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Mauro Campbell assume vice-presidência do Superior Tribunal de Justiça

O ministro amazonense Mauro Campbell Marques tomou posse, na noite desta quarta-feira (19), na vice-presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), na mesma cerimônia em que Luis Felipe Salomão assumiu a presidência da Corte para o biênio 2026-2028.

A solenidade reuniu integrantes dos três Poderes e teve a presença de representantes da política e do Judiciário do Amazonas. Estiveram no evento o governador Roberto Cidade (União Brasil), o prefeito de Manaus, Renato Junior (Avante), o senador Eduardo Braga (MDB), o advogado Marco Aurélio Choy, escolhido para uma vaga de desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas, e o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Beto Simonetti, também amazonense.

A posse coloca Campbell em uma das posições da direção do STJ. Como vice-presidente da Corte, ele também passa a exercer a vice-presidência do Conselho da Justiça Federal. A função de corregedor nacional de Justiça, que ocupava desde 2024 no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), passou ao ministro Benedito Gonçalves.

Trajetória no Ministério Público e chegada ao STJ

Natural de Manaus, Mauro Campbell Marques nasceu em 1963 e formou-se em Direito pelo Centro Universitário Metodista Bennett, no Rio de Janeiro. Antes de chegar aos tribunais superiores, construiu carreira no Ministério Público do Amazonas, onde tomou posse como promotor de Justiça em 1987 e ocupou, entre outras funções, o cargo de procurador-geral de Justiça.

Também passou pela administração pública estadual, como secretário de Justiça e secretário de Segurança Pública do Amazonas entre 1992 e 1994, no segundo governo de Gilberto Mestrinho.

Campbell chegou ao STJ em 2008, indicado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando exercia o cargo de procurador-geral de Justiça do Amazonas. Desde então, ocupou funções na estrutura do tribunal e também exerceu atribuições no Tribunal Superior Eleitoral. Em 2022, assumiu a direção-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados.

Um amazonense no centro do Judiciário

A chegada à vice-presidência do STJ recoloca um nome do Amazonas no centro do Judiciário brasileiro. Desde Francisco Manoel Xavier de Albuquerque, ministro do Supremo Tribunal Federal que presidiu a Corte entre 1981 e 1983, um amazonense não ocupava posição equivalente na direção de um dos tribunais superiores. Xavier de Albuquerque nasceu em Manaus, formou-se pela Faculdade de Direito do Amazonas e chegou à presidência do STF após passar pela vice-presidência.

A vice-presidência do STJ também funciona, na prática, como etapa anterior à presidência da Corte. Foi assim com o próprio Salomão, que agora assume a presidência depois de exercer a vice-presidência, e com Antonio Herman Benjamin, que ocupou a vice-presidência antes de assumir o comando do tribunal. A eleição de Salomão e Campbell para a direção do STJ ocorreu por unanimidade para o período 2026-2028.

Articulações no Judiciário amazonense

No Amazonas, a ascensão de Campbell ao segundo posto da direção do STJ ocorre depois de uma sequência de movimentos que ampliaram sua presença nas decisões relacionadas ao Judiciário estadual. Nos bastidores do Tribunal de Justiça do Amazonas, seu nome é apontado como referência nas articulações envolvendo a composição da Corte.

A ele é atribuída influência na escolha de Vânia Marques Marinho, sua irmã, para a vaga destinada ao Ministério Público pelo Quinto Constitucional. Vânia foi escolhida pelo Pleno do TJAM em 2021 e posteriormente nomeada para o cargo pelo então governador Wilson Lima (União Brasil).

Também há, no meio jurídico amazonense, a atribuição a Campbell de participação nos bastidores da escolha de Marco Aurélio Choy para a vaga destinada à advocacia, em um longo processo que terminou com a nomeação de Choy pelo governador Roberto Cidade. Formalmente, porém, o processo seguiu o rito do Quinto: o Tribunal de Justiça formou a lista tríplice com Grace Benayon, Choy e Carlos Alberto Ramos Filho, e o governador escolheu Choy para o cargo.

Últimos atos na Corregedoria Nacional

No último dia de Campbell como corregedor nacional de Justiça, outra decisão atingiu diretamente o Tribunal de Justiça do Amazonas. O CNJ autorizou, com condicionantes, a proposta de ampliação da Corte de 26 para 34 desembargadores. O ato prevê oito novos cargos, além de estrutura para os novos gabinetes. A medida ainda depende da aprovação do Tribunal Pleno do TJAM e, posteriormente, de tramitação na Assembleia Legislativa do Amazonas.

A gestão de Campbell na Corregedoria também terminou com medidas disciplinares no Judiciário amazonense. Na véspera da posse no STJ, ele determinou o afastamento de três juízes do TJAM em processos que envolviam, entre outros pontos, demora na tramitação de ações e problemas de gestão processual.

A posse em Brasília, portanto, marca uma mudança de função para Campbell, mas não reduz sua presença no cenário jurídico do Amazonas. O ministro deixa a Corregedoria Nacional de Justiça para assumir a vice-presidência do STJ e passa a ocupar uma posição que, seguindo a sucessão recente da Corte, pode colocá-lo no caminho da presidência do tribunal.

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O ministro amazonense Mauro Campbell Marques tomou posse, na noite desta quarta-feira (19), na vice-presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), na mesma cerimônia em que Luis Felipe Salomão assumiu a presidência da Corte para o biênio 2026-2028.

A solenidade reuniu integrantes dos três Poderes e teve a presença de representantes da política e do Judiciário do Amazonas. Estiveram no evento o governador Roberto Cidade (União Brasil), o prefeito de Manaus, Renato Junior (Avante), o senador Eduardo Braga (MDB), o advogado Marco Aurélio Choy, escolhido para uma vaga de desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas, e o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Beto Simonetti, também amazonense.

A posse coloca Campbell em uma das posições da direção do STJ. Como vice-presidente da Corte, ele também passa a exercer a vice-presidência do Conselho da Justiça Federal. A função de corregedor nacional de Justiça, que ocupava desde 2024 no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), passou ao ministro Benedito Gonçalves.

Trajetória no Ministério Público e chegada ao STJ

Natural de Manaus, Mauro Campbell Marques nasceu em 1963 e formou-se em Direito pelo Centro Universitário Metodista Bennett, no Rio de Janeiro. Antes de chegar aos tribunais superiores, construiu carreira no Ministério Público do Amazonas, onde tomou posse como promotor de Justiça em 1987 e ocupou, entre outras funções, o cargo de procurador-geral de Justiça.

Também passou pela administração pública estadual, como secretário de Justiça e secretário de Segurança Pública do Amazonas entre 1992 e 1994, no segundo governo de Gilberto Mestrinho.

Campbell chegou ao STJ em 2008, indicado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando exercia o cargo de procurador-geral de Justiça do Amazonas. Desde então, ocupou funções na estrutura do tribunal e também exerceu atribuições no Tribunal Superior Eleitoral. Em 2022, assumiu a direção-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados.

Um amazonense no centro do Judiciário

A chegada à vice-presidência do STJ recoloca um nome do Amazonas no centro do Judiciário brasileiro. Desde Francisco Manoel Xavier de Albuquerque, ministro do Supremo Tribunal Federal que presidiu a Corte entre 1981 e 1983, um amazonense não ocupava posição equivalente na direção de um dos tribunais superiores. Xavier de Albuquerque nasceu em Manaus, formou-se pela Faculdade de Direito do Amazonas e chegou à presidência do STF após passar pela vice-presidência.

A vice-presidência do STJ também funciona, na prática, como etapa anterior à presidência da Corte. Foi assim com o próprio Salomão, que agora assume a presidência depois de exercer a vice-presidência, e com Antonio Herman Benjamin, que ocupou a vice-presidência antes de assumir o comando do tribunal. A eleição de Salomão e Campbell para a direção do STJ ocorreu por unanimidade para o período 2026-2028.

Articulações no Judiciário amazonense

No Amazonas, a ascensão de Campbell ao segundo posto da direção do STJ ocorre depois de uma sequência de movimentos que ampliaram sua presença nas decisões relacionadas ao Judiciário estadual. Nos bastidores do Tribunal de Justiça do Amazonas, seu nome é apontado como referência nas articulações envolvendo a composição da Corte.

A ele é atribuída influência na escolha de Vânia Marques Marinho, sua irmã, para a vaga destinada ao Ministério Público pelo Quinto Constitucional. Vânia foi escolhida pelo Pleno do TJAM em 2021 e posteriormente nomeada para o cargo pelo então governador Wilson Lima (União Brasil).

Também há, no meio jurídico amazonense, a atribuição a Campbell de participação nos bastidores da escolha de Marco Aurélio Choy para a vaga destinada à advocacia, em um longo processo que terminou com a nomeação de Choy pelo governador Roberto Cidade. Formalmente, porém, o processo seguiu o rito do Quinto: o Tribunal de Justiça formou a lista tríplice com Grace Benayon, Choy e Carlos Alberto Ramos Filho, e o governador escolheu Choy para o cargo.

Últimos atos na Corregedoria Nacional

No último dia de Campbell como corregedor nacional de Justiça, outra decisão atingiu diretamente o Tribunal de Justiça do Amazonas. O CNJ autorizou, com condicionantes, a proposta de ampliação da Corte de 26 para 34 desembargadores. O ato prevê oito novos cargos, além de estrutura para os novos gabinetes. A medida ainda depende da aprovação do Tribunal Pleno do TJAM e, posteriormente, de tramitação na Assembleia Legislativa do Amazonas.

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