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Hugo Motta afirma a líderes partidários que vai pautar anistia na Câmara, e governo prepara reação

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), prometeu a líderes partidários pautar o projeto de anistia aos envolvidos no 8 de janeiro. A questão foi discutida durante reunião na Residência Oficial da Câmara, nesta terça-feira (16/9).

De acordo com esses líderes, a tendência é que os deputados apreciem a urgência (que não trata do mérito do projeto, mas permite a tramitação acelerada), na quarta-feira (17), após votar nesta terça a proposta da chamada “PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Blindagem”, que impediria processos contra deputados federais e senadores sem aval expresso do Congresso. A medida seria uma reação da casa ao que alguns parlamentares veem como abusos do STF (Supremo Tribunal Federal).

Motta também disse aos líderes que deverá fazer nova reunião nesta quarta para discutir os termos do projeto de anistia e da votação da urgência.

Afinal, paira sobre a casa a dúvida em torno de qual proposta de anistia pautar, pois existe uma versão considerada mais “light”, que não beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro, e é alinhada com o que defende o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). No entanto, lideranças bolsonaristas defendem uma anistia irrestrita, visando garantir a liberdade do ex-presidente, recentemente condenado pelo STF.


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Segundo interlocutores, no dia anterior Motta teria informado a decisão a integrantes do Palácio do Planalto e ao presidente Lula (PT), com quem almoçou. Lula, inclusive, teria reforçado ser contra qualquer tipo de anistia.

Auxiliares de Lula já estão preparando uma reação para frear o andamento da proposta. A ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais) marcou uma reunião para esta tarde com ministros da ala política do governo para discutir estratégias.

Gleisi afirmou hoje à imprensa:

“O governo é contra a anistia. Além de imoral, é inconstitucional. Vamos nos posicionar contra e trabalhar para derrubar o pedido de urgência”.

O projeto de anistia teria ganhado força nos últimos dias, após a condenação de Bolsonaro. Além de deputados bolsonaristas, estão empenhados em destravar a proposta o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos padrinhos políticos de Motta.

*Com informações de Folha de S. Paulo e CNN Brasil

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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), prometeu a líderes partidários pautar o projeto de anistia aos envolvidos no 8 de janeiro. A questão foi discutida durante reunião na Residência Oficial da Câmara, nesta terça-feira (16/9).

De acordo com esses líderes, a tendência é que os deputados apreciem a urgência (que não trata do mérito do projeto, mas permite a tramitação acelerada), na quarta-feira (17), após votar nesta terça a proposta da chamada “PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Blindagem”, que impediria processos contra deputados federais e senadores sem aval expresso do Congresso. A medida seria uma reação da casa ao que alguns parlamentares veem como abusos do STF (Supremo Tribunal Federal).

Motta também disse aos líderes que deverá fazer nova reunião nesta quarta para discutir os termos do projeto de anistia e da votação da urgência.

Afinal, paira sobre a casa a dúvida em torno de qual proposta de anistia pautar, pois existe uma versão considerada mais “light”, que não beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro, e é alinhada com o que defende o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). No entanto, lideranças bolsonaristas defendem uma anistia irrestrita, visando garantir a liberdade do ex-presidente, recentemente condenado pelo STF.


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Gleisi afirmou hoje à imprensa:

“O governo é contra a anistia. Além de imoral, é inconstitucional. Vamos nos posicionar contra e trabalhar para derrubar o pedido de urgência”.

O projeto de anistia teria ganhado força nos últimos dias, após a condenação de Bolsonaro. Além de deputados bolsonaristas, estão empenhados em destravar a proposta o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos padrinhos políticos de Motta.

*Com informações de Folha de S. Paulo e CNN Brasil

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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