Políticos democratas dos Estados Unidos criticaram a decisão do governo do presidente Donald Trump de conceder vistos ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e a seus familiares. Em manifestações nas redes sociais, deste essa terça-feira (27), compararam o tratamento dado ao brasileiro ao dispensado a pessoas que fogem de conflitos no Sudão e no Haiti.
O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, ligado aos democratas, publicou uma nota em que critica o secretário de Estado, Marco Rubio. “Nenhum asilo para pessoas fugindo da guerra no Sudão ou do conflito no Haiti, mas Rubio está estendendo o tapete vermelho para Bolsonaro. Aparentemente, fugir da violência não se qualifica. Negar os resultados eleitorais, sim”, afirmou o comitê.

O deputado Joaquin Castro também questionou a medida. “Perder uma eleição não é motivo para pedir asilo”, escreveu. Segundo ele, o governo Trump deve explicações ao Congresso sobre seu papel em ajudar o senador a deixar o Brasil em desacordo com a legislação brasileira.

O candidato democrata Isaiah Martin chamou Flávio de “imigrante ilegal criminoso” e questionou a destinação de recursos de contribuintes americanos para custear a proteção da família.

Leia mais
Chegada de Flávio Bolsonaro aos EUA foi marcada por versões conflitantes sobre seu paradeiro
Flávio Bolsonaro chega aos Estados Unidos com a família
Chegada aos EUA e contexto político
As declarações ocorrem após o Departamento de Estado dos EUA informar, na terça-feira (27), que concederia os vistos para permitir a entrada do grupo no país. O senador, derrotado no segundo turno das eleições presidenciais no último domingo (25), viajou com a esposa e as filhas e chegou à Flórida na manhã desta quarta-feira (28).
A repercussão acontece a menos de uma semana das eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. O Partido Democrata, principal oposição a Trump, busca eleger representantes para toda a Câmara e parte do Senado.
