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Moraes manda soltar deportada dos EUA envolvida nos atos do 8 de Janeiro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a soltura de Cristiane da Silva, de 33 anos, a primeira participante dos atos de 8 de Janeiro a ser deportada dos Estados Unidos por imigração irregular. A decisão foi tomada em 3 de setembro de 2025, durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta tentativa de golpe de Estado.

Cristiane, que trabalhava como garçonete, retornou a Balneário Camboriú (SC) na sexta-feira (6), após passar 228 dias detida entre o sistema prisional norte-americano e o brasileiro. Ela havia deixado o país em 2024, quando quebrou a tornozeleira eletrônica e fugiu para a Argentina.

Na decisão, Alexandre de Moraes substituiu a pena privativa de liberdade por restrições de direitos. Entre as medidas estão:

  • 225 horas de prestação de serviços à comunidade;

  • participação presencial em curso sobre democracia, Estado de Direito e golpe de Estado;

  • proibição de sair de Balneário Camboriú;

  • proibição de uso de redes sociais até o fim da pena;

  • suspensão do passaporte brasileiro;

  • revogação de registro de arma de fogo, caso possua;

  • pagamento de 20 dias-multa, cada um equivalente a meio salário mínimo da época dos fatos.

Além disso, Cristiane deverá arcar com multa individual de R$ 13 mil e contribuir com a multa solidária de R$ 5 milhões, dividida entre os mais de 400 condenados pelos ataques. A participação dela nessa divisão corresponde a aproximadamente R$ 12 mil.

Moraes reforçou que o descumprimento das medidas resultará em prisão:

“Havendo descumprimento injustificado da pena substitutiva imposta, a pena restritiva de direitos será convertida em privativa de liberdade”, destacou o ministro.


Saiba mais:


Histórico do caso

Cristiane foi presa no Quartel General do Exército, em Brasília, no dia 9 de janeiro de 2023, um dia após os ataques à Praça dos Três Poderes. Em sua defesa, ela alegou estar na capital apenas para “passear e conhecer Brasília”, negando envolvimento direto nos atos.

Em janeiro de 2025, um dia após a posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, Cristiane foi detida pelo serviço de imigração norte-americano (ICE – Immigration and Customs Enforcement). Ela permaneceu sob custódia até maio, quando foi deportada para o Brasil, sendo inicialmente encarcerada em Fortaleza (CE).

No mês seguinte, em fevereiro de 2025, mesmo ainda em solo norte-americano, Cristiane foi condenada pelo STF a 1 ano de prisão por incitação ao crime e associação criminosa, e não por tentativa de golpe.

Outras brasileiras presas no exterior

Além de Cristiane, outras três mulheres foram detidas pela ICE nos Estados Unidos, todas acusadas de envolvimento nos atos de 8 de Janeiro:

  • Raquel Souza Lopes, 51 anos, de Joinville (SC): condenada a 17 anos de prisão por crimes como tentativa de golpe, associação criminosa e dano ao patrimônio público;

  • Rosana Maciel Gomes, 51 anos, de Goiânia (GO): condenada a 14 anos de prisão pelos mesmos crimes;

  • Michely Paiva Alves, 38 anos, de Limeira (SP): ré, responde por cinco crimes relacionados aos ataques.

As quatro mulheres deixaram o Brasil no primeiro semestre de 2024 e se refugiaram na Argentina. No entanto, em novembro do mesmo ano, a Justiça argentina expediu mandados de prisão após o pedido de extradição feito por Alexandre de Moraes, em outubro.

Diante dos mandados, elas seguiram para os Estados Unidos, apostando em apoio político do governo Trump, aliado de Bolsonaro.

*Com informações de Poder360

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a soltura de Cristiane da Silva, de 33 anos, a primeira participante dos atos de 8 de Janeiro a ser deportada dos Estados Unidos por imigração irregular. A decisão foi tomada em 3 de setembro de 2025, durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta tentativa de golpe de Estado.

Cristiane, que trabalhava como garçonete, retornou a Balneário Camboriú (SC) na sexta-feira (6), após passar 228 dias detida entre o sistema prisional norte-americano e o brasileiro. Ela havia deixado o país em 2024, quando quebrou a tornozeleira eletrônica e fugiu para a Argentina.

Na decisão, Alexandre de Moraes substituiu a pena privativa de liberdade por restrições de direitos. Entre as medidas estão:

  • 225 horas de prestação de serviços à comunidade;

  • participação presencial em curso sobre democracia, Estado de Direito e golpe de Estado;

  • proibição de sair de Balneário Camboriú;

  • proibição de uso de redes sociais até o fim da pena;

  • suspensão do passaporte brasileiro;

  • revogação de registro de arma de fogo, caso possua;

  • pagamento de 20 dias-multa, cada um equivalente a meio salário mínimo da época dos fatos.

Além disso, Cristiane deverá arcar com multa individual de R$ 13 mil e contribuir com a multa solidária de R$ 5 milhões, dividida entre os mais de 400 condenados pelos ataques. A participação dela nessa divisão corresponde a aproximadamente R$ 12 mil.

Moraes reforçou que o descumprimento das medidas resultará em prisão:

“Havendo descumprimento injustificado da pena substitutiva imposta, a pena restritiva de direitos será convertida em privativa de liberdade”, destacou o ministro.


Saiba mais:


Histórico do caso

Cristiane foi presa no Quartel General do Exército, em Brasília, no dia 9 de janeiro de 2023, um dia após os ataques à Praça dos Três Poderes. Em sua defesa, ela alegou estar na capital apenas para “passear e conhecer Brasília”, negando envolvimento direto nos atos.

Em janeiro de 2025, um dia após a posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, Cristiane foi detida pelo serviço de imigração norte-americano (ICE – Immigration and Customs Enforcement). Ela permaneceu sob custódia até maio, quando foi deportada para o Brasil, sendo inicialmente encarcerada em Fortaleza (CE).

No mês seguinte, em fevereiro de 2025, mesmo ainda em solo norte-americano, Cristiane foi condenada pelo STF a 1 ano de prisão por incitação ao crime e associação criminosa, e não por tentativa de golpe.

Outras brasileiras presas no exterior

Além de Cristiane, outras três mulheres foram detidas pela ICE nos Estados Unidos, todas acusadas de envolvimento nos atos de 8 de Janeiro:

  • Raquel Souza Lopes, 51 anos, de Joinville (SC): condenada a 17 anos de prisão por crimes como tentativa de golpe, associação criminosa e dano ao patrimônio público;

  • Rosana Maciel Gomes, 51 anos, de Goiânia (GO): condenada a 14 anos de prisão pelos mesmos crimes;

  • Michely Paiva Alves, 38 anos, de Limeira (SP): ré, responde por cinco crimes relacionados aos ataques.

As quatro mulheres deixaram o Brasil no primeiro semestre de 2024 e se refugiaram na Argentina. No entanto, em novembro do mesmo ano, a Justiça argentina expediu mandados de prisão após o pedido de extradição feito por Alexandre de Moraes, em outubro.

Diante dos mandados, elas seguiram para os Estados Unidos, apostando em apoio político do governo Trump, aliado de Bolsonaro.

*Com informações de Poder360

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Ingrid Formoso
Ingrid Formoso
Jornalista , há mais de 10 anos, já passou pela assessoria de vários orgãos públicos do Estado, foi produtora de tv e rádio e agora é editora chefe do Portal que mais cresce no Amazonas.

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