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Partidos políticos podem ser responsabilizados por lavagem de dinheiro; entenda

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Partidos políticos podem ser responsabilizados por lavagem de dinheiro; entenda

Uma proposta em tramitação no Senado Federal pode mudar as regras de fiscalização financeira no ambiente político brasileiro. O projeto de lei prevê incluir partidos políticos e suas fundações entre as entidades sujeitas aos mecanismos de controle e prevenção da lavagem de dinheiro, permitindo resonsabilização quando houver comprovação de benefício relacionado a esse tipo de prática.

A proposta está em análise na Comissão de Segurança Pública do Senado e ainda precisará avançar por outras etapas legislativas antes de uma eventual aprovação definitiva. Caso vire lei, a mudança poderá ampliar a rede de fiscalização sobre recursos movimentados dentro do sistema político brasileiro.

 

A medida altera a Lei nº 9.613, de 1998, que trata dos crimes de lavagem de dinheiro e dos mecanismos de prevenção e fiscalização financeira no país. O texto acrescenta os partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral e suas respectivas fundações à lista de instituições obrigadas a cumprir exigências específicas de controle.

Segundo a justificativa do projeto, a proposta foi baseada em sugestões apresentadas pela iniciativa Unidos Contra a Corrupção. O objetivo é ampliar a transparência e fortalecer instrumentos de monitoramento sobre a movimentação de recursos ligados à atividade política.


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O texto argumenta que discussões sobre a chamada lavagem de dinheiro eleitoral ganharam destaque nos últimos anos, especialmente após investigações que revelaram relações consideradas obscuras entre empresas, agentes públicos e o financiamento político.

Com a mudança, partidos políticos poderão passar a adotar procedimentos mais rigorosos relacionados ao acompanhamento e à regularidade de suas operações financeiras. A proposta também abre caminho para responsabilizações em casos nos quais seja comprovado benefício decorrente de esquemas de lavagem de dinheiro.