Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Senado retoma debate sobre mineração em terras indígenas e prepara nova legislação

O Senado Federal retomou as discussões sobre a exploração mineral em terras indígenas e deu início à elaboração de uma nova legislação sobre o tema. O Grupo de Trabalho (GT) responsável pelo assunto foi criado por ato do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), e já aprovou seu plano de trabalho.

Sob a presidência da senadora Tereza Cristina (PP-MS) e relatoria do senador Rogério Carvalho (PT-SE), o GT pretende ouvir especialistas, representantes do governo federal e, principalmente, os povos indígenas diretamente afetados pela atividade.

Tereza Cristina afirmou que a nova legislação precisa ser “moderna e equilibrada”, capaz de conciliar o desenvolvimento econômico com a proteção ambiental e dos direitos indígenas.

“Estamos abertos ao bom debate para chegar a uma regulamentação que aproveite a riqueza do nosso subsolo. O Brasil tem um potencial enorme em minerais raros, mas ainda pouco pesquisado. Essa comissão tem um dever importante, não só para os indígenas, mas para toda a sociedade brasileira”, destacou a senadora.


Saiba mais: 

Lula sanciona lei que cria o Dia Nacional da Proteção de Dados

Comandante Dan propõe reconhecer Hino do Amazonas como Patrimônio Cultural Imaterial


Rogério Carvalho lembrou que o tema vem sendo debatido há décadas no Congresso, com projetos arquivados desde os anos 1990, como o PL 1.610/1996, de autoria do então senador Romero Jucá, e o PL 191/2020, apresentado durante o governo Jair Bolsonaro e posteriormente retirados pela gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o relator, a falta de uma regulamentação clara levou o assunto à judicialização, e o Congresso agora tem a oportunidade de retomar o protagonismo.

“O Congresso Nacional não pode mais se eximir de debater esse tema, sob pena de o Judiciário definir critérios sem a devida participação democrática”, afirmou. Ele ainda alertou para a necessidade de evitar “erros e tragédias”, como os impactos sofridos pelos povos Yanomami.

O Grupo de Trabalho funcionará por 180 dias e prevê a realização de seis audiências públicas, além de diligências em campo. Devem participar das discussões representantes da Agência Nacional de Mineração (ANM), Ministério de Minas e Energia (MME), Funai, Ibama, Ibram, Advocacia-Geral da União (AGU) e especialistas em direito minerário e em povos indígenas.

O primeiro requerimento aprovado, de autoria de Tereza Cristina, convidou o ex-deputado Aldo Rebelo, o ex-advogado-geral da União Luiz Inácio Adams e representantes do Ibram para participar de uma das audiências.

Além das audiências em Brasília, os senadores devem realizar visitas técnicas a áreas com exploração mineral, regular ou irregular, em territórios indígenas ou próximos a eles, para avaliar impactos socioambientais, econômicos e de fiscalização.

Com isso, o Senado pretende abrir caminho para uma nova proposta de regulamentação que, segundo os parlamentares, equilibre desenvolvimento, soberania e respeito aos direitos dos povos originários.

*Com informações de Agência Senado.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O Senado Federal retomou as discussões sobre a exploração mineral em terras indígenas e deu início à elaboração de uma nova legislação sobre o tema. O Grupo de Trabalho (GT) responsável pelo assunto foi criado por ato do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), e já aprovou seu plano de trabalho.

Sob a presidência da senadora Tereza Cristina (PP-MS) e relatoria do senador Rogério Carvalho (PT-SE), o GT pretende ouvir especialistas, representantes do governo federal e, principalmente, os povos indígenas diretamente afetados pela atividade.

Tereza Cristina afirmou que a nova legislação precisa ser “moderna e equilibrada”, capaz de conciliar o desenvolvimento econômico com a proteção ambiental e dos direitos indígenas.

“Estamos abertos ao bom debate para chegar a uma regulamentação que aproveite a riqueza do nosso subsolo. O Brasil tem um potencial enorme em minerais raros, mas ainda pouco pesquisado. Essa comissão tem um dever importante, não só para os indígenas, mas para toda a sociedade brasileira”, destacou a senadora.


Saiba mais: 

Lula sanciona lei que cria o Dia Nacional da Proteção de Dados

Comandante Dan propõe reconhecer Hino do Amazonas como Patrimônio Cultural Imaterial


Rogério Carvalho lembrou que o tema vem sendo debatido há décadas no Congresso, com projetos arquivados desde os anos 1990, como o PL 1.610/1996, de autoria do então senador Romero Jucá, e o PL 191/2020, apresentado durante o governo Jair Bolsonaro e posteriormente retirados pela gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o relator, a falta de uma regulamentação clara levou o assunto à judicialização, e o Congresso agora tem a oportunidade de retomar o protagonismo.

“O Congresso Nacional não pode mais se eximir de debater esse tema, sob pena de o Judiciário definir critérios sem a devida participação democrática”, afirmou. Ele ainda alertou para a necessidade de evitar “erros e tragédias”, como os impactos sofridos pelos povos Yanomami.

O Grupo de Trabalho funcionará por 180 dias e prevê a realização de seis audiências públicas, além de diligências em campo. Devem participar das discussões representantes da Agência Nacional de Mineração (ANM), Ministério de Minas e Energia (MME), Funai, Ibama, Ibram, Advocacia-Geral da União (AGU) e especialistas em direito minerário e em povos indígenas.

O primeiro requerimento aprovado, de autoria de Tereza Cristina, convidou o ex-deputado Aldo Rebelo, o ex-advogado-geral da União Luiz Inácio Adams e representantes do Ibram para participar de uma das audiências.

Além das audiências em Brasília, os senadores devem realizar visitas técnicas a áreas com exploração mineral, regular ou irregular, em territórios indígenas ou próximos a eles, para avaliar impactos socioambientais, econômicos e de fiscalização.

Com isso, o Senado pretende abrir caminho para uma nova proposta de regulamentação que, segundo os parlamentares, equilibre desenvolvimento, soberania e respeito aos direitos dos povos originários.

*Com informações de Agência Senado.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Marcel Alexandre defende hospitais de referência no interior e diz que fé orienta decisões políticas

O ex-vereador de Manaus e candidato a deputado estadual Marcel Alexandre (União Brasil) afirmou, em entrevista à Rede Onda Digital nesta quarta-feira (23), que...

PF adia novamente depoimento de Vorcaro sobre ‘A Turma’

A Polícia Federal (PF) adiou novamente o depoimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que estava marcado para o dia 30 de...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Câmara de Manaus aprova ampliação do cadastro reserva dos concursos públicos

O Projeto de Lei nº 533/2026, de autoria do vereador Gilmar Nascimento (Avante), foi aprovado pela Câmara Municipal de Manaus e propõe mudanças na...

Bandeiras dos 62 municípios podem ganhar status de patrimônio cultural no Amazonas

As bandeiras dos 62 municípios do Amazonas podem passar a ser reconhecidas oficialmente como parte do Patrimônio Cultural e Histórico de Natureza Imaterial do...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

TSE pode mudar regra e evitar cassação de mulher eleita por fraude de outros candidatos

A discussão envolve recursos relacionados às eleições de 2022 no Amapá, em uma chapa do Podemos para deputado federal. Segundo o TSE, três candidatas...

AtlasIntel: Cármen Lúcia é única do STF bem avaliada

Uma pesquisa da AtlasIntel, realizada em parceria com o Estadão, aponta que a ministra Cármen Lúcia é a única integrante do Supremo Tribunal Federal...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Marcel Alexandre defende hospitais de referência no interior e diz que fé orienta decisões políticas

O ex-vereador de Manaus e candidato a deputado estadual Marcel Alexandre (União Brasil) afirmou, em entrevista à Rede Onda Digital nesta quarta-feira (23), que...

PF adia novamente depoimento de Vorcaro sobre ‘A Turma’

A Polícia Federal (PF) adiou novamente o depoimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que estava marcado para o dia 30 de...

Câmara de Manaus aprova ampliação do cadastro reserva dos concursos públicos

O Projeto de Lei nº 533/2026, de autoria do vereador Gilmar Nascimento (Avante), foi aprovado pela Câmara Municipal de Manaus e propõe mudanças na...

Bandeiras dos 62 municípios podem ganhar status de patrimônio cultural no Amazonas

As bandeiras dos 62 municípios do Amazonas podem passar a ser reconhecidas oficialmente como parte do Patrimônio Cultural e Histórico de Natureza Imaterial do...

TSE pode mudar regra e evitar cassação de mulher eleita por fraude de outros candidatos

A discussão envolve recursos relacionados às eleições de 2022 no Amapá, em uma chapa do Podemos para deputado federal. Segundo o TSE, três candidatas...

AtlasIntel: Cármen Lúcia é única do STF bem avaliada

Uma pesquisa da AtlasIntel, realizada em parceria com o Estadão, aponta que a ministra Cármen Lúcia é a única integrante do Supremo Tribunal Federal...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]