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Eduardo Alfaia sobre aumento da passagem de ônibus em Manaus: “Facilita até o troco”

Nesta quinta-feira (20/02), durante o programa Meio-dia com Jefferson Coronel, da Rede Onda Digital, o vereador Eduardo Alfaia (Avante) concedeu entrevista exclusiva e comentou o recente aumento na passagem de ônibus em Manaus.

Segundo Alfaia, o novo valor é “justo e razoável” e “facilita até no troco”, justificando que é necessário fazer uma correção.

“Então é necessário fazer uma correção, é um valor que é razoável. Está dentro daquilo que é possível para a população. Facilita até o troco”, afirmou Alfaia.

Eduardo Alfaia
Vereador Eduardo Alfaia (Foto: Rede Onda Digital)

O vereador destacou que o reajuste se faz indispensável devido à diminuição dos usuários do transporte coletivo.

“Somos sabedores que a população tem feito menos uso do transporte coletivo, por conta dos transportes por aplicativos, que tiraram boa parte dos usúarios do transporte coletivo. Então tudo isso termina recaindo sobre o sistema”, afirmou ele.

Alfaia ressaltou que a redução no número de usuários impactou diretamente na arrecadação e, consequentemente, elevou os custos para a prefeitura, que tem tido que redirecionar recursos de outras áreas, como educação e saúde básica, para manter os investimentos no transporte.

Confira o trecho da entrevista:


Saiba mais:


Aumento da passagem de ônibus em Manaus

O prefeito David Almeida (Avante) havia anunciado que o aumento da passagem de ônibus em Manaus, que passaria de R$ 4,50 para R$ 5, entraria em vigor a partir deste mês. Contudo, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) rejeitou, na terça-feira (18), o recurso da Prefeitura de Manaus contra a liminar que suspendeu o reajuste.

Dessa forma, a tarifa permanece registrada no sistema de bilhetagem em R$ 4,50, enquanto o aumento para R$ 5 continua suspenso até que haja uma análise técnica detalhada.

Na última sexta-feira (14), um dia antes de o reajuste ser efetivado por meio de decreto do Poder Executivo Municipal, a juíza Etelvina Lobo Braga, da 3ª Vara da Fazenda Pública de Manaus, determinou a suspensão do aumento. Embora a Prefeitura tenha recorrido da decisão, o pedido foi negado pelo desembargador plantonista Elci Simões de Oliveira, que orientou que o relator competente reavaliasse o caso após a distribuição regular do processo.

A administração municipal justificou o reajuste afirmando que a suspensão do decreto afeta a política de transporte urbano e gera um impacto econômico imediato, comprometendo a manutenção do serviço.

Segundo a Prefeitura, não houve ilegalidade no aumento, mas a decisão da desembargadora Mirza Telma de Oliveira Cunha, relatora do processo, indicou que a ação poderá ser revertida futuramente, caso a necessidade do reajuste seja comprovada com base em estudos técnicos aprofundados.

Exclusivo: TCE dá prazo para que Prefeitura de Manaus explique tentativa de aumento na tarifa do ônibus
(Foto: divulgação)

A desembargadora destacou também que a perda de arrecadação, decorrente de falhas administrativas municipais, tem sido expressiva. Dados apresentados indicam que o número de passageiros caiu de 21 milhões em 2017 para 10,9 milhões em 2024, o que obrigou o município a aportar cerca de R$ 521,3 milhões para manter o sistema, enquanto o custo do transporte atingiu R$ 926 milhões e a arrecadação tarifária foi de apenas R$ 404,7 milhões.

Diante desse cenário, a relatora reforçou a necessidade de a administração pública garantir tarifas justas, investir na qualidade dos serviços prestados e manter a transparência nos cálculos tarifários, possibilitando o controle social sobre os processos de reajuste.

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) inclusive solicitou a imposição de uma multa diária de R$ 100 mil ao município e ao Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) em caso de descumprimento, mantendo a suspensão do reajuste até que o estudo técnico, que fundamenta a decisão, seja devidamente analisado.

Prefeitura de Manaus determina suspensão de restrição de uso do vale-transporte
(Foto: Felipe Campinas)
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Nesta quinta-feira (20/02), durante o programa Meio-dia com Jefferson Coronel, da Rede Onda Digital, o vereador Eduardo Alfaia (Avante) concedeu entrevista exclusiva e comentou o recente aumento na passagem de ônibus em Manaus.

Segundo Alfaia, o novo valor é “justo e razoável” e “facilita até no troco”, justificando que é necessário fazer uma correção.

“Então é necessário fazer uma correção, é um valor que é razoável. Está dentro daquilo que é possível para a população. Facilita até o troco”, afirmou Alfaia.

Eduardo Alfaia
Vereador Eduardo Alfaia (Foto: Rede Onda Digital)

O vereador destacou que o reajuste se faz indispensável devido à diminuição dos usuários do transporte coletivo.

“Somos sabedores que a população tem feito menos uso do transporte coletivo, por conta dos transportes por aplicativos, que tiraram boa parte dos usúarios do transporte coletivo. Então tudo isso termina recaindo sobre o sistema”, afirmou ele.

Alfaia ressaltou que a redução no número de usuários impactou diretamente na arrecadação e, consequentemente, elevou os custos para a prefeitura, que tem tido que redirecionar recursos de outras áreas, como educação e saúde básica, para manter os investimentos no transporte.

Confira o trecho da entrevista:


Saiba mais:


Aumento da passagem de ônibus em Manaus

O prefeito David Almeida (Avante) havia anunciado que o aumento da passagem de ônibus em Manaus, que passaria de R$ 4,50 para R$ 5, entraria em vigor a partir deste mês. Contudo, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) rejeitou, na terça-feira (18), o recurso da Prefeitura de Manaus contra a liminar que suspendeu o reajuste.

Dessa forma, a tarifa permanece registrada no sistema de bilhetagem em R$ 4,50, enquanto o aumento para R$ 5 continua suspenso até que haja uma análise técnica detalhada.

Na última sexta-feira (14), um dia antes de o reajuste ser efetivado por meio de decreto do Poder Executivo Municipal, a juíza Etelvina Lobo Braga, da 3ª Vara da Fazenda Pública de Manaus, determinou a suspensão do aumento. Embora a Prefeitura tenha recorrido da decisão, o pedido foi negado pelo desembargador plantonista Elci Simões de Oliveira, que orientou que o relator competente reavaliasse o caso após a distribuição regular do processo.

A administração municipal justificou o reajuste afirmando que a suspensão do decreto afeta a política de transporte urbano e gera um impacto econômico imediato, comprometendo a manutenção do serviço.

Segundo a Prefeitura, não houve ilegalidade no aumento, mas a decisão da desembargadora Mirza Telma de Oliveira Cunha, relatora do processo, indicou que a ação poderá ser revertida futuramente, caso a necessidade do reajuste seja comprovada com base em estudos técnicos aprofundados.

Exclusivo: TCE dá prazo para que Prefeitura de Manaus explique tentativa de aumento na tarifa do ônibus
(Foto: divulgação)

A desembargadora destacou também que a perda de arrecadação, decorrente de falhas administrativas municipais, tem sido expressiva. Dados apresentados indicam que o número de passageiros caiu de 21 milhões em 2017 para 10,9 milhões em 2024, o que obrigou o município a aportar cerca de R$ 521,3 milhões para manter o sistema, enquanto o custo do transporte atingiu R$ 926 milhões e a arrecadação tarifária foi de apenas R$ 404,7 milhões.

Diante desse cenário, a relatora reforçou a necessidade de a administração pública garantir tarifas justas, investir na qualidade dos serviços prestados e manter a transparência nos cálculos tarifários, possibilitando o controle social sobre os processos de reajuste.

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) inclusive solicitou a imposição de uma multa diária de R$ 100 mil ao município e ao Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) em caso de descumprimento, mantendo a suspensão do reajuste até que o estudo técnico, que fundamenta a decisão, seja devidamente analisado.

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(Foto: Felipe Campinas)
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Ingrid Formoso
Ingrid Formoso
Jornalista , há mais de 10 anos, já passou pela assessoria de vários orgãos públicos do Estado, foi produtora de tv e rádio e agora é editora chefe do Portal que mais cresce no Amazonas.

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