Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Moraes será relator de ação do governo que tenta restabelecer decreto do IOF suspenso pelo Congresso

O pedido foi encaminhado à Corte pela Advocacia-Geral da União (AGU) ainda nesta terça-feira (1º/7)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foi designado relator da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) protocolada pelo governo federal para reverter a decisão do Congresso Nacional que anulou o decreto presidencial que aumentava as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

O pedido foi encaminhado à Corte pela Advocacia-Geral da União (AGU) ainda nesta terça-feira (1º/7), com solicitação expressa para que Moraes assumisse a relatoria, já que ele já analisa ação semelhante apresentada pelo PSOL, que também questiona a atuação do Congresso nesse caso. Enquanto o partido alega inconstitucionalidade na anulação do decreto, a AGU busca restabelecer os efeitos da medida assinada por Lula, alegando violação das prerrogativas do Poder Executivo.

O foco da ação é o Decreto nº 12.499/2025, que havia modificado as alíquotas do IOF em operações de crédito, câmbio e seguros. Para o advogado-geral da União, Jorge Messias, o Congresso extrapolou sua competência ao suspender a norma presidencial, o que, segundo ele, fere o equilíbrio entre os Poderes. “A intenção não é confrontar o Legislativo, mas proteger a legalidade do ato presidencial”, afirmou.


Leia mais

STF redistribui relatoria de ação do PSOL sobre IOF para Alexandre de Moraes e evita decisões contraditórias

Após derrota no Congresso, Lula aciona STF contra derrubada do aumento do IOF


A AGU também protocolou pedido de liminar para que os efeitos do decreto voltem a valer imediatamente, diante do que considera um risco institucional relevante. Segundo Messias, a medida é respaldada por pareceres técnicos do Ministério da Fazenda e da Casa Civil, que atestam a legalidade do decreto e seu respeito ao teto de 1,5% ao dia previsto na legislação do IOF.

A crise teve início na última quarta-feira (25/6), quando o Congresso derrubou a norma por ampla maioria. A Câmara votou com 383 votos favoráveis à revogação e apenas 93 contrários, movimento que foi endossado logo depois pelo Senado em votação simbólica. Foi a primeira vez desde 1992 que o Legislativo anulou formalmente um decreto presidencial — o último caso semelhante ocorreu no governo Collor.

A decisão do Congresso foi impulsionada pela reação negativa de setores empresariais, que criticaram o aumento do IOF sobre operações de crédito corporativo. Agora, caberá ao STF decidir se o Executivo pode ou não editar esse tipo de decreto sem interferência parlamentar.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foi designado relator da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) protocolada pelo governo federal para reverter a decisão do Congresso Nacional que anulou o decreto presidencial que aumentava as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

O pedido foi encaminhado à Corte pela Advocacia-Geral da União (AGU) ainda nesta terça-feira (1º/7), com solicitação expressa para que Moraes assumisse a relatoria, já que ele já analisa ação semelhante apresentada pelo PSOL, que também questiona a atuação do Congresso nesse caso. Enquanto o partido alega inconstitucionalidade na anulação do decreto, a AGU busca restabelecer os efeitos da medida assinada por Lula, alegando violação das prerrogativas do Poder Executivo.

O foco da ação é o Decreto nº 12.499/2025, que havia modificado as alíquotas do IOF em operações de crédito, câmbio e seguros. Para o advogado-geral da União, Jorge Messias, o Congresso extrapolou sua competência ao suspender a norma presidencial, o que, segundo ele, fere o equilíbrio entre os Poderes. “A intenção não é confrontar o Legislativo, mas proteger a legalidade do ato presidencial”, afirmou.


Leia mais

STF redistribui relatoria de ação do PSOL sobre IOF para Alexandre de Moraes e evita decisões contraditórias

Após derrota no Congresso, Lula aciona STF contra derrubada do aumento do IOF


A AGU também protocolou pedido de liminar para que os efeitos do decreto voltem a valer imediatamente, diante do que considera um risco institucional relevante. Segundo Messias, a medida é respaldada por pareceres técnicos do Ministério da Fazenda e da Casa Civil, que atestam a legalidade do decreto e seu respeito ao teto de 1,5% ao dia previsto na legislação do IOF.

A crise teve início na última quarta-feira (25/6), quando o Congresso derrubou a norma por ampla maioria. A Câmara votou com 383 votos favoráveis à revogação e apenas 93 contrários, movimento que foi endossado logo depois pelo Senado em votação simbólica. Foi a primeira vez desde 1992 que o Legislativo anulou formalmente um decreto presidencial — o último caso semelhante ocorreu no governo Collor.

A decisão do Congresso foi impulsionada pela reação negativa de setores empresariais, que criticaram o aumento do IOF sobre operações de crédito corporativo. Agora, caberá ao STF decidir se o Executivo pode ou não editar esse tipo de decreto sem interferência parlamentar.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Presidente da Câmara de Parintins abandona Maria do Carmo e declara apoio a Cidade

O presidente da Câmara Municipal de Parintins (CMP), vereador Cabo Linhares, é a primeira baixa confirmada e explícita do PL em relação a pré-candidatura...

LDO de 2027 redefine prioridades da gestão Renato Junior

A primeira Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) da gestão do prefeito Renato Junior (Avante), aprovada pela Câmara Municipal de Manaus (CMM) na quarta-feira (24),...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Primeira-dama avança em protagonismo político com foco em inclusão social

A primeira-dama do Amazonas, Thaisa Cidade, afirmou que buscou assumir uma atuação mais ativa desde que Roberto Cidade chegou ao comando do Governo do...

Péricles diz manter boa relação com Roberto Cidade e evita falar em crise no PL

Ao comentar a foto em que aparece ao lado de Roberto Cidade, apontado nos bastidores como pré-candidato ao Governo do Amazonas, o deputado estadual...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Festival de Parintins reúne pré-candidatos e lideranças políticas do Amazonas

Além da disputa entre Caprichoso e Garantido, o 59º Festival Folclórico de Parintins reuniu pré-candidatos ao Governo do Amazonas e ao Senado, além de...

Tadeu de Souza destaca força política do União Progressista na corrida eleitoral de 2026

O ex-vice-governador do Amazonas e pré-candidato Tadeu de Souza afirmou nesta sexta-feira (26) que a federação União Progressista deve ocupar papel central na disputa...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Presidente da Câmara de Parintins abandona Maria do Carmo e declara apoio a Cidade

O presidente da Câmara Municipal de Parintins (CMP), vereador Cabo Linhares, é a primeira baixa confirmada e explícita do PL em relação a pré-candidatura...

LDO de 2027 redefine prioridades da gestão Renato Junior

A primeira Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) da gestão do prefeito Renato Junior (Avante), aprovada pela Câmara Municipal de Manaus (CMM) na quarta-feira (24),...

Primeira-dama avança em protagonismo político com foco em inclusão social

A primeira-dama do Amazonas, Thaisa Cidade, afirmou que buscou assumir uma atuação mais ativa desde que Roberto Cidade chegou ao comando do Governo do...

Péricles diz manter boa relação com Roberto Cidade e evita falar em crise no PL

Ao comentar a foto em que aparece ao lado de Roberto Cidade, apontado nos bastidores como pré-candidato ao Governo do Amazonas, o deputado estadual...

Festival de Parintins reúne pré-candidatos e lideranças políticas do Amazonas

Além da disputa entre Caprichoso e Garantido, o 59º Festival Folclórico de Parintins reuniu pré-candidatos ao Governo do Amazonas e ao Senado, além de...

Tadeu de Souza destaca força política do União Progressista na corrida eleitoral de 2026

O ex-vice-governador do Amazonas e pré-candidato Tadeu de Souza afirmou nesta sexta-feira (26) que a federação União Progressista deve ocupar papel central na disputa...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]