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Bastidores: Pré-candidatos ao Governo do Estado manobram diferentes armas para alcançar a vitória em outubro

Os principais pré-candidatos ao Governo do Estado nas eleições de outubro manobram armas que, por enquanto, ainda estão sem as devidas munições, mas que podem fazer a diferença entre a vitória eleitoral e a volta para casa sem um mandato no Palácio da Compensa.

O senador Omar Aziz (PSD) tem como principal arma para voltar ao Governo do Estado o amplo leque de alianças políticas formado desde que anunciou a pré-candidatura, em abril do ano passado. Por diversas vezes, desde então, o senador tem reunido com prefeitos, ex-prefeitos e vereadores de municípios do interior para rodada de conversas e articulações.

Omar Aziz também manobra com firmeza e estratégia a distribuição das emendas impositivas a que tem direito de indicar no Orçamento Geral da União de 2026, que por força da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), sancionada pelo presidente Lula (PT) nesta semana, terá de empenhar e pagar até 60% destas emendas, que no caso de um senador chega a um valor próximo de R$ 80 milhões, até junho.

Além dessa força no interior, Omar Aziz também se municiou do apoio das principais lideranças políticas do Estado, da esquerda à direita, numa coalização que tem o senador Eduardo Braga (MDB), ao menos seis dos oito deputados federais, a maioria dos deputados estaduais e mais de uma centena de vereadores e ex-vereadores, além de instituições como as igrejas evangélicas, Assembleia de Deus do Amazonas e Universal do Reino de Deus. Lula também entra nessa conta.


Saiba mais:

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Força bolsonarista

As armas da empresária Maria do Carmo Seffair (PL) para vencer as eleições de outubro estão em Brasília, no clã Bolsonaro, e na força do grupo empresarial dela, principalmente a faculdade Fametro. Ela caiu nas graças do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e da ex-primeira-dama Michelle, que fez questão de gravar e publicar nas redes sociais dela uma mensagem de feliz aniversário para Maria do Carmo.

O potencial de votos impulsionados pela atuação empresarial na Fametro também não é negligenciável, sobretudo com impactos em municípios do interior, onde a força do bolsonarismo é menor do que em Manaus. Conforme dados do Ministério da Educação (MEC), a instituição tem hoje aproximadamente 50 mil alunos em unidades em Manaus, Parintins, Itacoatiara, Tabatinga, Tefé, Coari e Manacapuru, além de 80 polos de educação semi-presencial ou à distância (EAD).

A força das máquinas

O prefeito David Almeida (Avante) passou boa parte do ano com os dois pés na barca do senador Omar Aziz, mas em dezembro fez um recuo tático, disse que pode apoiar outro candidato e não descartou que esse outro candidato seja ele próprio.

Numa das rodadas de conversas que manteve com jornalistas em dezembro, David também deu dicas sobre quais armas pretende operar se decidir ser candidato: as duas máquinas mais poderosas do Amazonas, o governo do Estado, que deverá estar com o vice-governador Tadeu de Souza (Avante), e a própria prefeitura, que com ou sem David terá um filiado ao Avante, o vice-prefeito Renato Júnior.

David Almeida também aposta nas entregas de obras e programas que pretende fazer nos próximos três meses, período que tem para decidir ser ou não ser candidato ao governo do Estado. Nessa empreitada, David inclusive cancelou, nesta terça-feira (6/01), as férias dele, previstas para janeiro de 2026.

Na força da indefinição

O vice-governador Tadeu de Souza (Avante) vive a expectativa de assumir o Governo do Estado por nove meses a partir de 4 de abril, com a possível saída do governador Wilson Lima (União Brasil) para uma candidatura ao Senado.

Com essa perspectiva, dada como certa por David Almeida na referida conversa com jornalistas, Tadeu de Souza vem desde o ano passado apostando nas redes sociais para se tornar mais conhecido e cultivando uma imagem de homem simples e com forte identificação com o amazonense. Neste esforço, por exemplo, ele passou o Réveillon numa praia do rio Negro, num estilo bem caboclo de ser.

Além de depender da saída de Wilson, Tadeu também depende para ser candidato da decisão de David Almeida, que tem precedência no Avante para ser o candidato ao governo. Mesmo com tantas variáveis, ele não deixa de frequentar o interior durante programas e entregas de aliados, como mutirões de saúde e contatos com prefeitos e vereadores.

 

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Os principais pré-candidatos ao Governo do Estado nas eleições de outubro manobram armas que, por enquanto, ainda estão sem as devidas munições, mas que podem fazer a diferença entre a vitória eleitoral e a volta para casa sem um mandato no Palácio da Compensa.

O senador Omar Aziz (PSD) tem como principal arma para voltar ao Governo do Estado o amplo leque de alianças políticas formado desde que anunciou a pré-candidatura, em abril do ano passado. Por diversas vezes, desde então, o senador tem reunido com prefeitos, ex-prefeitos e vereadores de municípios do interior para rodada de conversas e articulações.

Omar Aziz também manobra com firmeza e estratégia a distribuição das emendas impositivas a que tem direito de indicar no Orçamento Geral da União de 2026, que por força da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), sancionada pelo presidente Lula (PT) nesta semana, terá de empenhar e pagar até 60% destas emendas, que no caso de um senador chega a um valor próximo de R$ 80 milhões, até junho.

Além dessa força no interior, Omar Aziz também se municiou do apoio das principais lideranças políticas do Estado, da esquerda à direita, numa coalização que tem o senador Eduardo Braga (MDB), ao menos seis dos oito deputados federais, a maioria dos deputados estaduais e mais de uma centena de vereadores e ex-vereadores, além de instituições como as igrejas evangélicas, Assembleia de Deus do Amazonas e Universal do Reino de Deus. Lula também entra nessa conta.


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