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O lado oculto do Festival de Parintins: poder, influência e os bastidores da política amazonense

O Festival Folclórico de Parintins não é apenas uma festa popular centenária. Ao longo da história, o duelo entre Garantido e Caprichoso também virou palco de articulações, conchavos e vitrine para políticos que souberam capitalizar em cima da rivalidade bovina.

Inicialmente criado pela Igreja Católica para conter as brigas entre brincantes nas ruas da pequena Parintins dos anos 1960, o festival passou a exigir maior apoio do poder público. Nomes como Gláucio Gonçalves, Enéas Gonçalves e Raimundo Reis consolidaram carreiras políticas embalados pela força do festival e pela influência construída na Ilha Tupinambarana.

O grande divisor de águas veio no primeiro governo de Amazonino Mendes, com a construção do bumbódromo. A obra transformou Amazonino em uma espécie de lenda política em Parintins. Além da arena, ele também articulou a chegada de grandes patrocinadores, como a Coca-Cola, numa operação conduzida pelo então secretário Robério Braga.

Amazonino ainda foi responsável por levar o primeiro presidente da República à ilha. Em 2000, Fernando Henrique Cardoso participou da abertura do ano letivo nacional em Parintins e prometeu voltar para o festival, o que nunca ocorreu. Nos bastidores, o episódio gerou folclore político envolvendo Amazonino, FHC e a então cunhã-poranga Alessandra Brasileiro.

(Foto: Reprodução/Internet)

No governo Eduardo Braga, o festival ganhou ainda mais peso político e institucional. A transferência simbólica da administração estadual para Parintins durante a festa virou tradição. Foi nesse período que Lula se tornou o primeiro presidente a assistir às apresentações no bumbódromo, em 2003, consolidando a aproximação política com Braga.

Braga também utilizou o festival como demonstração de força política. Em 2007, o Governo do Estado comprou os direitos de transmissão e abriu licitação exigindo transmissão nacional, movimento visto nos bastidores como forma de tirar uma emissora crítica do certame.

(Foto: Reprodução/Internet)

Parintins também virou cenário de decisões eleitorais importantes. Em 2012, o grupo de Omar Aziz trocou Rebecca Garcia por Vanessa Grazziotin na disputa pela Prefeitura de Manaus durante o festival. Já em 2017, as articulações na ilha ajudaram a formar a chapa Eduardo Braga e Marcelo Ramos, além de inviabilizar a candidatura de David Almeida ao governo tampão.

Para reverter esse quadro, no último ano cheio de governo, Wilson Lima prometeu e encaminhou a reforma e ampliação do bumbódromo, um aceno ao povo de Parintins inspirado em Amazonino Mendes.

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O Festival Folclórico de Parintins não é apenas uma festa popular centenária. Ao longo da história, o duelo entre Garantido e Caprichoso também virou palco de articulações, conchavos e vitrine para políticos que souberam capitalizar em cima da rivalidade bovina.

Inicialmente criado pela Igreja Católica para conter as brigas entre brincantes nas ruas da pequena Parintins dos anos 1960, o festival passou a exigir maior apoio do poder público. Nomes como Gláucio Gonçalves, Enéas Gonçalves e Raimundo Reis consolidaram carreiras políticas embalados pela força do festival e pela influência construída na Ilha Tupinambarana.

O grande divisor de águas veio no primeiro governo de Amazonino Mendes, com a construção do bumbódromo. A obra transformou Amazonino em uma espécie de lenda política em Parintins. Além da arena, ele também articulou a chegada de grandes patrocinadores, como a Coca-Cola, numa operação conduzida pelo então secretário Robério Braga.

Amazonino ainda foi responsável por levar o primeiro presidente da República à ilha. Em 2000, Fernando Henrique Cardoso participou da abertura do ano letivo nacional em Parintins e prometeu voltar para o festival, o que nunca ocorreu. Nos bastidores, o episódio gerou folclore político envolvendo Amazonino, FHC e a então cunhã-poranga Alessandra Brasileiro.

(Foto: Reprodução/Internet)

No governo Eduardo Braga, o festival ganhou ainda mais peso político e institucional. A transferência simbólica da administração estadual para Parintins durante a festa virou tradição. Foi nesse período que Lula se tornou o primeiro presidente a assistir às apresentações no bumbódromo, em 2003, consolidando a aproximação política com Braga.

Braga também utilizou o festival como demonstração de força política. Em 2007, o Governo do Estado comprou os direitos de transmissão e abriu licitação exigindo transmissão nacional, movimento visto nos bastidores como forma de tirar uma emissora crítica do certame.

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