Marina também falou sobre a nova estrutura do ministério, com as instituições que estarão vinculadas à pasta, e sobre a incorporação do enfrentamento à mudança climática. Ela disse:

“De 2019 para cá constatamos processo de esvaziamento e enfraquecimento dos órgãos ambientais. O Brasil, que antes expoente na esfera global, passou a ser visto como pária entre os países. Mesmo antes do convite do pres. Lula eu já me inteirava dessas questões, e já no 1º dia do mandato dele nos preparamos pata apresentar uma série de medidas, incluindo alteração do nome do ministério para Meio Ambiente e Mudança do Clima. Isso não é só retórica; a mudança climática se impõe, é o maior desafio global encarado pela humanidade, e os mais pobres são sempre os mais afetados. O Brasil não se furtará a ser uma liderança internacional nessa luta”.

A nova ministra ainda falou sobre a atenção dada aos povos tradicionais, e que será criada uma secretaria extraordinária do controle do desmatamento. Além disso, também haverá a retomada do controle do Serviço Florestal Brasileiro e da Agência Nacional de Águas (ANA); a retomada do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDam); e a mudança do nome da pasta para “Ministério do Meio Ambiente e da Mudança Climática”. Além disso, os recursos do Fundo Amazônia, retomado pelo governo Lula, também serão utilizados em ações de preservação e sustentabilidade na região.

Marina Silva foi ministra do Meio Ambiente em mandatos anteriores de Lula, entre 2003 e 2008. Foi candidata à presidência em 2010 e 2018.

- Publicidade -[adrotate group="9"]
Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

Mais lidas

Brasil deixa plenário da ONU durante discurso de Netanyahu

A delegação do Brasil deixou o plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York, no momento em que o primeiro-ministro...

Defesa de Bolsonaro desiste de pedir suspensão de pena duas horas após pedido

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro desistiu, nesta quinta-feira (24/9), do pedido de suspensão da pena de 27 anos e 3 meses de prisão...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Pesquisa Futura: Congresso e STF passam de 60% de desaprovação

Uma pesquisa Futura/100% Cidades divulgada nesta quinta-feira (24) mostra índices superiores a 60% de desaprovação para o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal...

Renato Junior eleva auxílio-moradia de médicos para R$ 2,5 mil

O prefeito de Manaus, Renato Junior, assinou nesta quinta-feira (24/9) o reajuste dos auxílios destinados aos médicos do Programa Mais Médicos que atuam na...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

PT pede que TSE investigue Flávio e Eduardo por suposta interferência estrangeira nas eleições

O Partido dos Trabalhadores (PT) solicitou nesta quarta-feira (23/9) que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) investigue o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e o...

Lista tríplice para a Corregedoria da Defensoria do AM é definida; veja os três nomes

A lista tríplice para a escolha do novo corregedor-geral da Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM) foi definida nesta quarta-feira (23). Os nomes de Ricardo...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Brasil deixa plenário da ONU durante discurso de Netanyahu

A delegação do Brasil deixou o plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York, no momento em que o primeiro-ministro...

Defesa de Bolsonaro desiste de pedir suspensão de pena duas horas após pedido

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro desistiu, nesta quinta-feira (24/9), do pedido de suspensão da pena de 27 anos e 3 meses de prisão...

Pesquisa Futura: Congresso e STF passam de 60% de desaprovação

Uma pesquisa Futura/100% Cidades divulgada nesta quinta-feira (24) mostra índices superiores a 60% de desaprovação para o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal...

Renato Junior eleva auxílio-moradia de médicos para R$ 2,5 mil

O prefeito de Manaus, Renato Junior, assinou nesta quinta-feira (24/9) o reajuste dos auxílios destinados aos médicos do Programa Mais Médicos que atuam na...

PT pede que TSE investigue Flávio e Eduardo por suposta interferência estrangeira nas eleições

O Partido dos Trabalhadores (PT) solicitou nesta quarta-feira (23/9) que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) investigue o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e o...

Lista tríplice para a Corregedoria da Defensoria do AM é definida; veja os três nomes

A lista tríplice para a escolha do novo corregedor-geral da Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM) foi definida nesta quarta-feira (23). Os nomes de Ricardo...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]