O Partido Liberal (PL) apresentou uma nova ação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar impedir a validade da pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada em 1º de julho e registrada sob o número BR-04582/2026. Esta é a segunda ofensiva da legenda contra levantamentos do instituto em menos de um mês.
PL alega falta de documentos obrigatórios
O partido, que tem o senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência, alega que a Atlas não apresentou, dentro do prazo legal, documentos obrigatórios sobre a composição da amostra, incluindo informações de bairros, municípios, setores censitários e dados demográficos. A sigla também afirma haver, segundo suas palavras, “vício metodológico relevante” no levantamento.
Atlas nega irregularidade e aponta falha técnica do TSE
Em resposta, a Atlas negou qualquer irregularidade e afirmou que todos os documentos exigidos pela legislação eleitoral foram enviados dentro do prazo ao sistema PesqEle. Segundo o instituto, o problema seria técnico e estaria relacionado ao próprio sistema do TSE.
Em nota, a Atlas declarou: “Todos os arquivos exigidos pela legislação eleitoral foram devidamente submetidos ao sistema PesqEle dentro do prazo previsto.”
O instituto acrescentou: “As evidências disponíveis indicam que se trata de um problema de natureza técnica relacionado ao próprio sistema do TSE” e afirmou que “o arquivo foi corretamente enviado e permaneceu disponível na área restrita do sistema, mas deixou de aparecer na visualização pública do registro”.
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Pré-campanha de Flávio Bolsonaro cobra certificação cartorial
Após a manifestação da Atlas, a pré-campanha de Flávio Bolsonaro pediu que o instituto apresente certificação cartorial para comprovar que os documentos foram anexados dentro do prazo. A pré-campanha também defendeu mudanças na resolução do TSE para impedir a inclusão de arquivos após o encerramento do período legal.
Segunda disputa em menos de um mês
A ação atual ocorre poucas semanas após outra ofensiva do PL contra a Atlas. Em junho, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu a divulgação de uma pesquisa do instituto ao apontar “possível utilização do questionário como mecanismo de indução do entrevistado”, acolhendo pedido da legenda.
