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Ex-vice de Bolsonaro, Mourão confirma apoio a projeto de terras raras de Lula

Um encontro rápido entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente de Jair Bolsonaro (PL), chamou atenção na última terça-feira (25), em Brasília.

Durante a cerimônia do Dia do Soldado, no Quartel-General do Exército, Lula pediu o apoio do parlamentar a um projeto de lei voltado à exploração de terras raras e outros minerais considerados críticos e estratégicos.

A resposta de Mourão foi positiva. Em declaração ao jornal O Globo, o senador confirmou que apoiará a proposta defendida pelo presidente: “Falei para ele que a iniciativa tem o meu apoio”, afirmou Mourão.

O posicionamento ganha repercussão por partir de um dos principais nomes ligados ao bolsonarismo. Mourão foi vice-presidente de Jair Bolsonaro entre 2019 e 2022 e, atualmente, apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.

Questionado sobre a decisão de atender ao pedido de Lula, o senador afirmou que sua posição sobre o projeto está relacionada à sua visão sobre o tema, e não a uma aproximação política com o governo.

A conversa ocorreu em um momento em que as chamadas terras raras passaram a ocupar espaço cada vez maior no debate político e econômico. Esses minerais são considerados estratégicos para a produção de tecnologias como celulares, computadores, veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos militares e sistemas ligados à transição energética.

Amazonas entra no debate sobre minerais estratégicos

A discussão também desperta interesse direto no Amazonas, estado que possui potencial mineral e aparece no mapa de áreas consideradas promissoras para a exploração de minerais estratégicos.

A presença de recursos minerais na Amazônia tem colocado a região no centro de um debate que envolve desenvolvimento econômico, soberania nacional e proteção ambiental. O desafio é ampliar o conhecimento e o aproveitamento dessas riquezas sem repetir modelos de exploração associados ao desmatamento, à mineração ilegal e a conflitos com comunidades tradicionais e povos indígenas.

A proposta mencionada por Lula busca estabelecer regras para o setor e tratar os minerais críticos e estratégicos como ativos de interesse nacional, em um cenário de crescente disputa internacional pelo controle das cadeias de produção e fornecimento desses recursos.


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O encontro entre Lula e Mourão, porém, também chamou atenção pelo contexto político. Ao reconhecer publicamente que apoiará uma proposta defendida pelo governo petista, o ex-vice-presidente admitiu que pode enfrentar críticas entre aliados do bolsonarismo.

“Certamente vão pegar no meu pé. Hoje em dia, se o cara não está preso, já é considerado traidor”, afirmou.

A declaração evidencia o grau de polarização política e a dificuldade de construção de consensos entre grupos adversários. Mesmo assim, o episódio mostrou uma convergência pontual entre Lula e um senador historicamente identificado com o campo político de Bolsonaro em torno de um tema considerado estratégico para o futuro econômico e tecnológico do país.

Agora, a confirmação de Mourão dá ao governo Lula um apoio improvável em uma discussão que pode colocar o Brasil e estados amazônicos com potencial mineral, como o Amazonas, no centro da disputa global por recursos considerados fundamentais para as próximas décadas.

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Um encontro rápido entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente de Jair Bolsonaro (PL), chamou atenção na última terça-feira (25), em Brasília.

Durante a cerimônia do Dia do Soldado, no Quartel-General do Exército, Lula pediu o apoio do parlamentar a um projeto de lei voltado à exploração de terras raras e outros minerais considerados críticos e estratégicos.

A resposta de Mourão foi positiva. Em declaração ao jornal O Globo, o senador confirmou que apoiará a proposta defendida pelo presidente: “Falei para ele que a iniciativa tem o meu apoio”, afirmou Mourão.

O posicionamento ganha repercussão por partir de um dos principais nomes ligados ao bolsonarismo. Mourão foi vice-presidente de Jair Bolsonaro entre 2019 e 2022 e, atualmente, apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.

Questionado sobre a decisão de atender ao pedido de Lula, o senador afirmou que sua posição sobre o projeto está relacionada à sua visão sobre o tema, e não a uma aproximação política com o governo.

A conversa ocorreu em um momento em que as chamadas terras raras passaram a ocupar espaço cada vez maior no debate político e econômico. Esses minerais são considerados estratégicos para a produção de tecnologias como celulares, computadores, veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos militares e sistemas ligados à transição energética.

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