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Quaest: Lula ou Bolsonaro? Eleitores se dividem sobre quem mais temem no governo

A 20 dias do primeiro turno das eleições de 2026, eleitores seguem divididos entre o temor de uma reeleição de Lula (PT) e o retorno da família Bolsonaro ao poder. Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14/9) mostra que 44% dizem ter mais medo de uma nova vitória de Lula, enquanto 42% apontam a volta dos Bolsonaro.

A diferença está dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais, e configura empate técnico. Nas pesquisas de 2 e 7 de setembro, os dois cenários tinham 43%. A oscilação também marca a primeira vez desde março que Lula aparece numericamente à frente nesse indicador.

A pesquisa mede medo, e não intenção de voto. O resultado indica como a polarização entre os dois principais campos políticos permanece presente na reta final da eleição.

Diferenças entre os eleitores

O perfil do eleitor altera significativamente o resultado. Entre os evangélicos, 54% temem mais uma reeleição de Lula, contra 30% que apontam o retorno dos Bolsonaro. Entre os católicos, 48% temem mais os Bolsonaro, enquanto 39% citam Lula.

Entre os bolsonaristas, 92% apontam Lula como o cenário que mais temem. Entre os lulistas, 86% citam o retorno dos Bolsonaro. Já entre os independentes, os dois cenários empatam em 36%, enquanto 15% dizem temer os dois.

Entre as mulheres, Lula e Bolsonaro aparecem empatados em 42%. Entre os homens, 46% temem mais uma reeleição de Lula, contra 41% que apontam os Bolsonaro.

Diferenças regionais

O maior contraste aparece no Nordeste, onde 56% temem mais a volta dos Bolsonaro e 33% citam Lula.

No Sul, o cenário se inverte: 51% apontam uma nova vitória de Lula e 36% o retorno dos Bolsonaro. No Sudeste, os índices são de 47% e 37%. No Centro-Oeste/Norte, Lula aparece com 48%, contra 37% dos Bolsonaro.

Idade, renda e escolaridade

Entre eleitores de 16 a 34 anos, 47% temem mais uma reeleição de Lula, contra 38% que apontam os Bolsonaro. Entre aqueles com 60 anos ou mais, 48% temem o retorno dos Bolsonaro e 37% Lula.

Por renda, 50% dos que recebem até dois salários mínimos apontam os Bolsonaro, contra 35% Lula. Entre quem ganha mais de cinco salários mínimos, 51% citam Lula e 36% os Bolsonaro.

Na escolaridade, o temor da volta dos Bolsonaro chega a 50% entre eleitores com ensino fundamental. Entre quem tem ensino médio, Lula aparece com 49%, contra 37%. No ensino superior, os índices são de 52% e 38%.

Como o cenário mudou em 2026

Em janeiro, 46% tinham mais medo da volta dos Bolsonaro, contra 40% de uma reeleição de Lula. Em março, Lula passou numericamente à frente, com 43% contra 42%, mas perdeu a vantagem nos meses seguintes.

Em julho, a maior diferença do ano foi registrada: 46% temiam o retorno dos Bolsonaro, contra 38% uma nova vitória de Lula. Em setembro, os dois cenários chegaram a 43% e, agora, Lula aparece com 44% contra 42%, novamente dentro do empate técnico.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 10 e 13 de setembro, em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Globo em parceria com O Globo e está registrada no TSE sob o número BR-03607/2026.

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A 20 dias do primeiro turno das eleições de 2026, eleitores seguem divididos entre o temor de uma reeleição de Lula (PT) e o retorno da família Bolsonaro ao poder. Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14/9) mostra que 44% dizem ter mais medo de uma nova vitória de Lula, enquanto 42% apontam a volta dos Bolsonaro.

A diferença está dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais, e configura empate técnico. Nas pesquisas de 2 e 7 de setembro, os dois cenários tinham 43%. A oscilação também marca a primeira vez desde março que Lula aparece numericamente à frente nesse indicador.

A pesquisa mede medo, e não intenção de voto. O resultado indica como a polarização entre os dois principais campos políticos permanece presente na reta final da eleição.

Diferenças entre os eleitores

O perfil do eleitor altera significativamente o resultado. Entre os evangélicos, 54% temem mais uma reeleição de Lula, contra 30% que apontam o retorno dos Bolsonaro. Entre os católicos, 48% temem mais os Bolsonaro, enquanto 39% citam Lula.

Entre os bolsonaristas, 92% apontam Lula como o cenário que mais temem. Entre os lulistas, 86% citam o retorno dos Bolsonaro. Já entre os independentes, os dois cenários empatam em 36%, enquanto 15% dizem temer os dois.

Entre as mulheres, Lula e Bolsonaro aparecem empatados em 42%. Entre os homens, 46% temem mais uma reeleição de Lula, contra 41% que apontam os Bolsonaro.

Diferenças regionais

O maior contraste aparece no Nordeste, onde 56% temem mais a volta dos Bolsonaro e 33% citam Lula.

No Sul, o cenário se inverte: 51% apontam uma nova vitória de Lula e 36% o retorno dos Bolsonaro. No Sudeste, os índices são de 47% e 37%. No Centro-Oeste/Norte, Lula aparece com 48%, contra 37% dos Bolsonaro.

Idade, renda e escolaridade

Entre eleitores de 16 a 34 anos, 47% temem mais uma reeleição de Lula, contra 38% que apontam os Bolsonaro. Entre aqueles com 60 anos ou mais, 48% temem o retorno dos Bolsonaro e 37% Lula.

Por renda, 50% dos que recebem até dois salários mínimos apontam os Bolsonaro, contra 35% Lula. Entre quem ganha mais de cinco salários mínimos, 51% citam Lula e 36% os Bolsonaro.

Na escolaridade, o temor da volta dos Bolsonaro chega a 50% entre eleitores com ensino fundamental. Entre quem tem ensino médio, Lula aparece com 49%, contra 37%. No ensino superior, os índices são de 52% e 38%.

Como o cenário mudou em 2026

Em janeiro, 46% tinham mais medo da volta dos Bolsonaro, contra 40% de uma reeleição de Lula. Em março, Lula passou numericamente à frente, com 43% contra 42%, mas perdeu a vantagem nos meses seguintes.

Em julho, a maior diferença do ano foi registrada: 46% temiam o retorno dos Bolsonaro, contra 38% uma nova vitória de Lula. Em setembro, os dois cenários chegaram a 43% e, agora, Lula aparece com 44% contra 42%, novamente dentro do empate técnico.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 10 e 13 de setembro, em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Globo em parceria com O Globo e está registrada no TSE sob o número BR-03607/2026.

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